CARTAS
Vereadores
Lamentável o que alguns vereadores de Londrina estão querendo fazer com o segurança que emitiu opinião sobre o número de vereadores da cidade, sob o pretexto de ''preservar a imagem da Câmara''. Pertinentes foram as palavras emitidas pelo militar Lourival Barbosa anteontem, nesta seção, onde diz que ''a eficiência ou ineficiência não se mede pelo número e sim pela atuação desse poder que, em regra, é omisso e legisla em causa própria'', também o artigo de Edmilson Botéquio, vereador do PT em Paranavaí, que diz ''esse anseio reflete o descontentamento generalizado com a forma de atuação dos vereadores''. É claro que o segurança não quis dizer que alguém na Câmara está roubando, mas pretendeu externar a mesma indignação que sentimos pela inércia geral dos políticos de maneira abrangente em todos os níveis. Certamente, se pretendem processar todos os que têm essa mesma opinião, o procurador da Câmara teria muito trabalho. Entretanto, não podemos deixar de concordar com o vereador Leonilso Jaqueta que afirmou que ''o eleitor não sabe eleger''. Sócrates já dizia ''é costume dos tolos culpar os outros quando erra, e do sábio culpar a si mesmo.''
GIANCARLO LOPES BRANDÃO (estudante) - Londrina
Câmara de Vereadores
A imprensa tem dedicado muita matéria relacionada à regulamentação da legislação quanto ao número de vereadores. O que mais chama a atenção é imaginar que a Câmara Municipal, que deveria cumprir a legislação à risca, burla de todas as maneiras possíveis em favorecimento de uma pequena corporação que nem estabilidade tem, já que de quatro em quatro anos está sujeita a mudar de lado. Estranho também na discussão o enfoque que os vereadores tentam dar, valorizando de maneira tal a representatividade, esquecendo o princípio básico determinado pela Constituição que vereador legisla leis para o município e fiscaliza o poder Executivo. Esta conversa de atender a população no gabinete, que é preciso mais assessores, é pura invenção assistencialista que termina sempre em resultados eleitorais. Esta da realização de um novo censo para manter o número atual de vereadores é demais. Outra que não dá para munícipe algum engolir é essa de dividir salário de assessor para contratar mais alguns cabos eleitorais. Isto cheira ''Trem da Alegria'' em tempo eleitoral.
WALTER COSTA BARROSO (dentista) - Londrina
Tarifa de ônibus
Aumento na tarifa de ônibus de Curitiba em plena Sexta-feira Santa? Quanta falta de religiosidade e fraternidade do prefeito e da camarilha que dirige a malfadada Urbs. Aumento caro, pois os coletivos transitam sujos, vidros riscados e, o pior, superlotados. O passageiro curitibano sofre. Ainda mais que a Urbs liberou a mendicância dentro dos coletivos. Nem Cristo aguenta!
CÉLIO BORBA (artista plástico) - Curitiba
Pedágio: sugestão
Venho acompanhando pela imprensa a queda de braço entre o governador e as concessionárias das rodovias que formam o dito Anel Viário no Paraná. Parece loucura e se não fosse no Brasil, ninguém acreditaria. Certamente, num futuro próximo, muitas empresas terão enorme dúvida antes de se instalar no Estado, já que o governo - como entidade pública - não respeita contratos (sejam bons ou ruins), e são conduzidos aos humores do político eleito para o cargo, não repeitando um mínimo de continuidade. O Estado segue sua história, reiniciando tudo a cada quatro anos, ou a cada mandato. Assim, não há planejamento que suporte, não há investimento que resista, não há promessa que seja cumprida, e o pior, não há futuro promissor para nós, infelizes cumpridores de nossos deveres, pagadores de impostos, e sempre os mais lesados nessa briga.
Não quero discutir aqui a legalidade ou não das questões levantadas pelo governo, quem está com a razão e quem não a tem, mas, na minha opinião vejo que quem está com a estratégia equivocada e errando grosseiramente nessa briga são as concessionárias. Se elas fossem um pouco mais espertas, colocariam toda a população contra o governo e, consequentemente, desmoralizando o governador e seu time de advogados. Como? Excedendo no serviço prestado à população. Oras, se elas querem fazer um jogo limpo e honesto, deixem o governador falando sozinho: coloquem mais viaturas de socorro nas estradas, equipem as polícias rodoviárias com radares, a ponto de conter ao extremo os excessos de velocidade, diminuindo drasticamente os acidentes, conquistem seus clientes prestando-lhes um serviço de primeiro mundo. Não parem suas obras de duplicação - dupliquem mais do que o previsto! E há muito a ser feito para agradar o consumidor que muitas vezes se contenta com pouco.
ANDRÉ LAZZARINI (veterinário) - Londrina
Iraque x EUA
Cadê a paz, a democracia e a liberdade que os Estados Unidos iriam levar ao Iraque? E o mais lamentável é que o mundo inteiro, inclusive a Organização das Nações Unidas (ONU), fica assistindo de camarote a cruel ocupação norte-americana no Iraque, onde quase todos os dias vemos cenas horríveis de violência seguida de homicídio de milhares de pessoas. E se a moda pegar e os EUA resolverem invadir/ocupar a amazônia brasileira ou qualquer outro país em qualquer parte do mundo, vamos ficar todos batendo palmas para eles?
ANTÔNIO PEREIRA ANCHIETA (padre) - Jacarezinho
Era dos militares
Discordo do que escreveu o empresário Roberto Teixeira sobre o golpe militar de 1964 na seção de cartas da Folha dias atrás. Havia sim o comunismo rondando o País. Lembro de um casal que veio de São Paulo morar nos fundos do meu quintal. O que pude observar é que o casal não trabalhava. Como podia alugar a casa e arcar com os demais gastos? Durante o dia seo José saía à procura de operários de todos os ramos para reuniões noturnas em sua casa. Para quê? Advinhem? Para colocar a doutrina comunista nas mentes desses operários, dizendo que seria bom para eles porque no novo regime todos teriam as mesmas regalias. Quem não tinha nada poderia ter porque tomaria de quem tinha, e assim por diante. Agora, pergunto: quem estava por trás sustentando este casal que apareceu em Londrina? O país estava insustentável na época e os militares puseram ordem, senão viraria a casa da mãe Joana. Prenderam muita gente porque havia necessidade. Não acho que foi golpe. Fui a favor da Marcha da Família, participei e não me arrependo. Gostei do que disse o ex-prefeito Dalton Paranaguá na Folha do dia 31 de março, data em se que comemorou a revolução de 64.
THEREZA MARIA BARROS - (aposentada) - Londrina





