Salário mínimo 1


Diante da notificação do aumento do salário mínimo, você deve pensar: ''Que maravilha, meu salário subiu!'' É, subiu, mas nem tanto. Pouco vai melhorar com esse pequeno reajuste salarial. Um indivíduo assalariado fica eufórico ao saber que haverá um aumento no seu ordenado, faz planos, pensa em tirar os velhos sonhos esquecidos da gaveta, pensa que seu poder de consumo irá aumentar... Mais uma vez, tudo isso não passa de um sonho.

Quando foi dada a notícia oficial (BOOOMMM!), voltaram-se todos os sonhos para o fundo da gaveta! Não adianta chorar, reclamar, espernear... Tá decidido! Ponto final. Uma pergunta parece-me inevitável: ''Até que ponto é válido permanecer trabalhando em função de um salário fixo, sobretudo quando este é o mínimo ou pouco mais que isso?''

Muitos poderão dizer: ''Esta indagação não faz sentido! Veja o exército de desempregados nas ruas, eles dariam tudo por este mínimo salário!'' Isso é verdade. Mas também é verdade o fato de que o emprego formal, com carteira assinada e tudo mais, como manda o figurino, está com seus dias contados. Nos garantem os estudiosos do assunto. Quando indago se vale a pena trabalhar por um mísero salário mínimo, penso na seguinte questão: não seria hora de se buscar fontes alternativas, buscar aperfeiçoar-se, enfim, passar por uma verdadeira reciclagem? É hora de agir!

AGNALDO LUIZ (acadêmico de Gestão de Negócios da FEATI) Ibaiti

Salário Mínimo 2

Mínimo ou máximo, depende de você. Sonho com o dia que haveremos de ter pleno emprego e não precisarmos mais ficar discutindo o valor do salário mínimo. Se a nossa economia é de livre mercado, então vamos fazê-la crescer e que ninguém mais tenha que trabalhar pelo mínimo, mas sim pelo máximo que puder conquistar com o seu trabalho, inteligência e competência. Só assim teremos um País melhor sem demagogia, paternalismo e discursos oportunistas.

Quando melhorarmos a capacidade de nossos portos, aumentarmos a nossa malha rodoviária e ferroviária, conservando melhor as já existentes. Estarmos totalmente livre dos apagões. Flexibilizarmos as leis trabalhistas e diminuirmos os encargos sociais, certamente os empregos fluirão e com eles as ofertas de melhores salários.

ANTÔNIO PEREIRA (contador) Londrina

Globalização

A globalização econômica é divulgada de uma maneira totalmente imperceptível, mas constante nas rádios, canais de TV e internet. A realidade é totalmente diferente. Quem lucra realmente com a globalização são os poderosos que tapam os olhos da população para esconder a triste realidade. Em vez de progredirmos rumo a uma sociedade com direitos e chances iguais a todos, regredimos. Os trabalhadores ainda ganham pouco e trabalham muito. Muita gente sofre os efeitos perversos da globalização, como as crianças, idosos, mães e pais de família que passam fome e ou morrem de subnutrição.


BRUNO GABRIEL MOREIRA CONSULO (estudante) Londrina


Cotas raciais


A cada dia que passa vejo soluções mirabolantes surgindo para resolverem problemas que já estão solucionados. Num desses, podemos citar o caso de vagas nas universidades brasileiras. As últimas decisões dizem respeito a vagas para uma determinada descendência, alegando que os mesmos não têm condições de igualdade a outras tantas que o Brasil tem. Ao abrir um precedente, vejo-me também no direito de reivindicar vagas para meus filhos, pois com certeza não poderei dar-lhes o melhor colégio, o melhor cursinho, o melhor professor particular. Diante disso, outros pais tiveram a infelicidade de verem seus filhos fora da faculdade, mesmo que tenham obtido notas melhores dos que passaram em seu lugar. Imaginem quando colocamos o princípio da igualdade de direitos e vemos algo diferente na trajetória normal. Isto contraria o bom-senso das coisas.

Dizer que alguma descendência é menos favorecida que outra seria ultrajar a democracia brasileira de liberdade de direitos, seria quebrar o orgulho próprio de igualdade de raças, seria diferenciar e inferiorizar algumas em prol de outras, seria um racismo camuflado que vem à tona, posições inaceitáveis nos dias atuais. O modelo normal faz bem a todos, que continue a competitividade, pois isso acentua a quebra de paradigmas importantes, criando na sociedade um equilíbrio necessário para o bem estar do ser humano.


JOSELITO TANIOS HAJJAR (estudante) Londrina

Contribuição sindical

Só faltava essa agora. Como se já não bastasse os inumeráveis impostos cobrados pelo governo dos empregadores, que emperram as contratações com carteira assinada, aumentam o desemprego, lançam trabalhadores na informalidade e promovem os subsalários, o presidente Lula quer tornar obrigatório o desconto da contribuição confederativa de todos os trabalhadores, inclusive os não sindicalizados. Como se já não bastasse os descontos de INSS, contribuição sindical, reversão salarial, contribuição assistencial e, às vezes, até seguro de vida, ele ainda quer mais uma para ajudar a diminuir o mísero salário do trabalhador e ''engordar'' os sindicatos. Também, o que poderíamos esperar de um metalúrgico sindicalista que chegou à Presidência? Ele já deve estar prevendo o fim da sua carreira política, por isso, quer aumentar a arrecadação do seu sindicato, porque é para onde ele terá que voltar após o término do seu primeiro e último mandato.

SÉRGIO TORETO (escriturário) - Goioerê

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