Salários dos professores

Desde 1996 os professores, bem como os funcionários públicos, estão sem reajuste salarial. Durante todos estes anos fomos massacrados com a política deliberada do governo em não proporcionar aumento salarial. Neste compasso de espera, condomínio, água, luz, custo de vida, todos preços e serviços foram elevados significativamente e nosso padrão de vida diminuído. Neste período de arrocho salarial, constatamos estarrecidos pelos meios de comunicação o escândalo ruidoso do Banestado com milhões e milhões de dólares sendo desviados de nosso patrimônio, ocasionando prejuízos incalculáveis aos cofres públicos. A contenção de gastos foi só com o funcionalismo público.
No atual governo houve avanço e negociação para surpresa geral, uma vez que o canal do diálogo e da negociação há muito não acontecia. Através da luta da APP-Sindicato o governo sancionou o Plano de Cargos e Salários dos Professores. O Plano, apesar de ter sido sancionado, pode ser suspenso caso haja mobilização com indicativo de paralisação pela exigência da diferença do pagamento retroativo a fevereiro.
Corremos o risco de o PCS não ser implantado? Com certeza, sim. Diante de tantas incertezas com os salários achatados há tanto tempo o momento é de dar credibilidade ao governo para que o Plano possa ser implantado e não seja mais um engodo. A luta pelo pagamento retroativo a fevereiro pode esperar. Portanto, é hora de usar o bom-senso. Caso contrário, não teremos nem Plano quanto mais pagamento retroativo a fevereiro.

VERA LUCIA MONTENEGRO (professora) - Londrina


Wal-Mart ou teatro

Lendo a ''Gazeta Mercantil'' do dia 23/03 (página A-12), deparei-me com um artigo que reproduz constatação feita pela revista econômica americana ''Fortune'', informando que a rede Wal-Mart é a primeira empresa americana em 2003 com faturamento de U$ 259 bilhões. Em nível municipal nos deparamos com o acalorado debate, reproduzido muitas vezes aqui na Folha de Londrina, entre uns, a favor da escolha pelo citado grupo empresarial de um terreno desocupado há mais de 30 anos na região central para instalação de uma unidade de supermercados e, de outro lado, pelos defensores da instalação naquele local de um teatro municipal.
O debate instalado deve levar em consideração o poderio da empresa que aqui pretende se instalar, por se interessar economicamente pelo mercado potencial da cidade. Sua eventual instalação e funcionamento certamente dará empregos diretos e indiretos, fato relevante que interessa à grande leva de desempregados. Os eventuais inconvenientes com o Wal-Mart naquele local devem ser entendidos como inerentes às atividades comerciais em países capitalistas e especialmente em desenvolvimento. Se é condição ''sine qua non'' determinada pelos empreendedores que esta empresa se instale no citado terreno, importante que se pondere, sem paixões e com muito equilíbrio, a oportunidade de instalação de um teatro municipal naquele local.

PAULO AFONSO M. NOLASCO (advogado) - Londrina

Terreno do Colossinho

Poucas vezes na história do nosso município um assunto que despertou tanta atenção e tanta polêmica como o do terreno de 14.000 m2, do antigo Colossinho, objeto de uma disputa inesperada e milionária. Qualquer leitor mais avisado, que eventualmente assiste a teatro, sabe o custo de um ingresso. Será que o grande público pode pagar isso? Com certeza não é essa população que prefere novos empregos a um elefante branco e que acredita que o município terá como adquirir uma área de 6 milhões e ainda construir o teatro a altura que Londrina merece? E quem sabe se o próprio Wal-Mart não poderia ser nosso grande parceiro para construirmos o teatro que há muito sonhamos? Que tal, se ao invés de utilizarmos o dinheiro (que ainda não temos), na compra do terreno do Colossinho, destinarmos para cursos profissionalizantes de formação e qualificação de mão-de-obra de jovens futuros preparando-os para o mercado de trabalho? Teatro ou hipermercado? Um não elimina o outro. As duas coisas são possíveis e fundamentais: o hipermercado no terreno que escolheu e que lhe é de direito e o teatro num dos terrenos de propriedade do município. Por que não construir o tão sonhado teatro no terreno do antigo pátio ferroviário entre o PAI e a Supercreche, que pertence ao município, com medida superior à do Colossinho?

FÉLIX RIBEIRO (vereador PMN) - Londrina


Falta de sincronia

Sou gaúcho de Porto Alegre, estou em Londrina há dois meses e estranho muito a falta de sincronia dos semáforos. Utilizo diariamente a Avenida Celso Garcia Cid onde existem cinco semáforos: quando um abre, outro fecha, não existe sincronia nenhuma. Para percorrer dois quilômetros, gasto em média quatro minutos. Estive em Maringá e verifiquei que lá existe uma sincronia que facilita a vida de todos. A CMTU poderia verificar o problema e colocar os semáforos em sincronia.

RONALDO BLUMENTHAL (gerente de suprimentos) - Londrina


Confiança demais

O presidente Lula confia cegamente em seu ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, que confiava em seu ex-assessor Waldomiro Diniz, que confia em Carlinhos ''Cachoeira'' e em José Carlos Beker de Oliveira e Silva. É a ''Trust's Republic''.

PAOLO MARANCA (pintor) - São Paulo

Agradecimento

O Automóvel Clube do Café agradece à Folha de Londrina pelo excelente trabalho da equipe de jornalismo na cobertura do Campeonato Metropolitano de Velocidade no Asfalto - Copa Londrina 70 anos -, realizada no último domingo. Sua participação foi de grande valia para o sucesso do evento.

AUTOMÓVEL CLUBE DO CAFÉ - Londrina

Correção

- O título correto da reportagem publica ontem na página 6, editoria de Política, é ''STF analisa 6 mandados para instalação de CPI''.

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