O que fizeram com o Evangélico


Desde criança eu conheço o Hospital Evangélico. No começo uma estrutura pequena na Rua Pernambuco onde hoje é a COHAB, depois o atual prédio na Bandeirantes. Durante muito tempo o Evangélico foi referência na área da saúde. Foi ali, por exemplo, que ocorreu o primeiro transplante de rim e a primeira cirurgia cardíaca do interior, sem falar no seu pronto-socorro que era um dos melhores do País. Eu tive o prazer de ter feito parte do seu grupo de funcionários na década de 80, e quem é da área da saúde sabe que o Evangélico foi uma das melhores (se não a melhor) escolas de profissionais da cidade. Mas já no final dos anos 80, o hospital se viu mergulhado numa crise, brigas entre os membros das igrejas mantenedoras, denúncias de corrupção! A partir daí o Evangélico começou a tomar outro rumo, rompeu com o SUS, fechou o pronto socorro. Começou a deixar de ser beneficente. Ficou doente, não teve os cuidados necessários, erraram no diagóstico e ele entrou em coma. Está moribundo e se não houver uma operação salvamento, ele fatalmente morrerá! É preciso que a sociedade organizada salve o hospital. Com a palavra, as forças vivas da cidade e VIVA O HOSPITAL EVANGÉLICO!

ANTONIO JOSÉ SANTIAGO ®MD77¯(®MDNM¯diretor-administrativo do hospital Zona Norte) - Londrina


Cartão eletrônico

Considero abusiva a morosidade proporcionada aos estudantes pelo novo processo ''alto tecnológico'' instaurado pela Grande Londrina. Pela segunda vez me dirigi à CMTU (da Quintino Bocaiúva) para solicitar o novo cartão transporte (CT) escolar e não consegui devido à lentidão no atendimento. Segundo um atendente três caixas estão disponibilizados para isso, insuficientes devido ao grande contingente de alunos. Não bastasse a tarifa cara, os microônibus, a subordinação quanto aos horários e linhas que teremos que utilizar com esse novo cartão, ainda temos que suportar o descaso de alguns funcionários da CMTU que consideram pouco ficarmos esperando tanto tempo para aquisição ''obrigatória'' do CT escolar. E o pior de tudo é a falta de escolha, a ausência de uma empresa concorrente e competente que atenda aos usuários, com respeito e agilidade na implantação dessas mudanças. Afinal de contas a intenção da empresa não deveria ser a de melhorar a nossa vida? Ou será que devemos voltar ao tempo dos cavalos e bicicletas como meio de transporte mais digno?

JANAINA RODRIGUES PITAS (estudante) Londrina





Anulação de jogos

Os senhores que desejam anular jogos por erros da arbitragem usando imagens da TV certamente não têm um mínimo de bom-senso. Os tribunais que dão ganho de causa para estes senhores também não têm noção do que fazem. Uma partida não pode ser anulada por erro de fato, ou seja, na interpretação de uma jogada. Quem deseja ver estas aberrações e quem concebe estas decisões deveria, antes de qualquer coisa, colocar um apito na boca e os cartões no bolso, entrar em campo para arbitrar uma partida, ou pegar uma bandeirinha e auxiliar para sentir a dificuldade de ter que, em fração de segundos, decidir sobre um lance de pênalti ou de impedimento, sem o cômodo recurso do ''replay de vários ângulos'' ou do ''tira-teima''. Se for para anular partidas por imagens então dêem aos árbitros este recurso dentro do campo. Antes de sair pedindo estes recursos esdrúxulos, e os tribunais acatando-os, deveriam colocar ordem no futebol brasileiro, onde quem tem influência sempre vence e de qualquer forma. Se não der na bola, dá no tribunal. É uma vergonha!

ALLAN JAMES DE CASTRO BUSSMANN (árbitro) - Londrina





Pedágio no Paraná

A questão do pedágio nas estradas é um ponto de discussão de um lado só, porque as concessionárias têm um contrato de exploração cuja validade os meios jurídicos fazem valer através de seus tribunais. Por outro lado, o governo paranaense luta para organizar o setor, trazendo a discussão a níveis aceitáveis de tarifas. Algumas posições tomadas recentemente de encampação, assim como desapropriação, ficam sendo medidas paliativas em uma discussão de tal envergadura. Deveria sim o governo do Estado, através de sua Secretaria de Transporte, recuperar um trecho de rodovia, como o trecho de Santo Antônio da Platina a Jaguariaíva, fazer a sua planilha de custo e discutir com as concessionárias. Partindo desta iniciativa, com certeza, haveria consistência maior no debate. O povo espera uma solução que seja bom para os usuários das estradas, assim como para o próprio governo. Assim todos saem ganhando.

YOCHIHARU OUTUKI (engenheiro-agrônomo) - Itambaracá






Correção


Diferentemente do que foi publicado ontem no caderno Cidade na matéria ''Briga de entidades estudantis acaba na Câmara'', o vereador Félix Ribeiro é do PMN.

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