Camelódromo

Li na edição de ontem da Folha que o secretário da Fazenda de Londrina, Wilson Sella, é a favor da venda de produtos falsificados. Como pode? Além de CDs, tem telefones e diversas coisas que só cego não vê que é falsificado. Desculpe minha ignorância, mas algum cidadão ficou sabendo se houve licitação para tal camelódromo? Se houve algum incentivo às empresas da região para construção do mesmo para empregar mão-de-obra da região? Existem várias leis para abertura de uma empresa, fiscais, segurança, etc. Não entendo, mas se um dia (espero que não ocorra) pegar fogo, tomara que existam portas suficientes para liberação de todos ao mesmo tempo ou será que alguém apresentará um documento que foi aprovado e, pronto, se livrou da culpa. Perguntas a serem feitas por um cidadão de Londrina que vota nas próximas eleições em Londrina e não na China.

ANTÔNIO RICARDO PACHECO (engenheiro mecânico) - Londrina

Criminoso rico

De maneira clara e sucinta o delegado de Polícia de Paranacity, Cláudio Marques da Silva, conseguiu colocar no artigo ''O criminoso rico'' (Folha, 3/7) as diferenças de tratamento que um cidadão pobre e um rico recebe na hora de cometer um delito. O delegado lembrou o recente e brutal acontecimento envolvendo o proprietário e o diretor de uma concessionária de autos de Londrina e a forma com que a Justiça tem se comportado perante o rico agressor confesso. Na sociedade, rico sempre teve e terá privilégio em qualquer situação. Senão, qual seria a vantagem de ser rico? O delegado também diz que ninguém gosta de pobre. Discordo. O pobre é muito querido e estimado pelos políticos em épocas de eleição. O pobre há muito aceitou e assimilou pacificamente essa diferença na esfera das leis e justiça, assim como em outras situações. Exemplos: o pobre quando rouba é ladrão, o rico é cleptomaníaco; o pobre é louco, rico é excêntrico; pobre quando não trabalha é vagabundo, rico é playboy.

YUKIO MITUGUI (aposentado) - Londrina


'Igual para todos'

Ainda bem que a lei é igual para todos. Não sei se a lei deveria ou não tratar pessoas desiguais com igualdade. Todavia, há um abismo imenso entre o tratamento dispensado a um cidadão pobre e um outro rico, igualmente envolvidos numa prática delituosa. Para aquele o rigor da lei, para este todas as benesses previstas e mais algumas fora de qualquer previsão legal. Para um criminoso em condições de contratar um bom advogado é ''facultado o direito'' de cometer um outro crime, comparecer perante um magistrado, portando ilegalmente uma arma para fugir do flagrante. Para nossos ''ilustres representantes'', aos quais outorgamos o nosso voto de confiança para ''bem nos representar'', é permitido cometer crimes os mais diversos e se esconder sob o manto do foro privilegiado e da impunidade. Nestes casos, os processos são por força de leis imorais encaminhados para os tribunais que estão equidistantes dos fatos e assoberbados de processos e lá ficam hibernando até que o crime caia no esquecimento, prescreva ou sua excelência morra. Para nós, pobres mortais ''iguais perante à lei'', só resta esperar que pelo menos a justiça divina seja igual para todos.

LOURIVAL BARBOSA (estudante) -Londrina


Assinatura básica

A luta pelo fim da cobrança da assinatura básica de telefonia será uma conquista da sociedade organizada e dos órgãos de defesa do consumidor. Também é fruto da necessidade das empresas de telefonia fixa de modificar as regras estabelecidas pela Anatel. O mercado de telefonia fixa sofre com a concorrência das empresas de telefonia móvel e a tarifa básica é um entrave nas vendas e utilização das linhas disponíveis e não utilizadas pela população. O fim da assinatura básica abre espaço para novos consumidores da fixa e representará a transferência de custos para o tempo de utilização das linhas. No final da linha, o governo preocupa-se com a perda de receitas de impostos, os empresários com o lucro e a viabilidade do negócio é o consumidor quem paga a conta.

VANDERLEI ESTALIANON (corretor de seguros) - Londrina


Ceca menosprezado

No último dia 30, a reitora da UEL, Ligya Puppato, esteve no Ceca (Centro de Educação, Comunicação, e Artes) para fazer prestação de contas dos dois primeiros anos da sua administração. Na oportunidade, o Centro Acadêmico de Comunicação Social aproveitou para fazer uma reivindicação pacífica sobre o estado dos laboratórios do curso. Foram obtidas 213 assinaturas, entre alunos de Relações Públicas e Jornalismo, num abaixo assinado pela melhoria urgente dos laboratórios. A reitora mal recebeu a reclamação, foi irônica, pouco educada e não demonstrou o mínimo interesse para com os estudantes. É fato que a UEL tem maiores prioridades, principalmente na área de biológicas, e que nem todas podem ser atingidas de uma só vez. As universidades estaduais vêm enfrentando uma crise, queira o governo admitir isso ou não. No entanto, a falta de boa vontade ao receber uma reivindicação vinda dos próprios estudantes demonstra a falta de interesse para todo um centro da UEL. O Ceca, no qual o curso de Comunicação Social se insere, é um dos que menos recebe verbas, não só para investimentos, mas também para manutenção. O curso de Jornalismo, segundo mais concorrido da instituição há anos, nunca esteve tão sucateado. Os laboratórios estão muito abaixo do ideal para trabalhar, o que interfere, consequentemente, na qualidade do curso como um todo. Não adianta argumentar que já existe um planejamento estratégico dos cursos que visa sua melhoria, se há pouca vontade para pô-lo em prática. Ao invés de gastar com um monte de câmeras de vigilância de eficiência duvidosa, por que não investir mais nos cursos?

MARINA NOVAES (estudante de Jornalismo) - Rolândia

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