Evolução tecnológica

Nesses últimos anos a evolução dos equipamentos de tecnologia vem crescendo assustadoramente no nosso país. Celulares que até então só faziam e recebiam chamadas, hoje têm até acesso à internet. Não só telefones, mas equipamentos eletrônicos e microeletrônicos em geral estão evoluindo muito rapidamente. Onde vamos parar? E com tudo isso a nosso alcance, são inúmeras as facilidades. Também há os perigos dessa rápida evolução da tecnologia, tais como clonagem de aparelhos, senhas, cartões, etc. E estas facilidades deste mundo moderno exigem dos usuários uma responsabilidade maior em seu uso. A tecnologia está aí, pode e deve ser usada sim, mas sempre com conhecimento dos perigos inerentes a ela. A sociedade e os usuários, principalmente, merecem receber todo o conhecimento e alertas necessários à sua própria segurança.
RODRIGO NOBUMASSA FUKUDA (estudante) - Londrina

Quantidade ou qualidade?

Eis um interessante adesivo que vi em um carro: ''Abrace seus filhos em casa. No carro, afivele-os''. É importante abraçar nossas crianças e dizer-lhes ''Eu te amo!'' . Suspeito que muito poucos adultos que estão presos em penitenciárias reclamem que seus pais os abraçaram muito ou lhes disseram ''Eu te amo'' demais. O contato físico é importante para o bem-estar das crianças. Para outros seres humanos também. Lembro-me de um estudo psicológico que abordava sobre um orfanato na Romênia na época seguinte à Segunda Guerra Mundial, onde os bebês eram alimentados e trocados, porém, nunca abraçados. Virtualmente todas as crianças sofreram problemas mentais.
Uma criança precisa sentir-se amada e segura. Alguém, certa vez disse-me: ''Ninguém no mundo diz antes de morrer: 'Gostaria de ter passado mais tempo no escritório'.'' Não existe prazer maior nem investimento melhor para o futuro do que convivermos com nossos filhos. Eles captam bem claramente a mensagem de quais são nossas prioridades: passamos mais tempo no trabalho ou jogando bola com os amigos do que com eles?
Muitas pessoas adotaram a teoria de passar um ''Tempo Qualitativo'' ao invés de um ''Tempo Quantitativo'' com as crianças. Eis a verdade: tempo qualitativo é um tempo quantitativo! Quanto mais tempo passarmos com nossos filhos, mais saberão que são prioritários em nossas vidas e que nós os amamos!
ABRAHAM SHAPIRO (empresário) - Londrina

Revolução já!

Há notável descriminação nos Estados Unidos e Europa contra nossa cultura e ''modus vivendi''. Raríssimos indivíduos perceberam que a maior parte do que consumimos como cultura em cinema, música e literatura são fabricadas pelo hemisfério Norte. Reconheço que a pseudo-intelectualidade imperialista foi feliz em sua estratégia de dominação, ao nos convencer, mesmo que subconscientemente, que abaixo do Equador não há cultura! Tal imbecilidade é a grande responsável por nossa posição de segunda classe no processo de globalização mundial. O fato é que nós, homens dos trópicos, não valorizamos suficientemente nossa riquíssima diversidade cultural. Acredito que não conseguiremos alcançar o tão sonhado desenvolvimento enquanto continuarmos reféns da cultura do hemisfério Norte! O governo Lula, através do chanceler Celso Amorim, sonha com a unificação e edificação de uma civilização latino-americana com auto-estima e independência e vem adotando políticas inteligentes neste sentido. Entretanto, este projeto de revolução política e cultural, sem precedentes na história mundial, depende de todos nós! Precisamos nos (re)encontrar com a literatura, a filosofia, o teatro, a música e as artes latino-americanas! Somente assim conseguiremos nos livrar definitivamente dos enlatados globalizantes, drogas que causam dependência psíquica e possibilitam todas as formas de exploração econômica.
PAULO AUGUSTO FARINA (vereador) - Rolândia

Comercial 'quadrado'

Achei deplorável aquele comercial cujo cenário dá-se em uma ilha quadrada, com pessoas bem trajadas e dançando músicas de bom gosto com classe e elegância. Já na ilha redonda, as pessoas usam biquíni e dançam samba. Deduzi que a Skol considera a música e dança clássica ''quadradas''. Em primeiro lugar, é muito difícil ocorrer festas na beira da praia em auto-estilo. Não que isso não aconteça, mas é raro. No passado, talvez fosse comum, mas nos dias de hoje só ''rola'' samba e biquíni cavadão.
O último comercial, igualmente, presta-se a criticar coisas do passado, como, por exemplo, o biquíni grande. Fico imaginando o que as pessoas que viveram aqueles tempos devem ter pensado quando assistiram ao comercial.
Por favor, façam comerciais mais criativos porque não foi uma idéia muito sábia a que foi utilizada, não avaliaram os reflexos negativos que poderiam surgir desse péssimo trabalho de propaganda. Claro que vivemos em uma era moderna, mas entendo que não se deve menosprezar as coisas do passado, mesmo elas sendo pretensamente ''quadradas'' e fora de época. Afinal, se quiserem vender mais cerveja, lembrem que são exatamente esses ''velhos quadrados'' é que detêm o maior poder aquisitivo, visto que o nosso jovem anda sempre ''durango''.
IRACILDA SCHUNTZEMBERGER (estudante) - Curitiba

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