CARTAS
Qualidade escolar?
Estamos quase no final do primeiro bimestre e as aulas ainda estão sendo redistribuídas. No início do ano enfrentamos falta de professor, agora novamente, por causa da redistribuição de aulas. Segundo boatos, até julho os professores aprovados no último concurso serão chamados. Uma terceira redistribuição de aula? Tudo isso poderia ter sido feito no início de janeiro. Incompetência? De quem? Núcleo Regional de Ensino e Secretaria da Educação estavam de férias? Não tiveram tempo para organizarem e planejarem suas ações? A distribuição caótica de aulas está gerando uma alta rotatividade de docentes, o que interfere no clima do trabalho, na rotina administrativa, dificulta a formação de equipes e planejamentos a médio e a longo prazo.
Qualidade de ensino? Assim? Toda essa desarticulação gera desmotivação entre docentes. A equipe do NRE local, que parece omissa, pois não define linha de trabalho e liderança, não se posiciona comprometidamente diante das questões pedagógicas, não dialoga com professores explicitando suas ações e mostra uma total ausência de regras claras.
VILMA MARQUES DA SILVA (professora) - Londrina
Serviço odongológico
Com respeito à matéria divulgada na edição do dia 23 de abril, da Folha, sobre o atendimento odontológico às pessoas portadores de necessidades, cabem alguns esclarecimentos:
1) Em decorrência das dificuldades apresentadas pela entidade que gerencia o Centro de Saúde Bárbara Daher, cedido em comodato à Getexcel para realizar tal serviço, a Prefeitura optou por assumir o atendimento dos pacientes de Londrina;
2) Essa medida visa garantir e melhorar esse atendimento, e não significa, a priori, interrupção da assistência prestada pelo Centro de Saúde, que atende Londrina e dezenas de outros municípios, sendo que os pacientes de nossa cidade correspondem, segundo informou a matéria, 25% do total;
3) Os pacientes de fora poderão continuar sendo atendidos pela entidade Getexcel, se ela assim puder ou desejar, cabendo ao município de Londrina programar e pagar pelos serviços de acordo com a média histórica de gastos, segundo prevêem as regras do SUS;
4) Caso a entidade não consiga continuar suas atividades ou deixe de cumprir as finalidades a que se propôs, assumiremos a estrutura física, conforme determina a legislação. Neste caso buscaremos formas, juntamente com os municípios próximos, para garantir o atendimento de todos os pacientes;
5) É importante esclarecer que além de cumprir o que é sua obrigação com a entidade o pagamento da fatura do SUS o município de Londrina cede a estrutura física e auxilia em algumas despesas de manutenção. É necessário enfatizar que é um serviço destinado a dezenas de municípios e utilizado em 25% por londrinenses, portanto a Prefeitura não está omissa. E, aliás, exatamente porque está atenta e preocupada em garantir a continuidade do atendimento a esses pacientes é que estamos tomando essas medidas.
Silvio Fernandes da Silva, secretário de Saúde de Londrina
Quantos afinal?
Quando foi anunciada a redução do número de vereadores no Legislativo de Londrina, me pareceu que houve uma aprovação generalizada da população que não vê muita razão em um número tão elevado de edis discursando muito e fazendo muito pouco. Para definir melhor as coisas, o Tribunal Superior Eleitoral elaborou uma tabela onde os municípios deveriam ter um número de cadeiras na Câmara Municipal de acordo com a população de cada cidade. Em Londrina, a primeira solução que se apresentou contra essa tabela foi questionar os números do IBGE - não, Londrina não tem só isso de gente! Tem muito mais! Quanto mais melhor, vamos garantir as 21 vagas, quem sabe 25, 30, 50... Assim nem o suposto anexo vai conseguir comportar o staff de assessores que cada vereador passou a ter direito, ''cinco''. Para quem conhece o tamanho do gabinete de um vereador, sabe o absurdo que isso representa. O exercício da cidadania acontece quando o cidadão-eleitor acompanha e sabe dos atos daqueles que o representam e na primeira oportunidade tira-os de onde estão. Não queremos e não precisamos de 21 vereadores fazendo muito pouco e ganhando muito para isso.
BETO WOICIKIEVIZ (consultor de etiqueta) - Londrina
MST
No limiar do famigerado MST, há anos, alertei as autoridades governamentais e a sociedade sobre os graves riscos que esse movimento ilegal representava. Naquela época, seus componentes, salvo raras exceções, não possuíam nenhuma afinidade e qualificação com a terra, sendo sua expressiva maioria composta de desocupados, perturbadores de ordem, constituindo-se em massa de manobra de politiqueiros que hoje os protegem. Não deu outra. Lamentavelmente, um dos setores mais importantes da nação a agricultura , está se tornando refém desses indivíduos, protegidos pelo presidente Lula, enquanto o governador Requião verborragicamente afirma que o MST é uma bênção de Deus. Estes gestos beiram as raias da irresponsabilidade, em detrimento da paz social.
RUBENS VASCONCELOS CALIXTO (servidor público) - Fênix (PR)





