Cotas nas universidades

É provável que, com toda a insensatez que o caracteriza, o governo venha a editar uma medida provisória que poderá transformar-se em leie o ''confisco'' de vagas nas universidades particulares para os cidadãos menos favorecidos economicamente. Além de ser uma medida sem nenhuma fundamentação lógica, visto que um dos objetivos das escolas particulares é obter lucro com a veiculação de seus produtos no mercado educacional e não o de promover o assistencialismo, não resolverá o grave problema da formação universitária das classes de baixa renda. Não é somente o acesso aos cursos universitários que lhes é negado, mas sim toda a convivência social com os meios acadêmicos, de pesquisa e de desenvolvimento cultural.
Imaginar que, por um passe de mágica, será possível alçar um indivíduo com pouco ou nenhum recurso aos bancos universitários e aguardar que dali saia um profissional gabaritado é, no mínimo, um exercício de futurologia pouco aceitável num mundo tão real e pragmático como é o de hoje. O ideal seria um investimento nas universidades públicas, ampliando ou melhorando suas instalações, investindo mais e melhor na qualificação dos profissionais, fiscalizando com mais eficácia o emprego das verbas, possibilitando que tais universidades, além do ensino, efetuassem também a pesquisa e extensão universitária, promovendo de fato a verdadeira inclusão social dos indivíduos nos meios acadêmicos e produtivos da nação.

ESMERALDINO FRANCO (professor) - Santa Mariana (PR)




Cartórios distritais

Com o editorial ''A realidade dos cartórios distritais'', do dia 21 de abril, a Folha de Londrina demonstrou, mais uma vez, sua proximidade com os anseios da população londrinense. A defesa que o jornal fez da necessidade desses cartórios se estabelecerem na sede do município, onde, aliás, já prestam serviços há mais de duas décadas, veio ao encontro do desejo de grande parte da população de Londrina. A propósito, várias entidades de classe, que de fato representam os interesses da coletividade, já se manifestaram oportunamente a favor da transferência dos cartórios distritais para a sede do município. A Assembléia Legislativa promulgou o novo Código de Divisão e Organização Judiciária, transferindo os cartórios distritais para a área urbana. Parabéns aos deputados que se sensibilizaram com os anseios do povo.

PAULO AFONSO MAGALHÃES NOLASCO (advogado) - Londrina


Rotatórias

Na rotatória, o automóvel sempre é o vencedor e o homem perdedor. Anula hierarquias e nega as esquinas da cidade, afirma o arquiteto Miguel A. Rojas. Diz-se que na Londrina dos anos 80, um cruzamento de duas avenidas foi projetado em ''formato de feijão'' para preservar a casa de uma senhora pioneira. Hoje, vinte anos depois, ouve-se que o alargamento da rotatória perto do Patrimônio Espírito Santo irá destruir o Empório Calegari, patrimônio histórico-afetivo local. Não haveria outra solução? A demolição sistemática do patrimônio histórico em Londrina nos inquieta.

HUMBERTO YAMAKI (arquiteto) - Londrina

Descaso

A Fundação Cultural de Curitiba não abriu a porta do Teatro Universitário, na galeria Júlio Andrade, para apresentação da tradicional ''Canja de Viola'' de domingo último deixando dezenas de violeiros da região metropolitana sem poder apresentar-se ou sequer adentrar ao teatro. A Fundação precisa organizar melhor os eventos populares naquela sala de cultura.

CÉLIO BORBA (artista plástico) - Curitiba


Colossinho

Acompanho há algum tempo discussões envolvendo a Prefeitura de Londrina. O prefeito reafirma que irá edificar o Teatro Municipal desapropriando (a peso de ouro) o terreno do antigo Colossinho. Ora, se não se consegue cuidar do que já temos, onde os maquinários da prefeitura encontram-se literalmente sucateados; se não consegue administrar o Parque Arthur Thomas alvo de bandidos pela ausência de vigilância e cuidados; se não consegue implantar manutenção, ordem e limpeza no Zerão; se não consegue conter as goteiras do Moringão; se não cumpre com as promessas de asfaltamento das ruas de bairros; se não consegue conservar as estradas rurais e vicinais dos distritos; se não consegue solucionar o problema do Aeroporto (ILS); se não consegue implantar o recebimento e tratamento do lixo urbano; se não consegue terminar as obras da Praça Marechal Floriano; se não consegue sequer fornecer merenda e papel higiênico às escolas municipais; como irá então edificar um teatro, quando a população necessita de outros benefícios? Nunca é demais relembrar que recursos para desapropriar o terreno entregue à PUC, a Prefeitura teve que desembolsar grande importância, podendo ainda ser condenada em outros valores, visto que no processo de desapropriação os proprietários impugnaram o valor ofertado.

CARLOS HENRIQUE SCHIEFER (advogado) - Londrina

Anjos do lar

Hoje é o dia da empregada doméstica. Vocês merecem os nossos cumprimentos todos os dias, pela dedicação, carinho e atenção com que desenvolvem as atividades em nosso lar. Anjos do lar sim, pois sua presença diária e o seu amor de plantão 24 horas aos nossos filhos e ao nosso lar as credenciam como protetoras. Abençoado trabalho, abençoadas mãos, pessoas de coração grande, obrigada pelas tantas horas que se somadas multiplicam-se, pela intensidade do trabalho que silenciosamente realizam. Vocês são confidentes, carinhosas, protetoras, rigorosas... amáveis! Que Deus seja o porta-voz da gratidão que sentimos por tê-las ao nosso lado. Obrigada Isabéis, Néias, Marias, Tânias, Helenas... vocês são muito especiais para nós!

SANDRA GRAÇA (vereadora) - Londrina

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