Revoada de tucanos 1

Tenho acompanhado através desta Folha, os comentários a respeito da desistência de Tercílio Turini - segundo alguns - ''forçada''. Me deparo agora com esta ''revoada'' tucana do ninho. Algumas questões necessitam de melhor esclarecimento. Turini, reconhecidamente um dos melhores vereadores que passou por nossa Câmara, é pessoa ilibada, com atributos morais e intelectuais inquestionáveis e sempre - dentro de sua ética e louvável conduta - primou pelo amor às causas da Social Democracia e deste chão. Luiz Carlos Hauly idem, sempre agiu em prol de nossa cidade e região, e sua postura ética, moral e pessoal só lhe dá guarida como um dos melhores deputados federais que já tivemos, e sem dúvida, totalmente preparado para ser prefeito. Pois bem, agora vem o secretário Adalberto - a quem respeito sem dúvida - a provocar ''revoada do ninho tucano''. Tenho comigo um pensamento bem definido a respeito, aves de determinado ninho só comprovam a espécie - não nas facilidades desfrutadas - mas nas agruras e dificuldades. A candidatura Turini seria excelente, ouvi de Hauly muitas e muitas vezes que Turini é excepcional em todos os sentidos e, em nenhum momento percebi, qualquer movimento, atitude ou outros meios que viessem minar o seu apoio ao amigo e verdadeira ave do ninho - Tercílio Turini. Mas este pleito em Londrina exibe contornos e nuances que exigem posicionamentos diferenciados. Pássaros de outras espécies migrarão para ninhos outros, mas nunca os verdadeiros tucanos, como é o caso de Turini, Hauly, Moreira e tantos outros que só vêem enriquecer a Social Democracia.

LUIZ EDGARD BUENO (escritor) - Londrina


Revoada de tucanos 2

O major Adalberto Pereira, líder do prefeito Nedson Micheletti, jamais foi tucano de essência. Filiou-se no PSDB em 1992 porque via na candidatura de Wilson Moreira a mais promissora para poder se eleger vereador. Ganhou do ex-tucano Salvador Francisco por apenas 2 votos. Como Cheida ganhou o segundo turno do PSDB, diferente do Nedson que teve o PSDB como aliado no segundo turno, não houve espaço para ser governista como faz desde a administração de Antônio Belinati. Isso mesmo, o pseudotucano Adalberto Pereira debandou para o PFL (partido que pertenceu o ex-prefeito cassado, Jaime Lerner e Cia.), retornando ao ninho tucano quando viu a nau pefelista à deriva, assim como a vantagem de Hauly nas pesquisas para prefeito em 2000. Como articulador político do PT, entabulava com maestria (e isso tem que ser reconhecido) um quadro bem interessante, onde caberia apresentar ao chefe os adversários idéias, e que possibilitasse demandar uma nova eleição plebiscitária, tal como foi em 2000. A idéia era perfeita. A população iria se polarizar entre Belinati e Nedson, já que os demais candidatos poderiam não crescer nas pesquisas. A entrada de Hauly no cenário simplesmente jogou água no chope do ex-militar. A única saída é esta: tentar macular a imagem de Hauly como traidor de Tercílio, sendo que o grande traidor, não de Tercílio mas dos ideais tucanos, é justamente ele.

JOSELITO TANIOS HAJJAR (estudante e militante do PSDB) - Londrina


Flanelinhas

É lamentável o projeto do vereador Félix Ribeiro de regulamentar flanelinhas. Esse projeto, já aprovado em primeira discussão na Câmara de Vereadores, faz com que as ruas e avenidas tenham donos. É a legalização da prática de extorsão - pedir dinheiro para vigiar veículos em locais públicos. Os flanelinhas causam constrangimento, sim! Somos extorquidos para que não arranhem e/ou amassem a lataria dos nossos carros. A existência dessa atividade é fruto de problemas sociais e de falta de segurança. Existem meios para diminuir o número de flanelinhas. Basta apenas vontade política e cumprimento das leis, principalmente não legalizando o ilegal.

LAURO AKIO OKUYAMA (engenheiro agrônomo) - Londrina


Legado de Brizola

Perdemos um ''idealista'' que lutava em nome da ética, probidade, de um Brasil soberano e capaz de delinear seu futuro baseado nas suas próprias vontades. É preciso que o legado deixado por Brizola sirva de motivação para que cada um seja um guerreiro na luta por um Brasil justo e soberano. A única forma de mudarmos a conduta atual dos políticos é mostrando a eles todo o poder que o povo tem. Os movimentos das Diretas Já e impeachment do Collor não seriam os mesmos se o povo não estivesse nas ruas. Não podemos deixar apagar o ideal que Leonel Brizola cultivou até os seus últimos dias, pois o nosso querido Brasil tem um potencial sem limites. Porém, sentados iremos ver um Brasil cada vez mais fraco. Portanto, não podemos engolir calados a postura da classe política.

MAURO ALVES CAMARGO (estudante) - Foz do Iguaçu


Brizola

Leonel Brizola foi um político autêntico sem corrupção em sua vida. Sempre com a cabeça no lugar e idéias fixas sem mudanças de acordo com os ventos. Tenho uma boa lembrança deste personagem que foi governador do Rio Grande do Sul. Brizola dava muita importância para a educação do seu Estado. Como fui, na época, uma profissional nesta área tenho esta lembrança boa devido uma revista do seu Estado: ''Revista do Ensino'', feita por uma equipe de professores bem capacitados. Brizola já achava que se o povo é educado, o resto virá como consequência. A ''Revista do Ensino'' me ajudava muito no preparo das aulas, dava-me idéia em todas as disciplinas. Brizola se foi como tudo se vai, ninguém fica aqui para semente, mas as suas idéias e a sua perseverança ficam para a posteridade.

THEREZA MARIA BARROS (aposentada) - Londrina


Correção

- A palavra cachaceiro foi grafada incorretamente ontem na legenda da reportagem ''Pedetistas vaiam Lula no velório de Brizola'' (pág. 7, Primeiro Caderno).

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