A Paixão de Cristo
Luzes são apagadas. A reprodução cinematográfica se inicia. Cenas fortes e doloridas (para o ator e mais ainda para a platéia) marcam! Um homem (parte homem) sem igual. Uma força inesgotável. Uma bondade inesperada. Um amor divino (parte Deus) e eterno por todos. Sua mãe (e também nossa) sofre na carne e na alma as dores do filho. Entretanto, é obediente, forte e piedosa (eis que em momento algum condena os que maltratam seu filho único). Poucas lágrimas Ela derrama, pois sabe a vontade do Pai e a necessidade da paixão de Cristo para salvação de todos e de tudo.
Aquele que a vida deu por nós um único pedido fez: ''Amai-vos uns aos outros''. A dor e o sofrimento são vencidos pelo amor, fé e ressureição de Cristo. Luzes são acesas ao máximo e por toda a eternidade. As trevas e o mal já não nos vencem mais. A ressurreição se fez vencedora. A morte de uma vez por todas é vencida pela vida.
Exemplos e ensinamentos são cristalinamente vivenciados por nós todos os anos na Páscoa. Mas, mesmo assim, após a exposição em tela e relembrança da magnífica e misteriosa verdade (de fé) é preciso saber: e daí, o que mudou em você? E agora, o que (e quem) você vai fazer mudar?
JOSSAN BATISTUTE (advogado) -Londrina

Cristo, nossa Páscoa
O sacrifício da Páscoa à saída do Egito celebrava o livramento do cativeiro egípcio, e era principalmente, um símbolo do sacrifício do verdadeiro Cordeiro, Cristo, que derramou o Seu sangue por nós. O mais importante, porém, para o Cristianismo foi que o Cordeiro morto - Cristo -, não ficou na sepultura, mas ressuscitou ao terceiro dia e subiu aos Céus, de onde voltará, para julgar os vivos e os mortos. Em substituição à Festa da Páscoa, no Novo Testamento, Nosso Senhor Jesus Cristo instituiu as cerimônias do Lava-Pés (São João 13) e a Santa Ceia (São Lucas 22), as quais além de simbolizar a humildade e a união com Cristo, comemoram também a morte e a ressurreição de Cristo. Estas cerimônias devem ser praticadas até que Cristo volte do Céu, pois o crer e praticá-las são, de fato, motivo de nossa eterna salvação. Como diz São Paulo, ''não mais o sacrifício e o sangue de animais, porque Cristo, nossa Páscoa, já foi sacrificado'' (I Coríntios 5:7).
PEDRO MARTINS PEREIRA (comerciário) - Londrina

Iraque x EUA
Cadê a paz, a democracia e a liberdade que os Estados Unidos iriam levar ao Iraque? E o mais lamentável é que o mundo inteiro, inclusive a Organização das Nações Unidas (ONU), fica assistindo de camarote a cruel ocupação norte-americana no Iraque, onde quase todos os dias vemos cenas horríveis de violência seguida de homicídio de milhares de pessoas. E se a moda pegar e os EUA resolverem invadir/ocupar a amazônia brasileira ou qualquer outro país em qualquer parte do mundo, vamos ficar todos batendo palmas para eles?
ANTÔNIO PEREIRA ANCHIETA (padre) - Jacarezinho

Apoio ao balé
A Escola Externato PGD - Ensino Fundamental, parabeniza a Folha de Londrina, pela nota da Folha 2 (17/03), através do convite ao incentivo à arte e cidadania, solicitando à comunidade a colaborar na aquisição de uniformes de balé, às 25 crianças da Escola Municipal de Dança de Londrina. Nossa escola, que vem desenvolvendo o Projeto Cidadania desde 2003 com alunos de 1 à 7 séries, sentiu o desejo de colaborar não apenas com uma criança, mas com as 25, como solicitava o convite. Com o apoio de uma loja da cidade, vamos organizar uma Feira da Solidariedade, em meados do mês de maio, com o objetivo levantar a verba necessária para aquisição dos uniformes.
PATRÍCIA GÓIS BONESI (coordenadora educacional) - Londrina

Democracia
A democracia brasileira é frágil. Parte dessa fragilidade é oriunda do caráter artificial que nossa democracia possui: ela é espelhada em modelos estrangeiros e, por conseguinte, não se adapta bem à regra geral de nossa realidade problemática.
O descaso e a irresponsabilidade com a educação do país apontam o quanto a democracia brasileira é carente de base. Uma sociedade democrática deve garantir ao maior número possível de pessoas a possibilidade de um desenvolvimento intelectual no mínimo tranquilo. Isso não ocorre no Brasil, salvo pequenas exceções.
Em Londrina (segunda cidade do Estado em tamanho e importância), alunos da Universidade Estadual de Londrina temem a ausência de aulas, e o motivo é a falta de professores. Aliás, em breve, pode haver uma greve dos professores. No ensino médio a situação, com algumas variantes, é semelhante.
Sejamos justos: essa situação para com o ensino no Paraná não é nova. Uma parte grande desse problema vem da administração omissa e irresponsável do governo Jaime Lener. Outra parte desse problema é do governo atual de Roberto Requião que parece não estar sabendo alcançar uma solução, embora haja nesse governo, em comparação com o antigo, uma relativa boa vontade em se fazer algo.
O meu ponto de vista é pessimista, não vejo solução em curto prazo para a educação no Paraná. Para resolvê-lo seria necessário investimentos na base do nosso povo. Investimento que no futuro poderia melhorar algumas atitudes ou quem sabe fazê-las na ausência destas.
RAPHAEL VINÍCIUS DO ROSÁRIO (professor) - Londrina

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