Benção de Deus

Fico surpreso em ver pessoas, como o padre Antônio Pereira Anchieta, de Jacarezinho, achar correta a declaração do governador Roberto Requião de que o MST é um movimento saudável e que a sociedade é doente. Amadurecer a democracia, gesto de solidariedade ao MST é uma vergonha. Acredito que, quem pensa desta maneira é porque não assiste a noticiários, não lê jornais, não se informa de maneira alguma e é, por isso, que fala o que não é real.
Pessoas sensatas e cidadãos responsáveis, sabem muito bem que esse movimento é uma ''praga'' para o crescimento do Estado, que é o maior produtor de grãos do País. Esse movimento é desordeiro e irresponsável. Faz manifestações em praças de pedágio e invade fazendas de pessoas que se um dia quiseram terra tiveram que trabalhar e pagar por elas.
Na verdade, Requião se equivocou ao dizer que a sociedade é uma doença. Temos que perdoar o governador mal-educado que elegemos. Ele desrespeita a todos os paranaenses com essa afirmação. Fica aqui minha indignação e acredito que muitas pessoas pensem dessa maneira.

LUIZ GUSTAVO C. RODERJAN (pecuarista) - Londrina


Benção de Deus 2

Para o nosso governador ter terra invadida, e consequentemente desvalorizada, é uma dádiva divina. A prefeitura de Londrina paga o aluguel de shopping popular, onde cerca de 80% das mercadorias comercializadas são pirateadas, mas somente os lojistas são autuados. A prefeitura fica livre da ação policial. Parece que é preciso uma denúncia para a polícia agir. Foi assim com a apreensão espetacular de 1.500 CD's e DVD's.
Agora, incentivar a desordem e a invasão de terra não é crime? Financiar o contrabando, mesmo que seja só pagando as instalações onde o produto final é vendido, não é crime? O governo do Paraná e a Prefeitura de Londrina parecem estar sintonizados na destruição dos valores mínimos que regem a sociedade.
A polícia consegue tirar 1.500 CD's e DVD's de circulação, mas não consegue por ordem em dois quilômetros até a barragem do Lago Igapó. Os mais velhos escolhem o melhor horário para fazer sua caminhada em paz. Estão nos tirando o direito de ir e vir e os que deveriam zelar pelo bem público, são os primeiros a incentivar e a financiar a desordem.

ROBERTO TEIXEIRA (empresário) - Londrina


Liberdade do voto

Até onde vai a liberdade do voto? Elegemos os nossos representantes, deputados, vereadores, senadores, para nos representar e defender nossos anseios no Congresso Nacional. É aí que os embates se travam de uma maneira, muitas vezes, desigual. Nem sempre os interesses legítimos de seus representados são levados em conta e sacramentados no voto. Dentro do nosso sistema democrático tem prevalecido a lei do mais forte. É daí que surgem os chavões como: ''É dando que se recebe''. Os acertos, os conchavos, os acordos, e os votos de liderança, são peças de bastidores antes de chegar ao plenário. Dessa forma se estabelece uma grande diferença entre a liberdade do voto na escolha dos nossos representantes e a liberdade do voto desses mesmos representantes em plenário no Congresso Nacional.
O sistema presidencialista acaba por imprimir um poder de força tão grande, que é capaz de anular a liberdade do voto que tiveram os nossos legisladores na origem, ou seja, lá no seu reduto eleitoral. Esse sofisma é que faz muitos parlamentares abandonarem a política e voltarem à iniciativa privada. A Constituição não pode ser uma colcha de retalhos, rasgada a cada novo governo que assume o poder. As administrações devem se adaptar à Constituição, e não o contrário. Assim como o voto deve ser livre em qualquer instância.

ANTÔNIO PEREIRA (contador) - Londrina


Trânsito

O trânsito em Londrina é uma lástima assim como em muitas cidades do Brasil. Por quê? Falta educação. Faz parte da educação também um poder público que seja ostensivo. Mas antes disso, tem que educar. O programa de educação no trânsito do governo estadual tem um objetivo nobre e deve ser contínuo, intensivo e ininterrupto. Não adianta ser uma ação isolada, somente em colégios públicos, e não ter continuidade em outros colégios e instituições de ensino, assim como educação permanente nas ruas e avenidas.
Achei muito infeliz a idéia de colocar o filho para cobrar ''um docinho'' do pai, caso ele cometa uma infração. Me perdoe o autor da idéia, mas ele está, inconscientemente, induzindo os pequenos à iniciação da prática da corrupção. Não é nada educativo cobrar do pai/mãe um ''mimo'' por um erro cometido. Os pequenos deviam sim é ser educados para denunciar seus pais que passam em sinais vermelhos, estacionam em local proibido, ultrapassam o limite de velocidade, fazem conversões proibidas, param em fila tripla na frente da escola para pegar e deixar seus filhos, etc.

ANDRÉ LAZZARINI (veterinário) - Londrina


Divaldo Franco

O jornal Folha de Londrina representa, sem dúvida alguma, um dos principais veículos de comunicação do nosso Estado que acredita na paz, na confraternização e na educação como meio de progresso da sociedade e do seu meio ambiente. A comunidade espírita de Londrina e Região, aqui representada pela Federação Espírita do Paraná, agradece a divulgação na edição de sábado, da presença do médium baiano Divaldo Pereira Franco ontem, em Londrina, durante conferência no salão social do Londrina Country Club.

JOSÉ MIGUEL SILVEIRA (presidente da União Regional Espírita - 5 Região da Federação Espírita do Paraná) - Londrina


Correção

- Diferentemente do que informou ontem texto na página 8 (Esporte), o adversário que a Portuguesa Londrinense venceu por 1 a 0 em partida amistosa realizada sábado, no Estádio Vitorino Gonçalves Dias, foi o Cascavel.

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