CARTAS
Assalto à mão armada
Continuam os assaltos à mão armada em residências de nossa região. Agora também em cidades circunvizinhas a Londrina. Em Sertanópolis, noite passada houve mais de um assalto. Antigamente dormia-se de janelas e portas abertas. Hoje põe-se grades, cercas eletrônicas, alarmes, e quem pode usa os serviços de um guardião. A gente recebe as notícias de parentes, amigos, às vezes por noticiários de que foram vítimas de um assalto. Banalizou-se esse tipo de coisa. Parece ser de menos importância, pois alguns até dizem que os ladrões foram educados. Penso que está faltando leis mais rigorosas para que se coloque um fim neste problema. Talvez, até pena de morte seria pouco para essa espécie de roubo, pois isso deixa nas pessoas um trauma sem precedente. Agride e constrange a sociedade de bem desse país. Existe um fio muito tênue entre a vida e a morte no caso de nos depararmos com um ladrão dentro de nossa residência que poderá acionar o gatilho de sua arma a qualquer gesto impensado praticado por ambas as partes. Acho que nossas autoridades estão bem protegidas, pois elas ignoram os fatos. A escalada desse tipo de violência cresce assustadoramente e requer urgente solução para barrar esses crimes.
ANTÔNIO PEREIRA (contador) - Londrina
Herói anônimo
O acidente que aconteceu entre Bandeirantes e Santa Mariana, no dia 11 de maio, com o ônibus que vinha de Campinas com destino a Maringá, infelizmente ocasionou a perda de 13 vidas. Aconteceu, no entanto, um ato raro de solidariedade que me impressionou pela coragem de um dos ocupantes do ônibus. Este saiu com um leve ferimento. Logo após o acidente, que ocorreu por volta das 4 horas, tudo estava escuro. Ele achou um local para sair do ônibus e ajudou a retirar sua namorada que, graças a Deus, também sofreu ferimento leve. Voltou para dentro do veículo acidentado por várias vezes para ajudar diversos passageiros, a encontrar o local para a saída e também para retirar os feridos. Além de acalmar aqueles que, por estarem com muitos ferimentos, não podiam sair e se encontravam desesperados. Naquele momento, nem se preocupou com a possibilidade do ônibus pegar fogo ou sofrer qualquer outro súbito dano. Assim, praticou um gesto heróico que deve ser registrado. Obrigado, Fausto José Piovan! Você foi o herói anônimo do infeliz acidente. Deus lhe proteja sempre.
JOSÉ ANTÔNIO PIOVAN (bancário aposentado) - Maringá
Investigação possível
Diante da notícia de que pegaram no pulo projetadas transferências de dinheiro obtido, provavelmente, com a ''vampiragem'', extrai-se a ilação que, nos dias de hoje, há meios hábeis para brecar e impedir transferências ilegais de dinheiro. E que essa possibilidade resulta da lei mais rígida e dos avanços da tecnologia. Se for acrescido a isso a ''ostentação de riqueza'' com a aquisição de bens materiais caros e voluptuários, a ação conjugada dos órgãos federais de fiscalização - Secretaria da Receita Federal, Banco Central, Departamento de Recuperação de Ativos Ilícitos, etc., e outros -, poderá apurar quem estará, provavelmente, enriquecendo-se de forma ilícita. E se se contar com a boa vontade dos governos estrangeiros de dar uma abertura ampla e célere, passando as informações dos ''ativos'' suspeitos existentes nas contas do seu sistema bancário, melhor será. Com essas medidas será possível impedir o furto, direto ou indireto, do dinheiro público e, quiçá, dos fundos utilizados para a prática do terrorismo, em todas as suas manifestações. Enfim o que pareça ser suspeito, deve ser esclarecido, bem esclarecido. Afinal, diz-se que o dinheiro é a mola do mundo e que ninguém enriquece senão às custas da pobreza de outrem.
PEDRO LUÍS DE CAMPOS VERGUEIRO (advogado) - São Paulo
Meio ambiente
Na Semana do Meio Ambiente, aproveitando o momento em que a sociedade encontra-se um pouco mais sensibilizada para a necessidade de desenvolver ações efetivas, conscientes e duradouras visando à preservação de nossos recursos naturais, vale ressaltar a importância de cada um de nós para o sucesso desse trabalho coletivo, cujo esforço significa nada menos que conquistar um futuro melhor para todos. De nada adianta empreender campanhas sem que as pessoas estejam realmente compromissadas. É preciso atitude, vontade, participação, engajamento, iniciativa. É preciso entusiasmo, vibração, mentes e corações abertos. É preciso virar o jogo. A maioria das pessoas, infelizmente, é apenas geradora de lixo. Lixo que entulha mananciais, polui o solo, contamina o ar e a água. Mas a velocidade com que ocorre a degradação ambiental no meio em que vivemos não nos permite a omissão, o descaso, a indiferença.
A geração de hoje, com todo o avanço do conhecimento e da tecnologia, precisa chamar para si a responsabilidade. Afinal, tanta modernidade e sofisticação no dia-a-dia, que ensejam, justamente, oferecer uma vida melhor, tornam-se incompatíveis diante do processo de destruição do ambiente. Agredir os recursos naturais, ação que inclui o fim de formas de vida vegetal e animal, é tão nocivo e alarmante quanto a omissão, pois ajuda a abreviar a sobrevivência do planeta. Nós, que fazemos parte da geração de hoje, não seremos lembrados pelo tanto que foi possível construir, mas por tudo aquilo que conseguimos preservar. Sejamos conscientes.
FLAMMA COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL - Maringá





