Aborto e homicídio

Surpreendente o editorial ''Em defesa do nascimento e da vida'', publicado ontem na Folha de Londrina. Isto porque, ao invés de defender teorias sem base filosófica séria, parte do bom e velho senso comum. Carece de qualquer argumento sólido a recente decisão do Superior Tribunal Federal que autorizou o aborto contra a lei vigente e o direito natural. A vida humana está presente a partir da concepção, sem necessidade de sobrevivência futura, e o dever de defendê-la é absoluto. Um cérebro presente e funcional, por mais que se esperneie, não faz parte da essência de homem. Logo, uma criança dele desprovida não deixa de sê-lo, o que desautoriza o homicídio. A posição do ministro Marco Aurélio, longe de ser moderna, é a mesma dos antigos pagãos romanos.

JULIO CESAR LEMOS (advogado) - Londrina


Concerto da Osuel

Aconteceu domingo o excelente concerto da Orquestra Sinfônica da UEL, regida pelo jovem e brilhante maestro Henrique Vieira, com apresentação de obras de Villa-Lobos, Mozart e Puccini entre outros. Cabe salientar o desempenho da soprano Marília Vargas, ora professora de canto na Suíça, que nos emocionou com sua belíssima e possante voz. Participaram ainda do concerto, o trompetista Cícero Roldão, o maestro e arranjador Victor Gorni, o Coral da UEL e o Coro Juvenil da UEL. O concerto faz parte da programação do 24º Festival de Londrina que deverá estender-se até o próximo dia 17 de julho e conta com a participação de grande número de professores e alunos vindos de todas as partes. Trata-se de uma oportunidade ímpar para os aficionados de apreciar as mais variadas formas musicais neste festival que já é uma tradição de Londrina, amplamente conhecido tanto entre nós como no exterior.

ARISTIDES A.J. MAKOWICH (médico e musicólogo) - Arapongas

Procura-se gênio

Quem conseguirá mudar esta monotonia? Com a situação financeira do brasileiro cada vez mais apertada, fica difícil fugir da frente da televisão nos finais de semana. E o que é pior, já sabendo tudo que vai acontecer. Mas não pensem que tudo está perdido, pois algumas emoções ainda nos são reservadas. Quem chegará em segundo lugar na corrida da Fórmula 1? De quanto será que o Corinthians ou o Londrina vão perder? Quem será o artista que contará suas intimidades ao vivo? Tomara que este gênio apareça logo.

AGNALDO GOMES DOS SANTOS (servidor público) - Ibiporã


Vigilância sanitária

Infelizmente no Brasil tudo que se refere à qualidade de vida do cidadão é olhado com antipatia pelas autoridades que, na maioria das vezes, por ''dever favores'' a grandes empresas ou conglomerados comerciais tendem a abrir mão do bem coletivo em função do capital. Muitas vezes nem as ações punitivas da Vigilância Sanitária, nem pressões populares através da imprensa, são capazes de reverter situações reincidentes em desacordo com a lei, principalmente quando esses casos envolvem punições a empresas, propriedades ou instituições de caráter público. Por isso, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, além de atuar em regime de contrato de gestão com o Ministério da Saúde, também deveria ser vinculada ao Ministério Público (MP), uma vez que ele é o único órgão representativo da sociedade que tenta resolver em âmbito jurídico questões cujas responsabilidades penais, cíveis e criminais recaem sobre o próprio poder público. Com esse vínculo total, a Vigilância Sanitária ganharia maior poder de atuação graças ao respaldo judicial do MP mediante determinadas infrações que hoje são ignoradas.

ALEXANDRE SERRANO LUPPI (desenhista industrial) - Londrina


Ministério Público

O Ministério Público (MP) vem realizando um excelente trabalho no sentido de moralizar nosso país e suas instituições. A atuação dos promotores nas mais diversas áreas responde aos anseios da sociedade, que busca mais justiça, igualdade, qualidade de vida e moralidade. Contudo, os representantes do MP enfrentam barreiras criadas pelos ''donos do poder''. Não é raro ver a atuação dos promotores barrada pelos interesses de determinadas pessoas ou segmentos da sociedade. Chegamos a ver a promulgação de leis que limitam a atuação dos promotores na busca da defesa dos interesses da sociedade. Todos se lembram da ''lei da mordaça''. Quando é conveniente para seus interesses pessoais, muitos políticos modificam leis para atender suas necessidades. Já é hora de começar a se preocupar com as necessidades dos cidadãos. Nossos legisladores devem se preocupar em atender as necessidades do país e não seus interesses pessoais. As mudanças em nossa pátria irão ocorrer através da efetiva fiscalização e punição daqueles que violam as leis, daqueles que desfalcam o patrimônio público, agridem meio ambiente. É preciso buscar a efetiva penalização daqueles que atentam contra a sociedade. A melhor arma que dispomos na defesa dos interesses da Nação é o MP.

TOCHITANE MITSI (aposentado) - Londrina

Trabalhador de rua

Nessa época de eleição a correria atrás de votos é intensa, com promessas mil. Existe um pessoal que realmente faz algo pela cidade e não é notado: são os catadores de papel. Eles são os verdadeiros vassourinhas da cidade, recolhendo detritos que o famoso caminhão não recolhe. E olhe que é um povo discriminado e confundido pela grande maioria da população como marginais por causa da aparência. O catador de papelão não pode ir à escola por que tem que ajudar a família a se sustentar. É menosprezado pelas pessoas, que nem um simples bom dia lhes ofereçe nas ruas. O catador de papel executa um serviço digno, humilde, honesto e de efeito imediato para a população.

RONALDO RODRIGUES DE ARAÚJO (comerciante) - Londrina

mockup