Cartão eletrônico

A CMTU comemora o número de usuários da bilhetagem eletrônica em Londrina: 30 mil. Entretanto, para os universitários que acreditaram e aderiram a este procedimento, o cartão tem trazido sérios transtornos. Há restrições quanto ao horário de uso que acabam por trazer prejuízos financeiros aos alunos. A atividade acadêmica vai além dos horários de aula, devendo o aluno participar de projetos, disciplinas especiais, estágios obrigatórios, desenvolver pesquisas e acessar a biblioteca. Isto faz com que o horário do aluno universitário, necessariamente, tenha que ser mais elástico. Estudo à noite na UEL. Meu cartão só permite o acesso ao sistema a partir das 18 horas. Caso necessite chegar mais cedo à universidade, o que ocorre quase todos os dias, tenho que pagar a passagem em dobro. Quando vou fazer estágio fora da instituição, tenho que arcar com o custo total das passagens uma vez que tal atividade não foi considerada na ocasião da liberação dos créditos. Forçosamente, tenho que usar o transporte coletivo no horário de rush. Não creio ser esta a melhor sugestão advinda da companhia que regula o trânsito da cidade. Quando contato a CMTU, procurando uma solução, a resposta é lacônica e burocrática: ''Traga comprovantes de suas necessidades emitidas pela instituição onde estuda''. Como comprovar as inúmeras horas que passo estudando na biblioteca da UEL? Lembro que não é o estudante universitário que está empenhado em burlar o sistema. Quando comprei os créditos, e paguei adiantado, é porque vou utilizá-los no acesso à universidade. Se assim não o fizer, arcarei com os prejuízos depois, já que, em determinado momento, terei que pagar o preço normal da tarifa.

IVAN BARRETO DOS SANTOS (estudante) - Londrina


Agente penitenciário

Que vergonha o último concurso para agente penitenciário. Se o concurso era para as penitenciárias do Paraná, por que aceitar candidatos de outros Estados? No dia das provas foi constatado que havia quatro questões que estavam ilegíveis, e foram canceladas. Este concurso deveria ser anulado urgentemente. Gostaria de saber para onde vão os 80 agentes da Casa de Custódia de Londrina que fizeram concurso. Foram treinados e capacitados pelo Inap e trabalharam dois anos prestando o mesmo serviço que os agentes da PEL, só que ganhando três vezes menos. Nem sequer houve isenção da taxa de inscrição. Cadê os direitos humanos para ajudar estes pais de família? Será que só existem para ajudar bandidos? Cadê os três sindicatos que na greve do ano passado tentaram negociar aumento de salários para os agentes da Casa de Custódia? Durante a campanha eleitoral para governador foi prometido aos agentes que quem atingisse 50% de média no concurso iria para a 2 fase (teste físico), mas até agora nada. O teste físico foi realizado no último domingo e aqueles que atingiram a média não foram convocados. Será que logo agora que o governador lançou o programa ''leite das crianças'', ele vai tirar o pão de dezenas de crianças, filhos dos agentes da Casa de Custódia de Londrina?

MARIA DE LOURDES RODIGUES (aposentada) - Londrina


Novos Rumos

Há dois anos, quando se discutia eleições na Sociedade Rural do Paraná (SRP), percebia que estava havendo um esvaziamento da frequência e um certo afastamento da diretoria com os associados e atribuí esses fatos ao processo eleitoral de disputa de chapas. A tradição das eleições da Rural sempre foi de chapa única. Numa comunidade onde todos são ''especiais'', o bate-chapa afasta e divide.
Quando fui convidado a participar da chapa Novos Rumos, após uma reunião em dezembro do ano passado, achei que caminharíamos para uma chapa única, mas, infelizmente, isso não aconteceu. Porém, a composição do Conselho e da Diretoria me animaram a continuar, buscando a união como meta.
Acredito que as intenções daqueles que desejam trabalhar pela Sociedade Rural sejam as mesmas, mas a forma de atuação é o diferencial. Para viabilizar uma entidade ativa e dinâmica, acredito na candidatura de Ricardo Strenger que mostra ter um perfil de liderança, com capacidade de agregar e fazer a SRP crescer.
Acredito que a diretoria saberá desenvolver seu trabalho, pois todos foram muito bem escolhidos entre pessoas de grande competência em seus segmentos de atuação e se comprometeram a uma dedicação efetiva. Acredito no Conselho, bem representativo e com quatro ex-presidentes, o que demonstra apoio e que, com certeza, irão cobrar uma gestão que engrandeça a SRP.
A SRP construiu um prestígio como entidade autônoma e independente, reconhecido em todo o Brasil. Sua história honra Londrina, antiga capital do café e atual capital da agropecuária brasileira. Vivemos todos os momentos importantes que acabaram por tornar a classe agropecuária na base do famoso ''agribusiness'', orgulho nacional.
A SRP é um patrimônio de seus associados, dos cidadãos de Londrina e daqueles que, através de seu trabalho, transformaram todo o Paraná no Estado referência para a agropecuária eficiente. Sou ex-presidente e, muito mais que isso, participo da SRP intensamente desde os anos 70.
A tradição e o prestígio sempre deram à SRP a capacidade de convocar e o uso dessa capacidade transforma a Rural numa grande caixa de ressonância. A boa informação e o público certo na discussão de idéias leva à criatividade, à consistência e à legitimidade, elementos fundamentais para a representatividade. Esse é um resgate que precisamos fazer: convocar sempre. Outro é exatamente estar de portas abertas às pessoas e às idéias. Outro é estar presente quando convocada. Tudo para unir e crescer.

BRAZÍLIO ARAÚJO NETO (ex-presidente da SRP) - Londrina

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