Apagão na Expô

Infeliz a declaração do sr. Jair Garcia dada à Folha sobre o apagão na Exposição de Londrina. Segundo ele, havia lá dentro do recinto de shows 40 mil pessoas para ver o Skank (dia 16/4). Posso assegurar que fora do recinto muitos outros tentavam entrar sem sucesso. Os dirigentes da Sociedade Rural deveriam ser mais responsáveis. Vender ingressos acima da capacidade de acomodação é ilegal, sem falar no comércio irrestrito de bebidas alcoólicas. Paguei para ver um show que não tinha interesse e muitos pagaram sem poder entrar. Já imaginaram se o pior tivesse acontecido, como houve em Curitiba onde morreram várias pessoas em um evento artístico no ano passado? Meu neto e minha filha estavam lá e passei um sufoco. Uma coisa é Exposição, outra é show artístico. Portanto, o correto seria duas bilheterias. Se cabem dez mil pessoas, vendam somente dez mil ingressos. Fica o alerta para que no futuro não se alegue ignorância se alguma tragédia acontecer. Espero que as autoridades competentes tomem providência.

DEZIDERO PETROLINI (pecuarista) - Londrina


Morte de garimpeiros

Não há muito o que contestar no assassinato de 26 garimpeiros ocorrido na região Norte do País, atribuído aos índios. Legítimos proprietários das terras brasileiras, os índios, ao longo dos anos, vêm tendo sua população, patrimônio e cultura sendo dizimados pelo homem branco. Restou-lhes, então, eles mesmos defenderem seu pequeno patrimônio, hoje transformado em simples reservas indígenas; visto que sempre foram desprezados pelos governos, que não cumprem sua missão de protegê-los, permitindo a constante invasão de garimpeiros em suas terras. Representantes da Funai, inclusive, consideram que, apesar de lamentável, não restou mesmo outra alternativa para os índios.

HABIB SAGUIAH NETO (aposentado) - Marataízes (ES)

Câmara não responde

Na seção de cartas do último dia 17, com o título ''Câmara responde'', o vereador e presidente da Câmara de Londrina, Orlando Bonilha, tentou desqualificar opiniões a respeito da atuação e utilidade do Legislativo. Não são poucas as manifestações veiculadas e que repudiam a forma atual de se fazer política partidária. Quanto à questão do aumento do número de assessores para o Legislativo, o presidente do órgão tenta nos fazer acreditar que não vai causar aumento nos custos da Casa, o que não é verídico. Mesmo havendo uma quantidade fixa destinada a este fim e que deverá ser dividida pelo todo, não tenho dúvida que o próximo desdobramento deste ''trem da alegria'' será no sentido de possibilitar o aumento da verba, uma vez que quem atualmente está recebendo um determinado valor por certo não aceitará pacificamente valor inferior. Uma outra consequência, a médio prazo, será a retomada do projeto que trata da construção do Anexo da Câmara, com a justificativa de que o espaço atual do prédio não comporta o número de ''trabalhadores''. É claro que todas estas medidas, ''sem custos para os contribuintes'' conforme afirma o vereador Bonilha, serão tomadas em momentos oportunos para que a população, que em regra tem a memória curta, não perceba com tanta facilidade. A impressão que tenho é que esta medida representa um verdadeiro reforço no número de cabos eleitorais dos nobres edis londrinenses.

LOURIVAL BARBOSA (estudante) -Londrina


Blitze Educativas

Sei que a intenção do Detran/PR é outra, mas o método utilizado é equivocado. Acho que o Detran/PR deveria consultar especialistas para rever seus métodos. Não concordo que ''presentear'' os filhos com um chocolate seja a forma mais correta de educá-los: o que precisa ser notado é que o chocolate, além de não ser uma punição para os pais, é um presente para as crianças em troco da cada contravenção, o que não é nada educativo e não colabora em nada para melhorar o trânsito da cidade. Ou vocês pensam que os contraventores compulsivos vão parar de furar os sinais vermelhos só porque seus filhos cobram-lhe um bombom? A educação deve ir muito mais longe: o ''exemplo'' a ser seguido dentro de casa. O pai/mãe motorista cumpre a regra de trânsito porque é uma lei e ponto final. Dar um doce para a criança a cada conversão proibida não é um bom exemplo a ser seguido. Leva a criança a entender que, com um chocolate ele paga suas contravenções, sem que a autoridade máxima fique sabendo. O que isso significa? Corrupção. Inconscientemente esta criança esta assimilando que o pai, ao dar-lhe um chocolate, está ''escapando'' da punição real.

ANDRÉ EDUARDO PULLIN LAZZARINI (veterinário) - Londrina


Sanitários públicos

Presenciei uma cena humilhante dias atrás no bairro Portão, em Curitiba. Um cidadão humilde em apuros indagando por um sanitário em uma igreja. Ali não havia. Sugeri que procurasse um bar. Momentos depois este sujeito estava fazendo do passeio público seu WC. Pediu desculpas, mas disse não ter encontrado quem lhe franqueasse um local mais adequado. Sua atitude foi absolutamente condenável. Mas no bairro Portão e em muitos outros da região metropolitana de Curitiba não existem sanitários públicos. Que humilhação para um cidadão não ter onde se socorrer nestes momentos. Prezadas autoridades, prefeituras e administradores de rodoviárias e praças: as pessoas precisam de sanitários públicos, limpos e gratuitos!

FRANCISCO CARLOS BÉRGAMI (auditor fiscal) - Curitiba

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