Ambiente agredido

Agressões ao meio ambiente podem ser constatadas em todos os locais. Os agressores são pessoas mal-informadas ou mal-intencionadas. Acredito que a maior parte das agressões ao meio ambiente possa ser reduzida por meio de atitudes individuais, de educação ambiental e de divulgação da legislação ambiental pela imprensa para que cidadãos possam conhecer os seus direitos e deveres. A outra, por meio de associações ambientalistas, de fiscalização pelos órgãos competentes, de atuação dos promotores de defesa do meio ambiente e da justeza na aplicação das leis ambientais pelos juízes. Nesse sentido, é gratificante ler na primeira página da Folha de Londrina, de ontem, a manchete ''Juiz obriga construtora a derrubar obra no Igapó''. Isso dá esperanças de que as leis ambientais estão sendo cumpridas e que o ambiente agredido pode ser reparado.

LAURO AKIO OKUYAMA (engenheiro agrônomo) - Londrina

Inspeção

O governo Bush quer porque quer inspecionar a unidade de enriquecimento de urânio em Resende, no estado do Rio de Janeiro, por intermédio da monitorada Agência Internacional de Energia Atômica-AIEA (ONU) para garantir que não vamos construir artefatos nucleares. Ora, que vão juntos o governo ianque imperialista e a teleguiada AIEA catar coquinhos: o Brasil produz apenas um tipo de urânio pobre, pouco enriquecido, sem valor para ser usado em armas atômicas. Além do mais, o País é signatário de todos os tratados de não-proliferação desse tipo de armamento. Portanto, não há razões para levantar suspeitas de o Brasil tentar fabricar armas de destruição em massa. Está claro que o interesse dos gringos é bisbilhotar e subtrair segredos de nossa tecnologia de enriquecimento de urânio através de centrífugas suspensas. E de quebra, pressionar outros países do Globo a acatarem essa mesma orientação, dessa forma, salvaguardarem seus interesses estratégicos de dominação do mundo, sob o crivo dos ''inspetores'' da AIEA (ONU).

ANTÔNIO SÉRGIO NEVES DE AZEVEDO (engenheiro) - Curitiba


Direito de defesa

É proibitivo o cidadão ser considerado culpado sem antes dar a ele o direito de defesa. Mas o que está se presenciando no Paraná é algo diferente. Quando as provas indicam o culpado, prendem primeiro, depois ouve-se o acusado. As devidas investigações podem até apontar para o cidadão em questão, mas há de se considerar o espaço existente entre a culpabilidade, cumplicidade e a inocência, o qual será determinado com o devido julgamento do réu. Jamais devemos acusar, executar, expor o indivíduo ao público, sem antes esperar o término do julgamento do caso, ou então estaremos retrocedendo ao tempo em que coronéis decidiam a vida de seus escravos, e quando chegava o corretivo o fato já havia se consumado. Na ânsia de achar os culpados está havendo uma precipitação dos fatos, que felizmente estão sendo reparados através de habeas corpus emitidos por instâncias superiores. Defendo a tese de que a culpabilidade do cidadão é determinada com a apresentação de provas irrefutáveis e convincentes em tribunais deste país, onde todo cidadão tem o direito reservado na Constituição de demonstrar o contrário perante um julgamento justo. Isto sim seria uma decisão de maturidade, de norteamento dos caminhos de uma sociedade justa.

YOCHIHARU OUTUKI (engenheiro agrônomo) - Itambaracá

Obra superfaturada

Um prefeito queria construir uma ''obra municipal'' e chamou três engenheiros: um alemão, um americano e um brasileiro. ''Faço por R$ 3 milhões'', disse o alemão: ''R$ 1 pela mão-de-obra, R$ 1 pelo material e R$ 1 pelo meu lucro''. ''Faço por R$ 6 milhões'', disse o americano: ''R$ 2 pela mão-de-obra, R$ 2 pelo material e R$ 2 para meu lucro, mas o serviço é de primeira''. ''Faço por R$ 9 milhões'', disse o brasileiro. ''R$ 9 milhões?'', espantou-se o prefeito. ''É demais! Por que tudo isto?'', perguntou. ''R$ 3 milhões para mim, R$ 3 para você e R$ 3 para o alemão fazer a obra'', justificou o brasileiro. ''Feito!''

RUI PARREIRA (técnico em contabilidade) - Londrina


Ruth Bolognese

Conhecedor da competência e da seriedade da jornalista Ruth Bolognese, só posso parabenizar, com grande alegria, à Folha de Londrina por sua nova aquisição profissional. Parabéns!

MARCOS DOMAKOSKI (presidente da Associação Comercial do Paraná) - Curitiba


Nupélia da UEM

Nós, alunos de graduação, pós-graduação, bolsistas e estagiários do Nupélia, manifestamos nosssa solidariedade aos funcionários, professores, orientadores e pesquisadores do Núcleo de Pesquisa em Limnologia, Ictiologia e Aquicultura da Universidade Estadual de Maringá (Nupélia), denunciados pelo Ministério Público Estadual e que tiveram as suas vidas privadas e profissionais expostas ao escárnio e à execração pública, antes de qualquer decisão definitiva da Justiça. Demonstramos nossa indignação com a divulgação prematura, pela imprensa estadual, por meio de nota da Assessoria de Comunicação do MP, de um processo ainda não apurado, de meras denúncias de suspeita.
Cientes de que, na execução de nossos projetos de pesquisa, foram utilizados recursos provenientes das solicitações de diárias questionadas pelo MP e, certos de que não houve apropriação indébita e muito menos lesão ao Patrimônio Público, sentimo-nos compromissados a redigir este manifesto, na defesa da honra e integridade moral de nossos professores.
Gostaríamos de registrar nossa admiração, respeito e orgulho de fazermos parte deste conceituado e respeitado Núcleo pois, acompanhamos de perto, por longos períodos de trabalho, toda luta em manter a importância e a seriedade dos projetos que beneficiam toda a sociedade e a classe científica.

EDSON FONTES DE OLIVEIRA (representante dos alunos no Nupélia) - Maringá

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