A farra dos banqueiros

Banqueiros sempre em festa e não é para menos. O motivo está sendo a apresentação, mais uma vez, dos resultados positivos alcançados em 2003. Todos publicaram balanços que superam as expectativas mais otimistas. Para eles não existe crise. Na prática os banqueiros estão cada vez mais ousados, graças à conivência do governo que internamente se faz refém do poder econômico e com relação ao FMI nem se fala.
Parece até que os banqueiros vêm obtendo sucesso na mudança dos postulados da democracia para implantar no Brasil a famigerada plutocracia, onde predominam somente os interesses dos homens ricos. Nas últimas décadas os bancos privados vêm deitando e rolando no setor econômico, conseguindo liderar o ranking de lucratividade e de rentabilidade, deixando para trás outros importantes setores da economia brasileira. Que milagre é este que outras empresas não conseguem?
Os bancos continuam mantendo a política de exploração da sociedade, emprestando a juros extorsivos e oferecendo o mínimo possível de rendimento nas aplicações. Até parece que aqui os bancos fazem as suas próprias leis. Por isso o Brasil se tornou a galinha dos ovos de ouro do mundo e o grande cenário para a pirataria da especulação financeira internacional.
Por outro lado os pequenos e médios empresários brasileiros não recebem nenhum tipo de atenção por parte do governo federal. Ao contrário, são superonerados com uma carga tributária abusiva, como agora a Confins. Falências e desemprego estão sendo as consequências.

ALDEMAR BENVINDO MASCARENHAS (presidente da Federação Nacional dos Empresários Lotéricos) - Londrina


Crises no governo

Em países emergentes, como o nosso, em que as economias vivem de boataria, fica difícil para o governo controlar as crises que se instalam à revelia de sua vontade. Essa coisa das oposições apostarem no quanto pior melhor, dificulta a recuperação de qualquer economia sensível a boatos. O que estiver errado no governo deve ser fiscalizado, investigado e corrigido, mas jamais servir de trampolim para as oposições derrotarem os governos. Mesmo, porque as oposições de hoje podem ser governo de amanhã, e vice versa. As trocas de acusações intermináveis não serviram para nada até agora, a não ser para mexer com os pregões da bolsa de valores, aumentar o dólar e o risco Brasil. É grave a preocupação do presidente do Senado em dizer que se as coisas continuarem nesse ritmo, Lula poderá não concluir o seu mandato.
ANTÔNIO PEREIRA (contador) - Londrina

Conta-gotas

Como pode o Copom (Comitê de Política Monetária) imaginar que a diminuição da taxa Selic em 0,25% viria sinalizar um desafogo na nossa asfixiada economia? É na realidade muito pouco para atender ao próprio programa oficial de geração de empregos. Quem gera trabalho e emprego é a iniciativa particular das empresas, atreladas que ficam pela ausência de maiores e melhores recursos, empréstimos ou financiamentos bancários com juros compatíveis com a realidade econômica de um país que vem competindo em produtividade com países do 1º mundo.

JOÃO DIAS AYRES (médico) - Londrina


Briga das cervejas

As cervejarias vivem em pé-de-guerra na mídia nacional para vender mais e viciar o consumidor com este produto maléfico à saúde. Resta saber até quando o governo admitirá explícitas e monstruosas sonegações de impostos praticadas por estes fabricantes?

CÉLIO BORBA (artista plástico) - Curitiba



Odisséia de um cão

Envolvente, sensível, pertinente, a fábula real que narra a odisséia de Coiote, 5 anos, que andou 30 km para ver seu dono, um piá da mesma idade, Orlan Paes, internado no HC de Curitiba. Seria mito, profecia ou sinal dos tempos a narrativa homérica? Focinho gelado não teme a estrada dura e torta, os acidentes imprudentes, as lombadas assaltantes, a contramão perigosa. Alongado a caminho, sob a direção do seu faro, o brilho quente dos olhos tristes, o reprimido constante da saudade, o latido lamuriante de tropeiro linguarudo, sedento e cansado, vai de encontro ao amigo doente. Em obsequioso silêncio, sob os interditos das buzinas raivosas, dos uivos melancólicos da sina divina de ser cão, Coiote comove até os inermes e inertes servidores do hospital público. Enquanto isso, e em desrespeito à vida, sem nenhum direito à legítima defesa, anunciam a execução de 80 cães internados no canil municipal.
Pode isso?

JOSÉ FIORI (jornalista) - Curitiba


TCGL esclarece

Com relação à carta da leitora Janaina Rodrigues Pitas, publicada na edição de domingo da Folha, a Transportes Coletivos Grande Londrina informa que vem cumprindo rigorosamente o prazo legal para entrega do Cartão Transporte (CT) Estudante. A autora da carta, por exemplo, solicitou o cartão no último sábado (20/03), recebendo-o no mesmo dia, às 13h35. Para se ter uma idéia, a TCGL tinha prazo legal de até 30 dias para entregar a antiga carteira de passe escolar. Agora, com o Cartão Transporte Estudante, o solicitante espera no máximo duas horas para tê-lo em mãos. É o tempo necessário para a empresa fazer o cadastro da pessoa e confeccionar o CT. A Grande Londrina inclusive manteve aberta a loja de passes, nos últimos dois sábados, dias 13 e 20 deste mês, para atender especialmente os estudantes. E informa que a partir da próxima quinta-feira vai instalar um espaço específico para atendimento de estudantes, no Royal Plaza Shopping (Rua Maranhão, 240, loja 119), garantindo ainda mais eficiência no serviço.

ASSESSORIA DE IMPRENSA DA TRANSPORTES COLETIVOS GRANDE LONDRINA

Correção

- Diferentemente do que informou o texto ''Paraná Clube começa a espantar o rebaixamento'', publicado na edição de ontem da Folha (página 10), o Grêmio Maringá ganhou do Prudentopólis de 4 a 0.

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