CARTAS
Pior, ele pode voltar
O pior da história é que ele pode voltar, mesmo depois de tanta falação de que o erário público foi dilapidado. A justiça não pôde e não pode impedir-lhe a candidatura. Poderá impedir-lhe a posse, se eleito? O povo fala nas ruas, cada vez com mais insistência: no tempo dele, a cidade era mais limpa, o petit-pavé não soltava tanto, o Calçadão não vivia forrado de excrementos, caindo sobre os pedestres e carros estacionados (coitados dos taxistas!), as obras independiam de parceria com a iniciativa privada etc, etc. Algumas pessoas menos informadas apregoam que foi ele quem construiu a Rodoviária, a Via Expressa, a Leste-Oeste, o anfiteatro do Zerão, o Pronto-Atendimento Infantil, postos de saúde, mudou a ferrovia, fez o Calçadão, o coreto, pôs grades no Bosque, iluminou bonitinho pequeno trecho do centro, duplicou a Avenida Madre Leônia, puxando o progresso para aquela região. Há aí algumas verdades, sem dúvida, mas o exagero é grande. Logo, alguém vai dizer que ele construiu a Catedral, a Concha Acústica, o Iapar, a UEL, o Catuaí, o Igapó...
O que preocupa é a aparente campanha da atual administração pública de Londrina em favor dele quando pouco faz a olhos vistos. Não foi duplicada a Rua Goiás no trecho mais crítico, nem a Bahia; não se falou mais em transposição segura entre JK e Higienópolis; as praças Rocha Pombo e Marechal Floriano Peixoto estão abandonadas; aluguéis são pagos pela municipalidade para que ambulantes e artesãos continuem (em menor número) nas ruas; o Calçadão e tantas ruas centrais são sujos e malcheirosos; o lixo fica nas ruas à espera de coleta só na madrugada; as lojas e financeiras provincianas abusam do som; os relógios públicos estão desativados há meses; a Rua Sergipe continua sobrecarregada de ônibus; o ILS não vem (e Maringá leva a melhor). Desse jeito, quem segura?
REINALDO MATHIAS FERREIRA (professor e escritor) - Londrina
Vida nova
Durante 17 anos minha vida foi destruída pelo álcool física, mental, espiritual e finaneiramente. Chegou o dia quando não podia mirar mais por parte alguma, a não ser para o Senhor. Se bem que eu não acreditasse que Deus estava lá ou que Deus desejava fazer algo comigo. Porém, o Senhor disse: ''Peçam e receberão; procurem e acharão; batam e a porta abrirá''. E realmente ela se abriu para mim. Nos últimos quatro anos o desejo de tomar algo alcoólico já havia sido afastado e nenhum poder humano poderia ter feito isso. Estou sóbrio desde o dia que eu pedi a Jesus filho de Maria que me auxiliasse. Atualmente, venho me reunindo com pessoas que sofrem de dependência química ajudando outros sofredores e suas famílias. Tal mudança só poderia ter vindo de um Deus amoroso, zeloso e perdoador que me fez conhecer o Cristma Movimento Cristo te Ama , onde conheci verdadeiros amigos e hoje vivo um novo estilo de vida em nome de Jesus.
LUIZ CARLOS DA SILVA (metalúrgico) - Londrina
CPI dos desmanches
Tive o prazer de ler segunda-feira, na Folha de Londrina, a informação de que a CPMI do Desmanche estará no Paraná. Como cidadão e também vítima desses golpes fraudulentos, tenho importantes informações (coletadas por investigação própria) e documentos que comprovam a ação desses quadrilheiros. Portanto, gostaria de ser ouvido pela CPMI por acreditar na seriedade desta instituição no combate à corrupção que assola nossso País.
SILAS GONÇALVES DE BARROS (consultor em desenvolvimento empresarial e tecnológico) - Londrina
PSDB x PT
O programa do PSDB do dia 13 de maio foi uma amostra de como será a campanha para as prefeituras em outubro, principalmente na cidade de São Paulo. Os tucanos usaram os 20 minutos dos quais tinham na TV para criticar o Governo Lula e o PT. Infelizmente, o nosso presidente operário ainda não conseguiu colocar em prática suas propostas ou promessas de campanha, e nem se sabe se vai conseguir. No entanto, não serão os membros do PSDB os credenciados para criticá-lo, pois boa parte dos problemas pelos quais o Brasil passa hoje foram agavados exatamente no governo anterior. Nos 8 anos de governo tucano, segundo o IBGE, a renda do trabalhador brasileiro decresceu mais de 25%, e a dívida pública brasileira foi multiplicada por 15, mesmo tendo entregado para o capital internacional maior parte das nossas empresas públicas; a paridade monetária e abertura econômica indiscriminada prejudicaram nossas exportações, quebrou milhares de empresas e consequentemente lançou milhões de brasileiros no desemprego. Quem não se lembra do apagão, das epidemias? E os 12 bilhões que deixaram de pagar aos velhinhos? Não quero com isso justificar o imobilismo do governo atual e o conservadorismo de sua política econômica, mas causa indignação ver alguém que contribuiu para levar o país ao caos em que se encontra, usar os meios de comunicação para se fazer de vítima ou ludibriar os incautos e desavisados.
SEBASTIÃO BERNABÉ ALVIM (relações públicas) - Londrina
Saudade
Que saudades de governos passados que hoje são apenas lembranças dos bons tempos que o povo brasileiro teve e não deu valor. Lembro de um destes momentos em que um real valia um dólar americano. Ai quem me dera voltar o tempo atrás! Hoje o dólar está na casa dos R$ 3,10. Gostaria de saber até onde vamos parar se ficarmos calados sem botar a boca no trombone com a desvalorização da nossa moeda e o custo de vida subindo? Há tanta propaganda enganosa paga nos jornais e nas TVs que tudo vai indo bem. Pergunto: onde foi a esperança do brasileiro? Respondo: foi para as cucuais, como se diz na linguagem popular.
THEREZA MARIA BARROS (aposentada) - Londrina
Correção
- Diferente do que foi publicado ontem na coluna Sociedade Londrina, Dinah Blasnki é gerente do Senai em Londrina.





