CARTAS
Horário do comércio
Parabéns a folha pelo editorial de 09/06/2004. Sempre achei exatamente isso. Se estamos em um país dito democrático, porque cada comerciante não pode tomar a atitude que melhor lhe convém, por sua conta e risco. O sindicatos deveriam verificar se o direito dos empregados estão sendo cumpridos e o poder público se isso não está gerando transtorno a comunidade. Se o direito das pessoas são respeitados, deixem cada um agir conforme sua vontade. Às vezes tenho a impressão que neste país tudo é feito para desmotivar o trabalho e o consumo é pecado. Se deixarem o povo em trabalhar em paz e os governantes cuidarem da infra-estrutura, manutenção da ordem pública e garantia dos direitos humanos, garanto que em pouco tempo este país será outro. Por favor não atrapalhem quem quer trabalhar e gerar empregos.
JOSÉ CARLOS OLIVEIRA, técnico em telecomunicações e eletrônica, Londrina
Tributação excessiva
Ouso discordar da opinião publicada no Editorial deste jornal em 08/06/04, em que o editor culpa a legislação trabalhista por todos os problemas da informalidade. Se voltarmos um pouco ao passado veremos algo curioso: as empresas contribuíam com a Previdência Social com um percentual de 6% sobre a folha de salários; o trabalhador contribuía com outros 6% e o governo deveria contribuir com igual parcela este foi o único que nunca fez sua contribuição. Entretanto, aqueles 12% sobre a folha de salários eram suficientes para custear a Previdência Social. Pergunto, então: por que motivo a contribuição dos trabalhadores subiu de 6% para, em média, 9%, e a dos empregadores subiu dos 6% para quase 30%? E, se aqueles 12% sobre a folha eram suficientes, por que estes quase 40% hoje não são suficientes? Portanto, senhores, o problema não está na legislação trabalhista, e sim na excessiva tributação previdenciária. Como se não bastasse, o governo pretende, agora, tributar as empresas sobre o faturamento, para fins previdenciários. É contra isto que temos que lutar, e não contra direitos dos trabalhadores, conquistados duramente no decorrer dos anos.
EMERSON COSTA LEMES, contador e analista de negócio, Londrina
Cachorro morto
Dou meu total apoio ao senhor André Lazzarini, pois como ele estou pasmo com a falta de educação. Sempre passo na rua João XXII e, há muito tempo, aquele cachorro esta lá. Onde estamos?! Estou indignado com a falta de responsabilidade da empresa que responde pela limpeza pública da cidade. Mantive contato com o telefone 3339-6416 e falei com a senhora Camila. Ela me disse que já sabia do problema e que já havia programado para que as pessoas que fazem esse trabalho de coleta de animais mortos nas ruas fossem até lá, mas que ainda não havia sobrado tempo. Isso é resposta? Para um problema que já se arrasta há pelo menos 7 dias. Os impostos dos contribuintes tem mês e dia certo para vencer. Quando os órgãos públicos têm que responder por algo, é sempre assim: já fizeram, já programaram, vamos ver o que podemos fazer. Na verdade nunca fazem quase nada, a não ser esperar o pagamento em suas contas no final do mês, atender aos telefonemas de reclamações com uma má vontade que é incrível, e não resolver nada.
GUSTAVO RODERJAN, técnico agropecuário, Londrina
Cotas na UEL
Cabe esclarecer à leitora Ângela Aparecida de Oliveira Galvão que a proposta de um sistema de cotas em discussão pela UEL, caso seja aprovada pelo Conselho Universitário, destinará 40% das vagas de cada curso para estudantes oriundos da escola pública, sendo metade destas destinadas a estudantes negros. Portanto, estaremos alcançando aquilo que é também defendido pela leitora: o aumento das oportunidades de acesso dos negros e dos estudantes da escola pública ao ensino superior.
JAIRO QUEIROZ PACHECO, pró-reitor de graduação da UEL
Administração municipal
Ultimamente vejo uma verdadeira enxurrada de anúncios nos meios de comunicação onde são enaltecidos os feitos da atual administração municipal. Concordo que tudo o que se mostra nessas propagandas foram grandes conquistas para a comunidade, como exemplo cito a escola construída no Patrimônio Regina. Lembro-me que algum tempo atrás também foi vinculada uma propaganda onde se anunciava o início da construção de um ginásio de esportes no Jardim Bandeirantes. Mas não vejo nenhuma referência sobre ela nas propagandas pagas pelo contribuinte nos meios de comunicação. A única solução foi passar em frente a mesma e, para minha surpresa, encontrei uma obra completamente abandonada, à mercê dos vândalos, com paredes derrubadas. Entendi o porquê dela não aparecer nas citadas propagandas, o mesmo se dá com as praças centrais completamente abandonadas, as calçadas imundas com excrementos de pássaros e inúmeras outras coisas. Será que o senhor prefeito não teme que o fantasma Belinati veicule na imprensa o lado oculto de sua administração? Cuidado senhor prefeito!
DEVALCIR JOSÉ TIROLI, estudante de filosofia, Londrina
Correção
Ao contrário do que foi publicado ontem na matéria ''Passagem de Vênus em frente ao Sol foi observada ontem'' na página 10, é o fenômeno astronômico da passagem do planeta Vênus em frente ao Sol que não era visto a olhos nus desde o ano de 1882, e não o planeta Vênus.





