Imprensa x LEC

O homem tem como defesa se autoproteger, controlar tudo aquilo que o ameaça. O LEC passa por mudanças em sua ordem estrutural, se profissionalizando como poucos clubes de futebol, iniciando um trabalho com seriedade e afinco, de repente surgem declarações, suposições, contra pessoas desta nova estrutura. A função da imprensa responsável é averiguar e, se possível, obter provas para depois haver uma publicação dos fatos. E é exatamente o contrário que estou ouvindo e lendo nesses últimos dias, pessoas e jornalistas interessados em audiência e venda de jornais, tentando desestabilizar seus dirigentes e com isso afetando o rendimento do time. Foram somente duas rodadas e já estão fazendo um festival, dizendo isso e aquilo. Imparcialidade, responsabilidade de todos os setores, vamos quebrar paradigmas, vamos nos unir, movimentar a cidade em sentido único, de sucesso, de vitórias. Quando será que a imprensa irá começar se mobilizar de forma positiva, fortalecendo nosso futebol, mostrando sim os erros, mas de forma construtiva? Este é o momento da superação de mostrarmos ao Brasil que podemos e temos uma cidade, um time, uma imprensa, que se organizou, cresceu e venceu de maneira séria e limpa.

MARCELO MARTINS (empresário) - Londrina


Falta de docentes

O problema da falta de professores que afeta alguns cursos da Universidade Estadual de Londrina tem de acabar. A perda de conteúdo pode se tornar irreparável se não for solucionada brevemente. Como se não bastasse a situação precária da estrutura física da UEL, que sofre com a falta de equipamentos e outros materiais, ainda temos de esperar a boa vontade de alguns para resolver tal problema. Não me parece inteligente da parte do governo deixar esta questão sem solução por mais tempo. O motivo é claro. São mais de 10 mil alunos que frequentam a universidade, logo são mais de 10 mil alunos que também votam. Não seria o momento oportuno de atender às necessidades dessa verdadeira legião de eleitores?

VERENA FERREIRA (estudante) - Londrina


Marcha de Mães

Depois de um ano da 1 Marcha de Mães de Rolândia, mulheres das comunidades afetadas pela deposição do lixo em área rural, pediram em ofício para à prefeitura visita ao ''aterro sanitário'' para verificar e questionar o que aconteceu no ano que passou. Nada foi feito às escondidas pelas mulheres. Chegando na data e horário anunciados, o grupo da marcha encontrou os portões trancados. Dentro da casinha de administração, longe da vista dos componentes da marcha estavam, segundo funcionário do aterro, a secretária do Meio Ambiente de Rolândia, o chefe do jurídico e o ''presidente'' do Condema (Conselho de Defesa do Meio Ambiente). Foi somente permitida a entrada da mídia e das quatro mulheres que no ofício assinaram pelo grupo.
As autoridades presentes ignoraram os componentes da marcha, somente informaram à mídia, na proteção atrás do portão trancado, do seu ponto de vista. O cidadão está aí só para votar? Uma vez colocado o voto dentro da urna, acabou o papel do cidadão? Antes das eleições escutamos todos os tipos de promessas. Depois das eleições o cidadão só pode aplaudir, questionar nunca!? Como mãe e avó sinto orgulho de ter participado da 2 Marcha das Mães. Marcha que mostrou a coragem e vontade de participação ativa do cidadão. Infelizmente o nosso sistema administrativo, escondido atrás de cercas, paredes e cláusulas ainda não tem realmente ouvidos para o cidadão.

RUTH BÁRBARA STEIDLE (dona de casa) - Rolândia


Marcha de Mães 2

O dia quatro de maio um dia de história em Rolândia. De comemorar antecipadamente o Dia das Mães com o exemplo de mães defendendo suas famílias que sofrem os inconvenientes do lixo a céu aberto. Um lixão, chamado pelo poder público de aterro sanitário, multado recentemente pelo Instituto Ambiental do Paraná. Acompanhei minha mãe de 66 anos e minha esposa grávida e mãe de dois filhos. As mães e seus familiares caminharam sob chuva fraca ao longo da PR-170 os 500 metros do Posto do 7 até o portão fechado do aterro. O que seria uma simples constatação e questionamento dos fatos virou uma penosa negociação. Crianças vendo suas mães defendendo uma causa; empregados da prefeitura cumprindo ordens contra pessoas conhecidas, colegas, vizinhos; detentores do poder se escondendo, acompanhando de longe. Nada disso é novo. Já vivemos épocas piores. Mas que dói, dói! Terrivelmente. Que o gesto de uma mãe no final da 2 Marcha das Mães de Rolândia possa ficar na lembrança. Uma mãe, que não é anônima, ao enrolar com cuidado a faixa de protesto disse serenamente: ''Vamos continuar!''

DANIEL STEIDLE (agricultor) - Rolândia


Correção

- Ao contrário do que diz o título da reportagem sobre aborto, publicada ontem na página 10 do Primeiro Caderno, o país que está discutindo o tema é o Uruguai.

- A Comissão de Fiscalização da Assembléia está questionando um contrato firmado no dia 6 de maio de 2002 entre a empresa paulista MFM e o governo do Estado. O órgão responsável pelo contrato para a prestação de serviços técnicos especializados de assessoria de intermediação de negociações financeiras era a Secretaria de Estado da Fazenda, e não a Copel conforme título da reportagem da página quatro, na edição de ontem.

mockup