Espetáculo?

A carga tributária vem sofrendo seguidos aumentos em detrimento das atividades produtivas. Vi, dias atrás, reportagem na TV mostrando um proprietário de posto de gasolina no Rio Grande do Sul promovendo venda de gasolina a R$ 0,85 o litro. O preço cobrado normalmente seria de R$ 1,99. Fez isso demonstrando que, não fossem os impostos incidentes (R$ 1,14), poderia vender a gasolina a R$ 0,85 o litro. Claro que nenhuma mercadoria estaria totalmente isenta de impostos. Contudo, o demonstrado é uma visão muito clara da terrível e exagerada carga tributária cobrada e que geralmente pagamos sem reclamar por estar embutida em todas as mercadorias que compramos. E para que tanto dinheiro? Grande parte é utilizada para manter a máquina do governo com seus marajás e para a contratação de outros milhares (muitos sem concurso) e dar empregos a apadrinhados políticos. Pagamos cada vez mais também para atender exigências dos acordos com o FMI que obriga o país a manter um superávit de quase 5% para o pagamento de juros e amortização da dívida externa. Dívida que é impagável e que, no governo anterior, cresceu absurdamente. Um crescimento de muitos bilhões de dólares que sumiram porque não se viu onde foram usados. Cria-se dívida sobre dívida sempre seguindo a mesma cartilha desde o Governo Sarney. Até a Argentina, que estava em situação pior do que a nossa há bem pouco tempo, está conseguindo crescer mais rapidamente. Recentemente, enfrentou o FMI e obteve bom resultado. Entra governo, sai governo e tudo continua igual ou cada vez pior. Será que um dia algum iluminado fará algo diferente como fizeram os ''tigres asiáticos'', a China e até a Rússia? O povo precisa de emprego e, para isso, o país precisa crescer. Enquanto isso, banqueiros e, agora, também os exportadores ganham o que querem. Será mesmo esse um partido dos trabalhadores?

EDGAR BAER (advogado) - Londrina


3 a 1 melhor que 260

Por coincidência ou não a seleção brasileira jogou no mesmo dia que a Câmara dos Deputados votou uma medida provisória que fixa o salário minímo em R$ 260. O brasileiro de um modo geral é um povo apaixonado por futebol e há mais de um mês não se comenta outra coisa que não seja o grande clássico Brasil x Argentina. Dia de Brasil e Argentina vou lá me preocupar com a votação secreta dos deputados que aprovaram medida provisória fixando o minímo em R$ 260! É dia de comemorar, viva os 3 a 1 de pênalti sobre a Argentina. Que me importa se a votação foi secreta, que me interessa se no mesmo dia o diário oficial publicou um aumento no limite de gastos do orçamento em R$ 200 milhões. Isso não é nada perto dos 3 a 1. Somos merecedores dos R$ 260 e nada mais.

ROBERTO TEIXEIRA (empresário) - Londrina

Cotas para negros

Acho que todo e qualquer cidadão deveria ter condições de acesso à saúde, à cultura e ao lazer. Não é pela cor da pele que se mede a capacidade intelectual do indivíduo. Todos nós somos capazes de sermos alguém na vida. O que realmente está faltando neste país é oportunidade para todos terem uma vida digna. Não devemos ficar presos a fatos que ocorreram no passado, nós da raça negra temos que lutar sempre, mas não devemos ficar esperando que os nossos governantes tomem atitudes em nosso favor. Ao invés de nos beneficiar acaba disseminando ainda mais o preconceito. Temos que enfatizar que não é apenas o negro que é pobre coitado e excluído. Mais da metade da população brasileira está nessa situação. Que tal os nossos governantes investirem mais na educação de base, no ensino público com qualidade, dando direito à educação a todos? Daí, não vamos precisar ''mendigar'' cotas. Todos têm direito à educação.

MARGARETH MIRANDA DA COSTA (técnica de biblioteca) - Londrina

Patrocínio ao esporte

Lendo a reportagem que retrata a falta de patrocínio e sobre os investimentos do basquete em Londrina, Folha Esporte (30/5), quero destacar alguns pontos do patrocínio esportivo. O Aguativa Resort iniciou o patrocínio esportivo em Londrina em 1997, primeiramente com a equipe de vôlei feminino, que representava Londrina na Superliga Nacional: Banestado/Aguativa. Apoiamos o Londrina Esporte Clube, na pré-temporada do Campeonato Brasileiro, durante 22 dias de concentração e treinamentos. Em 1998, patrocinamos vários torneios de tênis em Londrina. Em 1999, direcionamos nosso patrocínio ao Grêmio Londrina, no 9º Campeonato Nacional de Basquete Masculino e de vários projetos sociais nos bairros com iniciação esportiva de futsal. Em 2000, fomos o patrocinador do futsal da cidade na Chave Ouro do Campeonato Paranaense e do Aguativa Cup de Tênis no Londrina Country Club. Em 2002, na formação do Londrina Basquete Clube, fazendo parte da diretoria e com a saída da Sercomtel, completamos o patrocínio da equipe de basquete para o nacional de 2003.
Vale lembrar que nossa empresa nunca recebeu apoio e benefícios da lei de incentivo, pois estamos em Cornélio Procópio e a lei beneficia apenas empresas locais. Nosso patrocínio foi 100% pago e nunca descontado no IPTU e no ISS. Nestes oito anos que estamos apoiando e patrocianado o esporte de Londrina, tivemos muitas dificuldades com alguns veículos de comunicação que não divulgaram a marca Aguativa. Parte da imprensa tem culpa pelo processo das empresas locais não apoiarem o esporte, pois as mesmas não obtêm o retorno desejado por falta de apoio da mídia. Outra situação constrangedora que nos deixou profundamente magoados foi a realização de uma festa organizada pela Prefeitura (Fundação de Esportes) denominada como os ''Melhores Parceiros e Desportistas do Ano'', que homenageou as empresas que apóiam o esporte da cidade e nem sequer citou o nome Aguativa que, repito, nunca se aliou ao esporte para obter benefícios de impostos. É preciso realizar um amplo debate com as empresas locais e colocar em discussão a participação efetiva das empresas neste processo, pois hoje em dia ninguém repassa recursos para a realização de projetos esportivos sem o retorno desejado na mídia. A imprensa tem papel fundamental no desenvolvimento deste projeto e no retorno a cidade, através do projeto social.

GILBERTO NESZLINGER (diretor do Aguativa Resort) - Cornélio Procópio

mockup