Novo salário mínimo

Não consigo entender esta conta que fizeram dizendo que o aumento do novo (ridículo) salário mínimo foi só de 1,2% acima da inflação. Estamos falando da inflação do mesmo país? Gostaria de compreender melhor qual requisito é levado em conta para se medir este índice explicado pelo Aurélio como ‘‘alta generalizada dos preços’’.
A equipe econômica responsável por anunciar o reajuste diz que vetou um aumento maior para não prejudicar o programa de ajuste fiscal. Um trabalhador que tem 3, 4, 5 pessoas pra sustentar pode ser prejudicado com um aumento de apenas R$ 20,00 no rendimento mensal, mas o ‘‘querido’’ programa de ajuste fiscal do governo Lula não.
O salário-família teve um aumento um pouco menos vergonhoso, mas acho que explicar para um filho o que fazer com menos de R$ 7,00 a mais por mês já é pedir muito. Os dois ajustes do mínimo feitos por Lula somam apenas 2,4%. Para o aumento chegar a pelo menos R$ 480,00 (que foi o prometido, ou seja, dobrar o valor do mínimo), seriam necessários um aumento de quase 40% acima da inflação até o final do mandato do presidente. Resumindo: até 2006 o Brasil não terá um trabalhador ganhando, se seguirmos um certo cálculo, nem R$ 330,00.
Como a moda agora é fazer greve, que tal sugerir para 42 milhões de pessoas pararem suas atividades por uns dias reivindicando um salário um pouquinho melhor? Se um funcionário público Federal que ganha em média R$ 7 mil por mês e pleiteia um aumento de mais de 100% no seu salário consegue, porque um trabalhador que ganha R$ 240,00 e que também gostaria que seu salário dobrasse não conseguiria? Vale a pena tentar.
ANA BÁRBARA TOLEDO LOURENÇO JORGE (estudante) - Londrina

Vereadores

Tudo começou quando em 2003, uma promotora escreveu um artigo sobre a redução do número de vereadores. Vi nascer ali um dos caminhos para reduzir despesas dos municípios. De 1989 a 1992, fui vereador em Ubiratã, onde participei ativamente da elaboração da Lei Orgânica. Lembro-me que uma das decisões foi a fixação do número de vereadores, tudo porque a maioria das câmaras do Paraná, fixaram o número obedecendo dispositivo da Constituinte Estadual, e no meu entendimento, o inciso IV do artigo 29 da Constituição Federal, diz que é de competência exclusiva das câmaras municipais, fixarem este número. Quanto à proposta da câmara dos deputados, vejo que deveria ser considerado o mínimo de 9 vereadores nos municípios com até 50 mil habitantes e só a partir daí, haver aumento. Mas o que mais me preocupa, é que ainda hoje existem vereadores e deputados que afirmam que isso não reduz despesas. Vale lembrar que a Lei determina a porcentagem máxima que o município pode repassar do orçamento para as câmaras, mas não determina o mínimo. O certo é que, o dia em que o legislador entender, que ele foi eleito para legislar em benefício do povo e acima de tudo, fiscalizar o poder executivo, a comunidade será atendida em suas necessidades e por conseqüência o Brasil será outro. E eu acredito nisso.
JOSÉ LUIZ PANTALEÃO (técnico em contabilidade) - Campina da Lagoa (PR)

Propaganda equivocada

Estranha-me o posicionamento do governo relacionado com a propaganda da nova administração, onde o Brasil todo teve o desprazer de ver pela televisão a comparação com o mandatário anterior. Ora, claramente há um equívoco já que a prestação de contas deve ser feita ao povo, e não maldizer o governo anterior. A função do governo é gastar o dinheiro dos impostos e arrecadações com prioridades necessárias ao seus contribuintes. Necessário sim, é ouvir o povo, este sim são fruto dos governos, os quais o elegeram para governar seu país. O bom-senso mostra-nos que quem assume um governo deve administrá-lo, mesmo que isso signifique sacrifício e dificuldade. Quando comparamos os discursos pré-eleitorais com a fase em que os discursos tornam-se governos notamos um certo descompasso nas propostas, nada que não seja natural da responsabilidade do novo cargo, mas por outro lado, temos que virar a página e mostrar ao povo por que somos merecedores de tal aprovação. Acho que uma lição de suma importância está sendo mostrada aos novos que chegam: administrem, criem seu modelo e façam o povo sentir orgulho de seus líderes, o que passou é passado, façam melhor, é o que todos esperam.
YOCHIHARU OUTUKI (engenheiro agrônomo) - Itambaracá

Quem é doente?

O governador Requião disse que a sociedade está doente, a ponto também de demonizar quem produz e safa a economia do Estado que ele desgoverna. Esta sociedade doente só conseguiu se tornar um pouco saudável porque uns poucos e abnegados iluministas conseguiram se organizar e imprimir pensamentos irrefutáveis de liberdade e justiça dando garantias individuais que a vida toda foram esmagadas. No auto dos seus dois cursos de jornalismo e direito Requião deveria saber que o coletivo somente tem segurança quando cada indivíduo tem garantido seus direitos. O que me enoja é que esses ditos defensores das massas (pensam que são inéditos) criticam um modelo econômico de pouco mais de 200 anos, que não significa nada perto dos milênios do império bizarro patrocinado pelos defensores das massas. De um lado vivemos a vitória da iniciativa privada patrocinando pela 44ªvez uma exposição agropecuária. Do outro, um movimento de esbulho e miséria, que só sabe produzir acampamentos de lona preta para fazer marketing de exclusão, comandado por um revoltado que tem raiva do capital e do lucro, trazendo insegurança não só ao campo, mas também para a economia e contratos internacionais. Daí vem o governador dizer que este movimento é abençoado e o primeiro é doente. Tem gente precisando de psiquiatra.
JOSELITO TANIOS HAJJAR (estudante) - Londrina

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