Acesso ao Iapar

Com referência à reportagem ''DER não tem soluções para acesso ao Iapar'' , publicada na Folha, no dia 1/5, gostaria de dizer que é lastimável que pessoas responsáveis pela segurança dos usuários de rodovias não tenham sensibilidade e visão de que o trecho em questão, Rodovia Celso Garcia Cid, Km 375, em frente à sede do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), merece um tratamento especial. Pelas características do trecho, que é em declive, os condutores de veículos tiram proveito para efetuar ultrapassagens e/ou desenvolver altas velocidades. Além disso, o número de veículos que trafega nesta rodovia, que é de pista simples e de duplo sentido de circulação, vem aumentando consideravelmente em função de incremento populacional e de implantação de novas universidades nas adjacências. Como cruzar a rodovia neste trecho? Tanto para pedestres como para condutores de veículos os riscos são demasiadamente altos. Segundo estatísticas da Polícia Rodoviária Estadual, desde 2001 foram registrados 34 acidentes no local, com 22 feridos e cinco mortes, duas delas somente nos quatro primeiros meses de 2004. Soluções existem, sim! O que falta é respeito pelas vidas humanas e entendimento pelos órgãos competentes de que a prevenção é a chave para reduzir riscos de acidentes. Lamentavelmente fica a pergunta no ar, mais quantas mortes e/ou acidentes serão necessários para que providências sejam tomadas?

LAURO AKIO OKUYAMA (engenheiro agrônomo) - Londrina


Honorários médicos

No dia 13/04 telefonei para uma conceituada empresa de refrigeração de Londrina dizendo que uma geladeira do meu consultório parou de funcionar. Em dois minutos um fio (desconectado) foi consertado, sem gasto de material, e a geladeira funcionou. Perguntei quanto custava o serviço e ele afirmou que iria cobrar somente a consulta, no valor de R$ 20. No dia 15/04 esta empresa enviou um cobrador e tudo foi acertado. Nada tenho a reclamar contra esta empresa, porque o atendimento foi muito bom e os honorários bem pagos.
Agora vejamos: seis anos para me formar médico; dois anos de pós-graduação, mais dois anos para conseguir um Título de Especialista em Imagem (no meu caso em Radiologia), participações em congressos e jornadas, aquisição de livros e revistas médicas para manter-me atualizado nesta especialidade em 38 anos no exercício da profissão em Londrina; aquisição de aparelhagens de Raios X, processadora automática para revelação, fixação e lavagem de radiografias (com despesas de manutenção); aquisição de radiografias e químicos (revelador e fixador, que seguem a cotação do dólar), sem falar no pessoal treinado para a função de operador de câmara escura, recepcionistas e faxineira, encargos trabalhistas; além de outras despesas, tais como: energia elétrica, telefone, água, equipamentos de informática, material de escritório, aluguel, impostos e taxas para o exercício da profissão, etc.
Pois bem, ''uma guia de uma Radiografia de Tórax-PA'', com resultado na hora, será entregue no final do mês para um ''Plano de Saúde'' e 30 dias após será pago ao médico o valor bruto de R$ 15,24 (CAAPSML), R$ 17,34 (Unimed - plano básico), R$ 18,46 (CASSI). Tem mais, sobre estes valores serão descontados: imposto de renda (27,5%) e mais recentemente 11% de INSS. Sobram líquido para o ilustre especialista em imagem valores entre 5 e 7 reais. Pergunta: são honorários bem pagos pelos ''Planos de Saúde'' diante de tudo o que foi exposto acima?

EDISON COSTA (médico radiologista) - Londrina


Segurança no terminal

Por que será que a prefeitura de Curitiba não instala câmeras de segurança nos terminais de transporte coletivo onde ocorrem com frequência assaltos, furtos e até atentados contra a vida, como é o caso do terminal do Pinheirinho? O assassinato de um cobrador de ônibus foi o segundo crime contra a vida dentro daquele terminal público de transporte. Ou será que a prefeitura só pensa em encher a cidade de radares para arrecadar fundos para caixas paralelos? E a vida e a segurança dos trabalhadores e usuários do transporte coletivo?

CÉLIO BORBA (artista plástico) - Curitiba


Voto certo

De acordo com notícias recentes na mídia local, o município de Rolândia foi multado pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP) por irregularidades ambientais encontradas no setor de administração dos resíduos. De quem é a culpa? Do instituto que viu o que não devia ver, do funcionário público que não conseguiu em tempo hábil esconder falhas, da administração que não deu conta do recado? Ou do povo que não cooperou?
Devido às multas, que setores serão prejudicados em Rolândia? O cidadão vai sofrer com certeza, mas como se defender? Alguns dizem: ''Vamos votar melhor!'' Como? As propagandas e promessas no período pré-eleitoral são fantásticas e irresistíveis. Acabamos votando naqueles que fazem a melhor propaganda. Propaganda que custa muito dinheiro. De onde vem esse dinheiro?

O ''votar melhor'' ainda é uma ilusão! Se quisermos pagar menos multas, ter um ambiente melhor com menos conflitos, temos que verificar e questionar durante o período todo de uma gestão o que nossos representantes estão fazendo. Afinal, somos responsáveis se deixamos aqueles, que são pagos com o dinheiro de nossos impostos, agir por conta própria. O critério do voto teria que ser baseado no mérito do candidato verificado por cada um de nós e não em propaganda oficial.

DANIEL STEIDLE (agricultor) - Rolândia

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