CARTAS
Problemas
A vida é um suceder de problemas. O que seria de nós se não tivéssemos nenhum tipo de problema na vida. Penso que os problemas fazem parte do nosso cotidiano. Problemas, quem não os tem. Até o Afonso, o grande empresário da novela das sete, tem problemas. Sua consciência está carregada de arrependimentos, mas ele está buscando a sua felicidade, com justiça, fazendo dos que o rodeiam mais feliz. Não é fácil ser feliz diante de tantos problemas e de tantas adversidades que a vida nos traz. Precisamos aprender a administrar os nossos problemas e conviver com eles. Costumo dizer que a felicidade está nas coisas mais simples. As coisas simples nos dão menos trabalho e nos trazem menos preocupações. Problemas não nos faltarão nunca. O que precisamos é eleger prioridades nas soluções dos problemas, que muitas vezes se acumulam. Aí precisamos ter calma e resolver tudo com muita sabedoria. O nosso cérebro tem que estar em alerta o tempo integral. O homem é um ser racional e, por isso, tem que pensar. Não pode simplesmente agir por impulso e cometer desatinos colocando em risco toda uma trajetória de vida. Pensar mais seria a solução para resolver todos os nossos problemas.
ANTÔNIO PEREIRA (contador) - Londrina
Indústria da multa?
Muito tem se falado dessa tal indústria. Não vou defender ou não a existência de tal indústria. Se os motoristas londrinenses fossem um exemplo de respeito às leis, respeitosos e cuidadosos motoristas, um exemplo a ser seguido pelo resto do mundo, as tais duas mil autuações poderiam ser acusadas de industrializadas! Mas não é o caso. Talvez, seja o ocaso! Não há um mínimo de respeito aos semáforos, faixas de pedestres, limites de velocidades, estacionamento em área proibida, conversões, etc. Basta pegar o carro e dar uma volta num quarteirão central para registrar inúmeros desrespeitos às leis de trânsito, alguns até duplamente cometidos pelo mesmo motorista.
E os respeitáveis motoristas ainda vêm argumentar que possa haver uma indústria da multa? Vamos examinar nossas consciências, respeitar as leis à risca, evitando tais multas, e somente depois de sermos motoristas educados e respeitadores, poderemos levantar o dedo, acusando o poder público de ser industrial. E, se houver mesmo tal indústria, a culpa é do excesso de motoristas irresponsáveis à solta na cidade que faz com que o poder público se aproveite da existência desses motoristas para engordar seus cofres.
ANDRÉ LAZZARINI (veterinário) - Londrina
Cota justa
Essa medida anunciada pelo presidente Lula de dividir em 50% as vagas nas universidades públicas para os alunos provenientes de escolas também públicas é acertadíssima. É do conhecimento geral a impossibilidade que tem uma família pobre - que é a maioria no país - para manter um ou mais filhos em caríssimos cursinhos pré-vestibulares, que são especializados em fazer com que passe nos vestibulares os filhinhos de papai. Dessa forma, resta-nos torcer para que o Congresso ratifique essa justa e social proposta governamental, o que talvez não seja tão simples quanto parece, diante do poderoso cartel do ensino particular, que já se pronunciou contrário à medida.
HABIB SAGUIAH NETO (aposentado) - Marataízes (ES)
Atitude abjeta
A atitude abjeta (segundo o Aurélio: imunda - imoral, desprezível - reles, vil - que se compra por baixo preço, baixa, ignóbil - que não tem nobreza) de um jornalista marrom com o intuito de difamar minha pessoa, tem conotação puramente eleitoreira, visando as eleições da Sociedade Rural do Paraná. Sei quem sou, de onde venho, formado pela Escola Paulista de Medicina, médico desde 1974, agropecuarista há 25 anos, filho do ilustre professor Irineu Strenger, professor titular de Direito Internacional Privado da Universidade de São Paulo, e de Célia Gonçalves Strenger professora de letras neolatinas, neto de agropecuarista, há 16 anos morando em Londrina e sócio da Sociedade Rural do Paraná, não sou devedor de absolutamente nada, apenas como brasileiro tenho o direito de contestar qualquer fato, principalmente quando é de flagrante abuso econômico.
O atual presidente da Sociedade Rural do Paraná, convidado a debater idéias e propostas, tem fugido numa nítida atitude de desrespeito à inteligência da nossa comunidade e do associado, não tem propostas e nunca teve. Recentemente também fui ofendido baixamente por ilustre simpatizante do presidente. A chapa Novos Rumos vem expondo seus nomes e suas propostas, há muito tempo, com muito orgulho. No entanto, até há poucos dias da eleição a chapa da situação não foi conhecida. Será que há apenas um rei e vários súditos ou a estratégia de campanha baseou-se apenas num suposto dossiê, tentando gerar um novo caso Ferreirinha, usando métodos repulsivos e ultrapassados? Nossas propostas não têm sofrido objeção ou crítica da atual diretoria, mas sim sofremos ataques inconseqüentes e pessoais. Sou suficientemente homem para enfrentar qualquer circunstância. Não fujo ao debate, não esmoreço, não desrespeito ninguém a qualquer pretexto.
A atual diretoria é comandada por pessoa que se excusa de todos os fatos e responsabilidades e não tem dirigido adequadamente a entidade, o que o descredencia para continuar a dirigir os destinos da Sociedade Rural do Paraná. Sinto-me honrado de ter meu nome avalizado e prestigiado por quatro ex-presidentes e uma diretoria de alto conceito. Aos meus amigos e adversários deixo claro que nada abalará o meu caminho em defesa da agropecuária paranaense e brasileira. Aos sócios a confiança que saberão distinguir entre a nobreza de ideais e a baixeza de propósitos. Continuo firme em nossa campanha e com dignidade peço o seu voto.
RICARDO GONÇALVES STRENGER (médico e agropecuarista) - Londrina
Correção
- O nome da chapa liderada por Edson Neme Ruiz, que concorre à reeleição da diretoria da Sociedade Rural do Paraná (SRP), é União Rural e não União Brasil como foi publicado ontem na Folha, no caderno Economia.





