Mudança?

Mudança todos nós queríamos, tanto que mandamos FHC junto com o FMI irem embora não aceitando sua suposta continuidade (José Serra). Tudo por causa do governo Lula, mas como tantas outras críticas que o ilustríssimo tem recebido venho aqui me manifestar: ''Ô governo mais enjoativo, hein?'' Quem ainda aguenta as roucas pronúncias do nosso presidente? Quem ainda aguenta os pedidos de calma e blablablá da reforma agrária? Quem ainda aguenta se emocionar com a história de vida dele? Longe de mim desmerecê-lo, mas a questão não é sua história e nem a minha insatisfação: a questão é que vê-se que todo mundo está cansado de toda esse lengalenga. O que que ele fez até hoje? Qual foi a realização do seu grande projeto Fome Zero? Quem ficou de saco cheio com os oito anos de Fernando Henrique Cardoso, que dirá com o um ano e meio de Lula. Ainda bem que temos o pessoal do Casseta & Planeta para nos informar dos problemas do país e termos notícias sobre o presidente.

RAQUEL JORGE RODRIGUES (estudante) - Londrina


Cotas no ensino

O professor Márcio Luiz Carreri fala em ''discriminação positiva''. Desconheço uma discriminação racial que seja positiva. Seria como justificar um mal, dizendo que ele é para o bem: um ''pecado santo''. Citar Vandré para defender discriminação (seja ela positiva, se é que isso existe) é, no mínimo, um descabimento. Ademais, se Vandré estivesse por aqui, certamente teria horrores da escola pública que está à disposição da população e ficaria indignado com o que estão impondo aos que se declaram da ''raça'' negra: separá-los em uma sala para serem fotografados e suas fotos examinadas por uma comissão de ''entendidos'' para decidir se são ou não negros ou descendentes e se têm direito às cotas especiais - que belo ''tribunal de pureza racial'' se instalou. Caso o professor não saiba, isso já está sendo feito na UNB. É isso que o sr. classifica como ''discriminação positiva''? Sujeitar as pessoas a esse tipo de humilhação? E os que não quiserem se submeter a esse tribunal? É um direito deles ainda que tenham direito às tais cotas.
Não é com atitudes populistas que se resolve uma questão histórica. Sendo professor da rede particular, poderia me responder: quantos alunos de pele negra há em suas turmas? Poucos ou nenhum? Por que foram discriminados ou por que eles não conseguem pagar a mensalidade que seus patrões cobram de seus pupilos? Percebe que a questão é muito mais econômica do que racial? Que o país seja justo com a população, oferte mais empregos e dê condições de igualdade educacional e nunca será necessário cotas para ninguém. Deixar rolar a desigualdade social (e educacional) no país e colocar cotas ''somente'' para negros é discriminação racial e populismo eleitoreiro.

ANDRÉ LAZZARINI (veterinário) - Londrina


Salário mínimo

Gostaria de saber do presidente Lula qual a fórmula mágica para se alimentar, pagar aluguel, água, luz, vestir-se e comprar medicamentos com apenas um salário mínimo em uma família de pelo menos quatro pessoas, já que a maioria dos trabalhadores são subempregados e não possui casa própria? Dizer que o salário mínimo ainda terá aumento acima da inflação é menosprezar a inteligência de qualquer um. Todos nós sabemos que com o ''reajuste'' do salário mínimo, imediatamente também virá uma enxurrada de aumento de preços. Sorte do Lula que, além do magnífico salário de presidente, ainda desfruta de uma duvidosa e generosa aposentadoria.

SÉRGIO TORETO (escriturário) - Goioerê


Despejo do Presipe

Quero manifestar minha indignação com o despejo da escola Presipe, conforme reportagem publicada na edição de ontem da Folha. A escola Presipe existe há 25 anos e é voltada a alunos de jardim I e II. Sou formado no ano de 1985 e na minha memória só tenho boas lembranças desta instituição destinada a filhos de funcionários públicos do Paraná. Peço primeiro a justiça de Deus para que acabe com essa novela e, em segundo, às autoridades competentes para continuar com esse belo trabalho de educação infantil sem esse injusto fantasma do despejo.

FLÁVIO CÉSAR POLICARPO (operador de telemarketing) - Londrina


Torcedor traído

Difícil acreditar que os mesmos diretores que comandaram o Atlético durante a conquista do Campeonato Brasileiro 2001, quando tornou-se conhecido no exterior principalmente pela estrutura da Arena e do seu CT, surpreendeu sua legião de torcedores, que se dedica de corpo e alma ao time, com a majoração dos ingressos para o Brasileirão deste ano. É um absurdo cobrar R$ 30 por jogo em um momento difícil por qual passa nosso país com um enorme desemprego e perda do poder aquisitivo daqueles que mantêm emprego. O Atlético não pode ser elitizado. O futebol não pode ser igual ao teatro só para os ricos, prova disso foi o número de torcedores do último domingo: 2.421. Como a experiência não deu certo, é de suma importância que a diretoria revogue a decisão e tenha de volta todos aqueles que nos momentos difíceis estiveram ao lado do Atlético.

JOSÉ PEDRO NAISSER (aposentado) - Curitiba


Outros companheiros?

Apenas para podermos mapear as dúvidas: além do ''companheiro'' Waldomiro Diniz, quem são as pessoas de confiança nomeadas pelo ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, no governo federal?

PAOLO MARANCA (pintor) - São Paulo


Correção

- Na legenda da foto do deputado Luciano Ducci (página 4) de ontem, onde se lê que ele quer excluir a expressão ''projeto/atividade'' do orçamento, na verdade ele quer mantê-la. Quem quer excluir a expressão é o governo Requião.

- Ao contrário do que foi divulgado no Primeiro Caderno, na edição de ontem, a 1 Semana da Saúde no Trabalho terá um evento no sábado que será realizado no Hiper Muffato, localizado na Avenida Duque de Caxias.

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