Protesto na UEL

Sou estudante da UEL, vi o protesto feito por meus companheiros de universidade que estão sendo prejudicados pela falta de professores. Quero deixar claro que não sou partidário do governador Roberto Requião, ao contrário, muito menos sou filiado a qualquer partido. Mas acho que criticar é muito fácil. Uma boa parte dos alunos da UEL não é da cidade nem do Estado. Partindo deste princípio, a maioria nem se preocupa em participar ativamente da vida política do Estado e da cidade. O que seria participar ativamente, protestar, fazer ''pula-catraca''? Obviamente não. Participar ativamente é votar. Por que, então, ao invés de só ficar criticando estes alunos não transferem seus títulos eleitorais para o Paraná e começam a votar aqui para evitar que crápulas cheguem ao poder?

ALLAN JAMES DE CASTRO BUSSMANN (estudante) - Londrina


Problemas na UEL

Nos últimos dias uma polêmica se instalou em Londrina por conta de algumas possíveis irregularidades na UEL. Uma das denúncias dá conta que um equipamento enviado há alguns anos pelo Ministério da Saúde, endereçado ao Laboratório de Produção de Medicamentos da Instituição, visando a produção de Sais de Reidratação, até hoje sequer foi instalado, sendo objeto de uma outra controvérsia, esta no tocante ao seu valor, onde reitoria, pró-reitoria e ex-diretor do Laboratório, divergem quanto ao custos do equipamento parado. Se não bastasse o problema, uma funcionária negligente perdeu o prazo para solicitar junto ao órgão nacional competente a renovação da autorização para a continuidade da produção de diversos medicamentos no Laboratório. Por conta desta negligência, a instituição deixará de produzir em torno de uma dezena de medicamentos, continuando a produção de apenas um anti-hipertensivo, segundo o que informa a própria reitoria.
Um outro fato no mínimo preocupante dá conta que a reitoria sequer tem conhecimento do número de professores que são benefiários do TIDE. A reitora Lygia Pupato solicitou a interferência do Ministério Público para investigar e desvendar mais este enigma: qual o número de professores que recebem o TIDE e tem vínculos com outras instituições. Diante da gritaria na instiuição, dando conta da suposta falta de professores, é bastante pertinente perguntarmos à reitora da UEL: se ela seria capaz de informar o número de funcionários que tem vínculo com a instituição que ela dirige?

Lourival Barbosa (militar) Londrina

Cheque sem fundo

Muito oportuna as considerações do advogado Moisés de Godoy no artigo publicado na Folha, na última quinta-feira, em relação à responsabilidade do cheque sem fundo ser do banco. O banqueiro assumiu o serviço de caixa pelo seu cliente e lhe dá a chave do cofre (talão de cheque) e disso aufere lucro, é justo que suporte os riscos inerentes a esse serviço. Exercendo tal serviço profissionalmente, os lucros que dele retira (e que lucro! ver balanços) podem compensá-lo de um prejuízo que ao comerciante muitas vezes é irreparável.
O banqueiro, como todo empresário, tem que responder pelos danos causados no exercício da profissão, aos seus clientes e a terceiros. As instituições financeiras não podem buscar seu lucro à custa de prejuízos causados a terceiros, estes que aceitam cheques pela confiança que os bancos emprestam aos seus clientes. Antes de ser cliente do comerciante, são clientes primeiro do banco que lhe outorga confiança. Resta exigir tratamento igual a qualquer outra empresa para os bancos, responsabilizando-os em relação aos estragos que causam no comércio e, com certeza, dentro em breve o cheque terá recuperado sua credibilidade, pois deixarão de abrir contas e dar talões de cheques indiscriminadamente.

ADEMILSON DE JESUS SARDI (vendedor) - Londrina


Cotas raciais

Tenho visto nos últimos noticiários que os governantes querem reservas cotas para negros em universidades. Pergunto: será que não deveriam se preocupar em fazer reservas para alunos de escolas públicas, pois nelas estudam negros e brancos? Será que seria justo fazer essa reserva somente para uma parte dos estudantes?

JULIANA NOGUEIRA (dona de casa) - Londrina




Controle do MP

Qual o setor público brasileiro que tem respaldo suficiente para querer controlar o Ministério Público? Reitero que, apesar de algumas exceções, o MP ainda é dos últimos setores onde se encontra moralidade neste país, envolto cada vez mais em corrupção. Dessa forma, seu controle externo, que ganhou força com a descoberta das ações do sub-procurador da república, na verdade será um prêmio à corrupção, visto que o Ministério trabalhará amordaçado e de mãos atadas e certamente será impedido de futucar os tubarões que infestam o cenário político nacional. Por ironia, acabamos de completar 40 anos de uma data que todos deveriam esquecer, que foi o golpe de 64. No entanto, essa lei da mordaça defendida por interesses escusos e pelo ministro da Justiça, será um grande retrocesso na democracia do país.

HABIB SAGUIAH NETO (aposentado) - Marataízes (ES)


Terra valorizada

O preço das terras atingiu valores sem precedente na história. A corrida do ouro hoje é simbolizada pelo feijão-soja. Culturas outras, estão sendo substituídas. Esse produto tem alcançado preços cada vez mais elevados, e como o lucro é a mola propulsora de qualquer negócio, esse não poderia ser diferente. As terras norte-paranaenses, sempre dadivosas, de cor avermelhada, símbolo de sua fertilidade, vêm sendo cotadas como o investimento mais seguro e rentável de todos os tempos. Essa certeza contagia as mentes progressistas que vêm buscar nesse bem de raiz um complemento para os seus negócios empresariais, achatados em suas margens de lucro pela repressão da massa salarial da classe média, que reduz o consumo e faz retrair os preços. Porém, terra sem água não vale nada, e as chuvas em nossa região têm castigado qualquer espécie de plantação.

ANTÔNIO PEREIRA (contador) - Londrina

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