Feirão na praça

Como morador do Parque Alvorada/Bancários, tenho muitas dúvidas sobre a matéria veiculada ontem neste jornal. A Prefeitura, por intermédio da CMTU fez, ou fará, acordo com a ''liderança do movimento'' que se denomina Feira de Automóveis e acontece aos domingos, na Praça Avelino Viera. Por que os hippies, artesãos e os camelôs tiveram que sair das praças no centro? Por que a minha praça, a praça do meu bairro pode ser usada como local para o comércio de carros? Já não existe um lugar chamado ''pedra'' que foi doado aos corretores de automóveis para que possam vender os seus veículos? Quem são essas ''pessoas humildes'' que compram e vendem carros, que a matéria também cita? Será que a situação registrada na foto que ilustra a matéria, onde veículos estão estacionados embaixo de um ponto de ônibus, também é legal? Qual a legitimidade disso? Como um serviço de som pode funcionar livremente, mesmo que venha a ter alvará, todas as manhãs de domingo invadindo as casa com anúncio de empresas e veículos à venda? Não temos o direito ao descanso? Toda tarde quando esta feira acaba fica a sujeira de papéis, carvão e restos de comida. Isto combina com Posto de Saúde que funciona na mesma praça? Na condição de morador, e de contribuinte, quero crer no bom-senso das autoridades e deixar aqui registrado o meu protesto, minha indignação e a solicitação para que a praça de nosso bairro esteja à disposição de nossa comunidade.

EDILSON DANIEL DE OLIVEIRA SCHMIDT (empresário) - Londrina

Descaso

Caminhando pelo centro de Londrina podemos constatar o descaso da administração pública para com nossas praças e ruas centrais. Um dos exemplos do descaso e completo abandono é a praça Marechal Floriano Peixoto, também conhecida como praça da Bandeira. Forçaram a saída dos artesãos e hippies da praça para reformá-la e entregá-la para o lazer da população. O que aconteceu? Nada ou melhor, aconteceu sim, piorou, pois ela está intransitável: material de reforma a céu aberto à mercê do tempo e do vandalismo. Será que este é o presente que Londrina merece nos seus 70 anos? Que tal a administração pública planejar, começar e concluir suas obras sem dar as desculpas de sempre, como erro em licitações, falta de verbas, entre outras? Quem financia esta reforma é o contribuinte que com muito sacrifício paga seus tributos.

MARGARETH MIRANDA DA COSTA (técnica de biblioteca) - Londrina


Duas atitudes

Correta a atitude da fiscal da vigilância sanitária ao advertir o ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes, de que não é permitido por lei fumar em dependências públicas. A incorreção partiu do ministro: usou um fato irrelevante para marcar presença da sua ausência na mídia e ter, ele sim, atrevidamente, seu almejado momento de glória, às avessas é claro.

PEDRO LUÍS DE CAMPOS VERGUEIRO (advogado) - São Paulo

Jockey Club

A diretoria do Jockey Club de Londrina, infelizmente, continua igual. Os diretores estão atrás de títulos para comprá-los, oferecendo a irrisória quantia de R$ 1 mil. Via de regra, essas ofertas têm sido feitas a viúvas de sócios, que para eles (diretores) são alvo fácil de engabelar. A ação que era do meu pai, por falta de comunicação, informação e divulgação não pagou chamada de capital em 1990. Agora estou pretendendo pagar o valor corrigido. No entanto, desde o dia 24 de abril estou procurando o tesoureiro do clube, conhecido pelo epíteto de ''Bobina'' (enrolado), ora pessoalmente, ora por telefone e o mesmo se esquiva de receber o dinheiro de todas as maneiras possíveis. Só para exemplificar, narro em apertada sinopse a última escapada. No dia 28/04, às 17h20, mantive contato telefônico com o tesoureiro em sua empresa, me prontificando a procurá-lo o que de pronto ele recusou, alegando que já tinha mandado seu filho, de posse do recibo, ao meu encontro para efetuar o recebimento. Estou até hoje aguardando! Por que toda esta dificuldade? Porque sou do grupo contrário à atual direção e o pagamento me dá o direito de voz ativa nas assembléias gerais, e serei mais um a incomodar? Onde está a resposta da correspondência encaminhada à secretaria do clube em 07/10/03, solicitando a transferência do título para o meu nome?

ROBERTO ANTÔNIO DE CARVALHO (microempresário) - Londrina


Fundação Copel

A coluna Informe Folha (edição de 27/5) em notas abordando o trabalho de auditoria realizado pela Fundação Copel de Previdência e Assistência, reitera informações e números publicados anteriormente e que teriam sido extraídos de um suposto relatório preparado pela empresa Kroll. A esse respeito e em atenção aos leitores, cumpre-nos esclarecer que os fatos e cifras mencionados pela Folha e por ela atribuídos ao relatório não retratam integralmente a verdade, não constando desta forma do documento encaminhado à análise do Ministério Público Federal em 29 de abril passado, protocolado sob o registro 1.25.000.001802/200/2004-44 e distribuído ao ilustre procurador dr. João Francisco Bezerra de Carvalho, e no dia 25 de maio à Secretaria de Previdência Complementar do Ministério da Previdência, órgão regulador e fiscalizador das entidades de previdência privada no Brasil, na pessoa do secretário dr. Adacir Reis. O relatório de auditoria realizado pela Kroll contendo análise das operações em carteira de investimentos da entidade no ano de 2003 acha-se protegido por sigilo legal, conferido pelos incisos X e XII do artigo 5º da Constituição Federal combinados com as disposições constantes da Lei Complementar nº 105, de 10 de janeiro de 2001. Diante disso, a responsabilidade pela divulgação das informações supostamente extraídas do relatório é de única e exclusiva responsabilidade deste jornal.

MURILO BATISTA JÚNIOR (presidente da Fundação Copel) e EDISON RAUEN VIANNA (presidente do Conselho Deliberativa da Fundação Copel) - Curitiba

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