Água fonte de vida
A vida surgiu nas águas. O corpo de um adulto é constituído de 70% de água, e se examinarmos o corpo de um bebê, vamos constatar que 90% são de água. Se olharmos o planeta Terra à distância, vamos ver que ele é azul e que 70% de sua superfície é coberta por água. Sem água a vida não existe. Para perceber sinais de vida em outros planetas, o primeiro elemento que os cientistas procuram é a água. É com justa razão que o tema da Campanha da Fraternidade lançada pela Igreja Católica em 2004 é: ''Água, fonte da vida''.
O valor supremo dela é o ''biológico''. Também devemos insistir no valor social da água. Levando-se em conta que nenhum ser vivo pode subsistir sem ela, a população tem o direito fundamental de ter acesso à água de qualidade. Esse recurso não pode ser tratado como mercadoria e nem tampouco privar alguém de água, ainda mais por razões de mercado.
Na água, fonte da vida, está impressa a imagem do Deus da vida. Devemos alertar sobre o desafio do grande risco de escassez de água e de agravamento das condições de vida para grande parte da população mundial. Estudos desenvolvidos pela ONU constataram que 40% da humanidade terá problemas de água, em 2005. Felizmente o Brasil tem uma posição privilegiada. A produção hídrica de nossos rios representa 12% do total das águas doces do Planeta. Todavia, precisamos cuidar com muito carinho de nossos rios. Infelizmente, a poluição já comprometeu seriamente quase dois terços dos rios, e uma grande parcela da população não tem acesso à água potável. Devemos ser multiplicador na conscientização de nosso semelhante, no sentido de cuidar para que o direito à água com qualidade seja efetivado para gerações presentes e futuras. É este o desafio proposto pela Igreja Católica a toda sociedade, independente de clero, raça, sexo ou qualquer outro tipo de segmento social.
ANTONIO CARLOS DE MELO (comerciante) - Porecatu

Não estão nem aí
Radicalismo aliado à dialética, utilizado na prática para a pregação de idéias, por militantes de qualquer partido que aspira o poder, é arma de poder infernal quando de posse dos grupos políticos que não estão nem um pouco preocupados com o efeito delectério das mesmas. Estas lançadas através da mídia contaminam o povo; este, desprevenido, ingênuo, não tem como superar suas dificuldades econômicas ou de subsistência e é levado a acreditar nas promessas demagógicas daqueles que se arrogam detentores da verdade, com promessas de a curto prazo fornecer aquelas benesses que a sofrida população, no caso, a maioria da população brasileira, teria direito.
A técnica não tem variado, quando com insenção de espírito analisamos um passado histórico, onde medidas radicais foram adotadas pelas doutrinas totalitárias com pretensas promessas de bem-aventuranças, mas que só acarretaram morticíneo em massa e miséria consequente (fascismo, franquismo, salazarismo, hitlerismo, comunismo, peronismo, etc.).
Felizmente, a providência divina nos ajudou a viver num estado democrático onde as idéias, como disse um político do passado, não são como metais que se fundem. Estamos sempre no aguardo de que o nosso sustentáculo democrático, baseado nos três poderes Executivo, Judiciário e Legislativo tenha como orientação segura que a democracia se manterá pela eterna vigilância das posturas de nossos representantes no Legislativo e no Senado.
JOÃO DIAS AYRESS (médico) - Londrina

Falecimento da decência
Comunicamos à nação brasileira o falecimento da decência, ocorrido recentemente na capital federal. Há muito, na UTI, cambaleava ela, por uma razão bem simples. A ganância e a sem-vergonhice dos poderes Legislativo e Executivo demonstraram seu poder mortal e, apesar de recente dose maciça de credibilidade, a decência acabou sucumbindo de vez. Deixa um incontável número de brasileiros órfãos que dariam graciosamente suas vidas em troca de sua permanência em nosso meio, pelo menos, até que se tornasse vitoriosa e os homens do e no poder, convencessem-se de que quem os paga, merecem um mínimo de respeito. Mas, pelo ocorrido, vimos que as forças do mal foram, são e sempre serão vitoriosas. Sabe-se que a arrogância de alguns, o roubo imensurável, as propinas cobrada nos silenciosos gabinetes dos ministérios, os desvios de bilhões (contas CC-5) e os acertos vultuosos à sorrelfa do contribuinte, foram minando ainda mais suas forças, já então bem definhadas. A última tentativa de inverter esse quadro fatal foi uma medida extrema e de altíssimo risco. Apostou-se no que se apresentava como alternativa para o retorno dos direitos sociais, a tão falada igualdade, aos olhos da Lei Maior.
Mas, lamentavelmente (e, talvez tarde demais) vimos que esse amargo remédio (PT) também tem seus efeitos colaterais. E, uma vez instalado no núcleo do poder (presidência), não por incapacidade, mas com ganância ainda maior, acabou de vez com a dignidade do cidadão. O que era para ser remédio, virou veneno. Pobres de nós, povo brasileiro.
TADEU ARILSON STULZER (advogado) - Londrina

mockup