Voto consciente

2004 é ano de eleições para vereadores e prefeitos. Com certeza, os políticos sairão à caça dos eleitores com falsas promessas, falsos abraços e falsas propostas de soluções para tudo aquilo que está errado. Vamos valorizar o voto dando um basta aos maus políticos que se mantiveram no poder de forma incompetente e irresponsável. Vamos avaliar os novos políticos, as alianças feitas por eles, o seu passado, conduta e reputação. Vamos valorizar aqueles poucos políticos que cumprem com os seus compromissos e deveres.
O voto é o principal instrumento que o cidadão comum possui para interferir nos destinos das cidades, dos estados e do País. Infelizmente, por inúmeros motivos, a maioria dos cidadãos vota sem conscientização, vota por obrigação. Com isso, temos esse desastroso quadro político constituído por vereadores, prefeitos, deputados estaduais e federais, senadores e presidentes da República.
Nesta eleição vamos nos conscientizar que ao votar estaremos dando poderes para outras pessoas tomarem decisões por nós; estaremos ajudando a decidir o futuro da sociedade; anulando o nosso voto estaremos jogando fora a chance de escolher o melhor ou o menos pior. Enfim, vamos deixar a passividade de lado, pois só assim teremos alguma chance de melhorar o nível dos nossos representantes no Legislativo e no Executivo.

ADONIRO PRIETO MATHIAS (administrador de empresas) - Londrina


Violência no Rio

O povo ficou aterrorizado há dias com a violência na favela da Rocinha no Rio de Janeiro. Nem 1.400 soldados da PM contiveram o surto da violência. As estatísticas apontaram em toda a imprensa que nos anos 1980 a 2000 nada menos que 600 mil brasileiros foram vítimas de assassinatos. Isto vem acontecendo nas cidades grandes, médias e pequenas. Durante uns dias as autoridades falam do assunto, como no caso da favela da Rocinha, depois tudo volta ao esquecimento. As vítimas continuam tombando em todo o Brasil mais do que nas guerras que estão se realizando e nada se faz. Até parece que as autoridades se acostumaram com a violência.
Até quando devemos assistir tanta violência e tão pouca ação por parte das autoridades? Na última campanha política para presidente, uma das promessas foi combater a violência com empregos, mais escolas e melhores condições de vida. O número de assassinatos, sequestros, assaltos, vem aumentando dia-a-dia e assustando a população. O Brasil não pode ser entregue nas mãos dos bandidos e marginais. Ou se toma uma medida enérgica contra a violência ou todos seremos vítimas dos marginais e bandidos.

NATALÍCIO JOSÉ WESCHENFELDER (padre) - Santa Izabel do Oeste (PR)


Agradecimento

A Escola Municipal Atanázio Leonel, localizada no assentamento São Jorge, agradece as escolas que não só se preocupam com as melhores colocações de seus alunos nos vestibulares. É o que ocorreu com o Colégio Universitário que tão bem soube transformar um tema cristão como a Páscoa num projeto de fortalecimento dos valores humanos através de atos de solidariedade, levando alegria e sabor de infância às crianças menos favorecidas e transformando momentos simples em grande felicidade. Nossos agradecimentos à equipe de coordenadores e aos alunos do Colégio Universitário.

MARIA INÊS VIEIRA DOS SANTOS LOZANO (diretora da Escola Municipal Atanázio Leonel) - Londrina



Transgênicos

Com relação ao editorial publicado ontem na Folha, gostaríamos de esclarecer que os benefícios das plantas geneticamente modificadas foram, e são, cientificamente comprovados, ao contrário do que afirma o ex-executivo americano Jeffrey Smith. Com pesquisas acumuladas em mais de 20 anos, os aspectos de segurança, tanto alimentar como ambiental, foram atestados por respeitadas instituições em todos os países onde essas plantas são produzidas e comercializadas. Entre elas, a Organização para Alimentos e Agricultura (FAO), Organização Mundial da Saúde (OMS), ambas ligadas à ONU, a EPA (Agência Ambiental dos EUA), o Comitê Seleto da Casa dos Lordes, a Royal Society, do Reino Unido, na Comunidade Européia, e Academias de Ciências de sete países, entre eles o Brasil.
Todas essas instituições comprovaram que as plantas geneticamente modificadas liberadas para consumo são tão seguras, como suas versões convencionais. Esses produtos foram muito mais estudados que os alimentos convencionais encontrados nas prateleiras dos supermercados. No Brasil, o governo federal e o Congresso Nacional garantiram a segurança alimentar e ambiental da soja Roundup Ready, da Monsanto - que havia sido aprovada para plantio comercial pela CTNBio, em 1998 - por meio de certificados emitidos às autoridades chinesas e leis que aprovaram o plantio e comercialização da soja transgênica plantada e colhida no País.
Lembramos que Jeffrey Smith já esteve no Brasil em outubro do ano passado, justamente para lançar o seu livro, que mostra a posição de alguém que se coloca claramente contra a tecnologia. Acreditamos que todos têm o direito e a liberdade de expressar as suas opiniões, mas a ciência deve estar sempre acima de qualquer interesse político ou ideológico.
A Monsanto é uma empresa que atua no desenvolvimento de plantas transgênicas há mais de 20 anos. Não pode colocar a biotecnologia a serviço do desenvolvimento de plantas que possam trazer risco para a saúde ou ao ambiente. No período de cinco anos, cerca de US$ 4 bilhões em todo o mundo foram gastos no desenvolvimento de plantas geneticamente modificadas, resistentes a insetos e tolerantes a herbicidas.

LÚCIO PEDRO MOCSÁNYI (diretor de Comunicação Monsanto do Brasil) - São Paulo


Correção

- A palavra reivindicação foi grafada incorretamente ontem no texto da manchete principal do jornal.

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