CARTAS
Herança maldita
Com frequência os políticos do PT usam de subterfúgios na tentativa de encobrir a incompetência dos (des)governantes aboletados no poder. Mas já ficou monótono ouvir a ladainha sobre a tal herança maldita e, ao mesmo tempo, ver a estagnação dos homens que estão no poder. Governar um país com quadros formados por militantes não poderia dar noutra coisa. Lamentavelmente, a maioria dos militantes de partidos políticos milita sempre de olho na possibilidade de que venha a compor os quadros administrativos da burocracia governamental. Com as ex-vestais do PT não poderia ser diferente. E mais lamentável ainda é que esta maioria não tem preparo técnico e menos ainda intelectual para ocupar postos que exigem tal qualidade.
Herança maldita tem esse país por ter políticos desqualificados para exercer o poder com um pouco, só um pouco mais de dignidade. Herança maldita é ter que suportar tantas mentiras deslavadas de um partido de traidores, encabeçado por um homem que perseguiu o poder e mentiu a maior parte da sua vida para atingi-lo. Os homens que vêm (des)governando esse país nos últimos anos são todos filhos da ditadura, que eles tanto condenaram, mas com ela aprenderam muito, pois não têm outra cara senão a de déspotas. E traidores. E viva a traição com o PT no poder.
UESLEI TEODORO (professor) - Maringá
Definir prioridades
Parece que a briga entre o Wal-Mart e o prefeito Nedson não terá um final feliz face ao jogo de interesses da concorrência supermercadista instalada em Londrina. O prefeito está dando a entender que a empresa não é bem-vinda, contrariando, conforme pesquisa, a vontade dos cidadãos. Quem conhece esta empresa norte-americana sabe que, em qualquer ponto da cidade que resolver construir irá, devido à prática comercial de baixos preços, com certeza incomodar os concorrentes. Dizer que a multinacional levará seus lucros para fora do país e que devemos dar preferência aos comerciantes locais é pura balela, pois se formos realmente patriotas deixaríamos de adquirir eletrônicos, chocolates, cigarros, carros, etc., que são todos fabricados por multinacionais.
O que não se pode entender é a quantia a ser utilizada nesta desapropriação e que poderia ter outras destinações de maior interesse da comunidade londrinense. Como a transposição da Avenida Higienópolis com a JK (talvez a primeira em acidentes) ou ainda a criação de uma polícia municipal para complementar a segurança praticada pela Polícia Militar com o intuito de diminuir os assassinatos e assaltos a que estamos vivenciando todos os dias batendo recordes nada agradáveis para a imagem da nossa cidade.
RUI MOREIRA (estudante) - Londrina
Descuido lamentável
Na homenagem que a Câmara de Vereadores prestou aos jornalistas Estélio Feldmann, Jota Oliveira e Wildson Schwartz houve um lamentável esquecimento. Profissionais de outros setores que contribuíram para o crescimento e desenvolvimento não tiveram seus nomes lembrados. Foram coadjuvantes diretos na confecção de jornais e que mereceriam também as comemoradas láureas. O fotógrafo Augusto Galante que voluntariamente fazia as primeiras estampas ilustrativas com auxiliares (como eu) ficaram chateados. Lembro que o primeiro clichê, embora quase preto pela técnica de então, foi de minha autoria e posso provar meu vínculo com a Folha de Londrina com uma carteira de identificação assinada pelo Nilson Rímoli, diretor de Redação na época. Na comunicação em geral, radialistas também foram olvidados. Augusto Reis, Mário Caldas (pseudônimo do Fuad Bauab) e mais algum outros foram pioneiros do nosso desenvolvimento. Não se reclama não pertencer à classe das celebridades, mas o descuido foi uma mancada dos organizadores.
ANTÔNIO H. TOKAIRIN (médico) - Londrina
Lucro dos bancos
O Bradesco anunciou um lucro de mais de R$ 2 bilhões; o Itaú três bi; a Caixa anunciou um bi e meio; o Unibanco um bi; e por aí vai. É um lucro fantástico para um setor que continua obtuso, que abandonou de vez a área agrícola, que restringe demais o crédito imobiliário e educativo, e que pouco está se lixando para a situação econômica do País. Remunera no máximo um por cento ao mês e empresta a 13, 14%. Suas tarifas são reajustadas ao bel-prazer e criadas sobre qualquer serviço. Cliente rico é tratado com regalia, já o que precisa de crédito sempre encontra as portas fechadas. Seu auto-atendimento cresce com voracidade, abrangendo todos serviços, onde se faz praticamente tudo sem a necessidade de procurar funcionário algum, o que dispensa a contratação de novos empregados, mesmo com o crescente número de agências. Assim, só pode dar lucro instituições dessa natureza.
HABIB SAGUIAH NETO (aposentado) - Marataízes (ES)





