CARTAS
Lixo e consciência
No meu caminho para a cidade pude observar a visitação de escolares ao ''aterro sanitário'' de Rolândia nesta semana. Com os devidos cuidados, verificar a realidade desenvolve a capacidade de raciocínio crítico. O que é visto pelos escolares no aterro pode levar a constatações e perguntas como: se existem catadores no lixo é porque jogamos no lixo coisas valiosas. Poderíamos entregar as coisas de valor, que não queremos mais, diretamente para as pessoas que podem utilizá-las. Os catadores poderiam ter vida melhor; conseguir as coisas de valor para eles sem ter que enfrentar fedor, moscas, sujeira e contaminação. A montanha de lixo descoberto, cheia de moscas, fede. Fede porque tem coisas apodrecendo. Matéria orgânica devidamente tratada se torna adubo. Por que então jogamos matéria orgânica no lixo? Por que não cuidamos para que a matéria orgânica possa virar adubo em vez de ficar fedendo no lixo? O lixo da cidade está sendo depositado na zona rural onde não incomoda o povo da cidade. Mas o lixo da cidade incomoda o povo da zona rural. Será que isto é justo? Até quando vamos poder continuar a nos livrar daquilo que nos incomoda, incomodando outros? Todos somos produtores de lixo. Todos temos o direito de viver sem sermos incomodados. Parabéns às escolas que procuram mostrar a realidade a seus alunos.
Daniel Steidle (agricultor) - Rolândia
Cenário desanimador
O noticiário sobre o Brasil não tem sido muito animador. A economia continua estagnada, o desemprego e a violência em alta e os desmandos continuam fustigando impiedosamente os brasileiros. O Lalau está livre para aprontar boas e novas, o Barbalho é deputado federal e o ACM senador, Maluf continua negando suas contas no exterior e o lixo entulhando a prefeitura de São Paulo, a grana que vazou pelo Banestado via contas CC5 ainda está nas mãos dos meliantes, o Zé Dirceu está mais arrogante e o Palocci com a cara cada vez mais parecida com a do Malan, o ''Manteiga'' continua fora do pão dos mais carentes e o Waldomiro dos bingos está numa boa.
UESLEI TEODORO (professor) - Maringá
Boa resposta
Bastante esclarecedor o artigo da deputada estadual Elza Correia (20/05), principalmente para a grande maioria da população que desconhece quais são as atribuições dos nossos legisladores. Especificamente quando a mesma destaca uma a uma as responsabilidades dos parlamentares: ''Ter conhecimento do orçamento da cidade e acompanhar a sua execução, fazer leis e fiscalizar o seu cumprimento, fiscalizar a aplicação do dinheiro público, cuidar do patrimônio público, fiscalizar os atos do executivo''. Importante que a população compreenda que seus representantes são eleitos com responsabilidades muito bem definidas e devem prestar contas aos seus eleitores. No entanto, a revista Veja, na edição de número 1.851, do dia 28 de abril, na matéria de capa, traz a seguinte reportagem: ''Uma praga nacional'', onde, segundo a matéria, estima-se que todos os anos, vá para o ralo da corrupção nas prefeituras brasileiras, algo em torno de 20 bilhões de reais. Nesse contexto, afirma a reportagem que Antonio Belinati, ex-prefeito de Londrina, é processado pelo desvio de R$ 200 milhões. Tomando por base o esclarecimento da sra. Elza Correia perguntamos: onde estavam os vereadores de nossa cidade nesse período? Se tomaram as devidas providências, cassando o referido prefeito, por que deixaram chegar a valores tão exorbitantes? Estamos em um ano eleitoral, e gostaríamos de dar um puxão de orelhas em nossos parlamentares, e também naqueles que têm o poder de lhes dar um mandato, ou seja: o povo. Está na hora de aprendermos a usar o voto como um instrumento de criação de melhores condições de vida para todos. Londrina certamente estaria melhor se os R$ 200 milhões surrupiados e não fiscalizados por quem de direito, tivessem sido aplicados na resolução dos problemas, que não são poucos, principalmente para as populações mais carentes. Esse é um bom momento para que os nossos mandatários saiam do discurso vazio e transformem palavras em ações construtivas e reais.
DORIVAL TELLES DE CARVALHO e JOAS DOS SANTOS SILVA JUNIOR (admimistradores de empresas) - Londrina
Detran esclarece
Em relação à reportagem ''Detran dá aval a radares de Curitiba'', publicada ontem pela Folha, o Departamento de Trânsito do Paraná esclarece que não compete ao Detran/PR dar aval aos radares instalados pela Prefeitura de Curitiba. As normas de instalação de radares são determinadas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) e devem ser seguidas pelos municípios que fazem parte do Sistema Nacional de Trânsito (SNT). Curitiba é integrante do SNT e compete à Prefeitura o gerenciamento do trânsito local no que diz respeito às normas de circulação, parada e estacionamento. O Detran/PR não convocou a Diretoria de Trânsito de Curitiba (Diretran) para cobrar esclarecimentos a respeito da instalação de novos radares. A atitude foi tomada pelo Conselho Estadual de Trânsito (Cetran), órgão responsável pelo acompanhamento e coordenação dos órgãos municipais e estaduais de trânsito no Estado e pelo julgamento dos recursos de multas em última instância. Um funcionário indicado pelo Detran/PR tem assento no Cetran, assim como funcionários indicados pelo DER, Polícia Militar, órgãos municipais de trânsito das três cidades com maior frota de veículos (Curitiba, Londrina e Maringá), e por entidades civis ligadas ao trânsito.
ASSESSORIA DE IMPRENSA DE DETRAN DO PARANÁ - Curitiba
Correção
- A Folha esclarece que o Tribunal de Justiça acatou 95% das denúncias ajuizadas pelo Ministério Público contra prefeitos, e não como informou o título da matéria de ontem, na página 3. Na primeira página, o correto é que o Ministério Público investiga denúncias contra prefeitos em cerca de 25% dos 399 municípios do Estado.





