Aumento do combustível

Este aumento dos combustíveis não se justifica, pois o petróleo custa R$ 0,74 o litro no mercado internacional. Isso mesmo, apenas 74 centavos, a 37 dólares o barril ou R$ 117,00 por 158,984 litros o equivalente a um barril. No Brasil o custo de extração do petróleo pela nossa gloriosa Petrobras é muito menor, e importamos apenas uma pequena parte aproximadamente 5% do consumo nacional. Mais uma razão para não aumentar os preços. Não adianta Lula propor um ''Plano Marshall'' para recuperar os países pobres se no Brasil a inflação vai subir com o aumento dos derivados de petróleo, gasolina, diesel e gás de cozinha, prejudicando toda a população, especialmente os mais pobres.

FRANCISCO CARLOS BERGAMI (auditor fiscal do Ministério do Trabalho) - Curitiba


Planos de saúde

Sobre a reportagem da Folha (12/6), ''Calma para analisar o plano de saúde'', referente à adequação dos planos assinados até 1998, faço aqui mais uma consideração que deve ocorrer com muitos usuários de operadoras diferentes (no meu caso a Unimed) que irão aderir ao novo plano. A proposta da minha operadora é de um aumento linear para todos usuários de 15% sobre o plano atual, que inclui o plano básico e os opcionais especiais (cirurgia cardíaca, ressonância, quimioterapia, radioterapia, etc). Se um usuário paga hoje somente o plano básico ele passaria a desfrutar da cobertura total, pagando menos do que aquele com opcional especial. Tomando como exemplo o meu plano (6 usuários sendo que 4 têm opcionais), hoje pago R$ 719 e passaria a R$ 827. Se não tivesse os opcionais estaria pagando R$ 589 e passaria a R$ 677. Diferença de R$ 150 que pagaria ''eternamente''. Alguma coisa está errada. Não é penalizar quem paga opcionais especiais?

ANTONIO TANNOUS (físico) - Londrina


Fahrenheit 911

Este é o nome do documentário produzido por Michael Moore e que deu o que falar em Cannes. Não só deu o que falar como ganhou um prêmio. Foi um sucesso. Penso que a Disney perdeu um grande negócio por não querer distribuir o documentário por razões políticas. Deve estar se roendo de arrependimento. O Fahrenheit fala sobre os ataques de 11 de setembro e as possíveis ligações comerciais entre as famílias de Bush e Bin Laden. Um ato de coragem ontra o império Bush que fez do mundo seu quintal usando o termo como democracia. O mais incrível é que o filme foi feito por um americano. Isso prova que nem todos os americanos apóiam o despótico e sanguinário George W. Bush. O documentário estréia dia 25 nos Estados Unidos e espero ansiosamente a estréia aqui no Brasil.

AMANDA SOARES DE BRITO (estudante) - Londrina


Fúria tributária

Muito consistente a opinião do advogado tributarista Gilberto Tanaka (Folha, 15/6), sobre a voracidade tributária do PT (não satisfeito em criar e arrecadar internamente, agora está propondo um tributo mundial para combater a fome ...). De minha parte, acho ociosa qualquer discussão sobre tributação e suas finalidades de criar bem-estar para os contribuintes brasileiros. Se continuarmos pagando o que pagamos de juros para os bancos, nada restará para a educação, a saúde, a segurança, etc. E por que pagamos tanto juro? Porque gastamos e gastaremos cada vez mais com nossa Previdência Pública. Imagine que já chega a quase 10% do PIB os gastos com as as aposentadorias privilegiadas de nossos zelosos, competentes, atenciosos e educados funcionários públicos. Nos últimos 50 anos, nada mais fizeram nossos administradores (Legislativo, Executivo e Judiciário) que aumentar os penduricalhos de suas já abusivas aposentadorias, criando assim os famosos ''direitos adquiridos'' que fazem a festa do corporativismo oficial. Poderíamos perguntar ao ministro José Delgado, do STJ, (mencionado pelo articulista e também privilegiado por nosso sistema previdenciário), se não seria o caso de se declarar inconstitucionais todas aposentadorias do setor público, uma vez que contrariam o art.5 de nossa desmoralizada Constituição que diz sermos todos iguais perante a lei. Que igualdade é esta que cria uma minoritária casta de privilegiados, em detrimento da maioria de prejudicados que paga a conta com a deterioração de sua qualidade de vida? Caso contrário, sugiro que seja estendido ao setor privado o sistema previdenciário público. Resultado? O Brasil quebraria em 1 ano e não mais em 10 como acontecerá se nada for feito a respeito.

RUY PIGATTO (engenheiro agrônomo) - Curitiba

Meio rural

A Folha de Londrina tem acertado ao publicar editoriais que tratam de questões ligadas ao meio rural de forma sucinta e esclarecedora. Esses temas são fundamentais para aproximar o leitor da realidade vivida pela classe rural brasileira. Só com informações desta natureza é que a sociedade passará a reconhecer os desafios enfrentados diariamente pela classe produtora e o real valor do meio rural para o desenvolvimento de um Brasil melhor.

EDSON NEME RUIZ (presidente da Sociedade Rural do Paraná) - Londrina


Auxiliadora 50 anos

Foi com grande alegria que comemoramos no último dia 22 os 50 anos do Instituto Nossa Senhora Auxiliadora. A bonita festa também foi possível porque várias pessoas deram a sua contribuição, uma parceria que sempre dá certo. Agradecemos a colaboração e participação da Folha de Londrina.

IRMÃ LÚCIA TIRONI (diretora interina do Instituto Nossa Senhora Auxiliadora) - Cambé


Correção

- Diferentemente do que foi informado ontem na reportagem ''Camelôs depõem sobre obra de reforma'', da página 3 do Primeiro Caderno, a promotoria que está investigando a reforma do prédio do Shopping Popular de Londrina é a de Defesa do Patrimônio Público.

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