Dilema do pedágio

Na campanha eleitoral do atual governador usou-se o slogan ''ou o pedágio abaixa ou acaba''. A eleição foi ganha e nenhum nem outro aconteceu. O pedágio continua no mesmo valor ou maior, e tampouco acabou. Aliás, como foi veiculado na edição de ontem deste jornal, o governo quer implantar ainda mais praças de pedágio. Então acho que o slogan apropriado para a campanha eleitoral deveria ser: ou o pedágio abaixa ou colocamos mais praças para extorquir ainda mais o povo paranaense. Novamente fomos traídos pelo poder constituído. Já não bastava o presidente Lula, que veio com tanta falácia e agora só vem pisando na bola e no calo no trabalhador, jogando fora toda sua ideologia passada. Então fica um recado ao governo do Paraná: estamos desapontados e gostaríamos que a posição referente à implantação de mais pedágio para o paranaense pagar fosse revista. E isso não é um pedido, é uma cobrança do que foi prometido em campanha eleitoral.

EDJAN BALDO DE CARVALHO (auxiliar administrativo) - Maringá


Sobre as cotas

''Porque gado a gente marca, tange, ferra, engorda e mata. Mas com gente é diferente''. Não dá para simplesmente passar os olhos sobre o texto do veterinário André Eduardo Pullin Lazzarini, na Folha do último domingo, e pensar: ''não é comigo'' ou ''o cara está certo''. Tá certo não seu doutor, tá certo não. Sou professor de História da rede particular em Londrina e aproveitei a polêmica das cotas para debates com minhas turmas. Os jovens, em que pese um certo desconhecimento da matéria, conhecem um pouco da história, e um dos fatores para que este debate venha à tona é justamente devido ao nosso passado (mandonismo, machismo, escravismo) e o nosso presente (estado de democracia, de debate de idéias). Pois bem, seu doutor, quantos doutores o senhor conhece de pela negra? Ou além, quantos vindos da escola pública? Jogar o debate para quando a situação melhorar é escamotear a urgência de providências, ou melhor, é acreditar nas promessas dos governantes, como a velhinha de Taubaté. Ou ainda, acreditar que um dia a educação vai melhorar, se Deus quiser. A discriminação positiva seria uma resposta à discriminação seletiva de mais de três séculos de nossa história, é pensar qual tipo de nação queremos construir. Em que pese o descabido termo de raça ao referir-se ao ser humano, relembro Vandré, com gente é diferente.

MÁRCIO LUIZ CARRERI (professor) - Londrina


Agente penitenciário

Foi um vexame o resultado do concurso público realizado pelo Estado junto com a UFPR. Esse concurso só serviu para contratar o pessoal de São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina. O governo deveria se envergonhar de permitir a contratação de pessoal de fora, bem como a inscrição desses candidatos. Garanto que garçom de preso no Estado de São Paulo ninguém gostaria de ser. Mas é sempre assim, o paranaense fica desempregado no seu Estado, sobre os olhos do governador. E quanto à UFPR, gostaria de parabenizar o resultado do gabarito oficial, pois nunca vi um gabarito de concurso com tantos erros e pontos atribuídos a todos os candidatos. Foram aprovados cerca de 16 mil candidatos, e espero que esse pessoal não entre na Justiça.

GILBERTO CAETANO DA SILVA (estudante) - Arapongas


Tráfico de animais

Na matéria ''Sistema estadual tentará impedir tráfico de animais'', publicada na edição de ontem da Folha, a chefe do Departamento de Biodiversidade da secretaria de Meio Ambiente, Mariesi Muchailh, sugere a ''criação de campanhas de educação ambiental para o combate ao tráfico de animais silvestres''. Informamos que a organização não-governamental Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS) tem um trabalho permanente junto às comunidades do litoral do Paraná, especialmente Guaraqueçaba e Antonina, para conscientizar a população local sobre a preservação de espécies. Além disso, a SPVS desenvolve há anos sempre no verão, época em que nascem os filhotes e em que há mais frequentadores nas praias uma campanha mais explícita contra o tráfico de animais silvestres. Com distribuição de panfletos educativos, camisetas e adesivos, além de exibição de peças de teatro de cunho conservacionista, a SPVS atinge os veranistas que querem ''levar uma lembrança'' das férias para casa, comprando aves e pequenos animais muitas vezes ameaçados de extinção, como o papagaio-de-cara-roxa.

SOCIEDADE DE PESQUISA EM VIDA SELVAGEM E EDUCAÇÃO AMBIENTAL (SPVS) - Curitiba


Lula e o IR

Disse o presidente Lula para uma platéia de operários do ABC Paulista: quem ganha muito, paga muito IR; quem ganha mais ou menos, paga mais ou menos IR; quem ganha pouco, não paga IR. Seguindo o raciocínio lógico do nosso intrigante presidente da República, quem está devendo tem direito à restituição?

ROBERTO G. TEIXEIRA (empresário) - Londrina


Cartórios

A população londrinense passou a ser melhor atendida depois que os cartórios distritais estenderam seus serviços também à sede do município, situação recentemente legalizada pela Assembléia Legislativa. Mostrando-se sensível a esta realidade, a Folha de Londrina defendeu em editorial (21/04), a permanência dos cartórios na região urbana, posição que merece nossos cumprimentos. Acreditamos que o Tribunal de Justiça, a quem compete regulamentar a lei promulgada pela Assembléia, também se mostrará partidário dos interesses da população de Londrina.

AILTON DOMINGUES SOUZA (advogado) - Londrina

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