Wal-Mart 1

Londrina caminha para comemorar os seus 70 anos de idade com muito brilho e com a promessa de fazê-lo com uma grande e calorosa festa. No entanto, o que nos entristece é a ausência de coerência na solução do caso que envolve a vinda do Wal-Mart e a construção do Teatro Municipal. Não estou atacando quem quer que seja, mas, pelo contrário, busco um ponto de equilíbrio na questão, haja vista que os dois empreendimentos são muito importantes para Londrina. Para a solução desse impasse falta tão-somente um diálogo imbuído do propósito único de colocar os interesses de Londrina em primeiro lugar. É preciso que as lideranças de ambas as partes sentem-se à mesa para discussão do assunto de forma inteligente, usando de todos os meios disponíveis e legais, com o objetivo de aproveitar todas as oportunidades possíveis para que Londrina seja beneficiada com esses dois grandes e importantes empreendimentos. Se assim for feito, tenho certeza de que será alcançada a solução para esse problema de forma harmoniosa e coerente para ambas as partes.

JUVALDIR BILHÃO (corretor de imóveis) - Londrina

Wal-Mart 2

Cheguei a Londrina no ano de 1955. Em 1964 estudei no antigo Colégio Londrinense e acompanhei o crescimento da cidade, a pujança, apogeu, até tornar-se esta linda metrópole. Entretanto, confesso que jamais tinha visto uma administração tão contraditória, impopular, equivocada como esta. Agora, expulsar os comerciantes do Terminal Urbano causando transtornos, prejuízo, e desemprego para construir uma escada rolante? Perseguir, prender os trabalhadores ambulantes? Doar terrenos valiosos para instituições milionárias ou conceder benesses para grupos privilegiados, pagar aluguéis, reformar prédios particulares com o dinheiro do povo? A prefeitura está na contramão? Tentar impedir a vinda do Wal-Mart, gerador de empregos e receitas para o município, para construir um teatro de luxo? Aliás, com dinheiro que daria para aplicar em benefícios dos carentes. Afinal, os senhores querem promover o desemprego ao invés de combatê-lo, promover a fome, miséria ao invés de exterminá-las? Como cidadão fico perplexo. Tenho certeza que serão lembrados no futuro como visionários, amigos dos burgueses e poderosos.

MOISÉS DOS SANTOS (aposentado) - Londrina

Requião e o reajuste

Caros colegas professores, o reajuste não vai sair porque os cálculos foram feitos pelo assessor e amiguinho de Maria Clara, da novela ''Celebridade'', e como todos sabem, ela, como nós, fomos traídos e ferrados.

TARCISIO MARTINS (professor) - Londrina


Humilhação na praça

O pagamento do pedágio é repugnante. Nossas rodovias foram entregues de bandeja aos senhores do mal (concessionárias). O direito de ir e vir de todo o cidadão não é respeitado e ficamos calados diante dos desmandos e de tarifas absurdas. No última dia 13 passei na praça do pedágio de Jataizinho. O preço da tarifa: R$ 5,50. Perguntei qual a tarifa anterior praticada antes do aumento, R$ 5,10. Com o aumento, ela tinha ido para R$ 6,30 (carro de passeio). A Justiça tinha determinado que o preço teria que voltar para R$ 5,10. No entanto, os senhores do mal estavam cobrando, neste final de semana, R$ 5,50 ao invés de R$ 5,10. A Econorte, ao desobeder a Justiça, abusou do povo do Paraná. E o meu direito de ir e vir onde está? Só sei que toda vez que pago o pedágio sinto uma dor dentro do peito. Imagine que a concessionária de pedágio de Jataizinho, que cobra uma tarifa absurda, queria também enganar, tripudiar sobre meu direito de ir e vir cobrando 40 centavos a mais. Como cidadão fiz meu protesto solitário. Exigi pagar somente R$ 5,10, não aceitando uma desobediência judicial. Está na hora de acordarmos e dizermos um não a tudo isso.

PEDRO MELO (radialista) - Rolândia


'Cozinha da Terra'

Há mais de dois anos conduzi para a Quadra Construtora algumas pesquisas qualitativas que identificassem o que as pessoas gostariam que tivesse em seu próximo apartamento ou prédio. Naquela época, uma das coisas que me chamou a atenção foi a necessidade das pessoas querer receber amigos em torno de uma cozinha que tivesse forno à lenha. Um saudosismo de infância de boas lembranças da família. Foi assim que lançamos para a Quadra Construtora a ''Cozinha da Terra'', um espaço para que os aprendizes de Gourmet pudessem usar e abusar de criatividade nessa nobre arte. Na época, a Quadra incorporou a ''Cozinha da Terra'' em todos os seus prédios, inclusive àqueles que já estavam em construção, como um plus para seus clientes.
A ''Cozinha da Terra'' foi amplamente divulgada no jornal e TV com anúncios e comerciais. Para minha surpresa, tenho presenciado, atônito, a Plaenge lançar agora o espaço ''Gourmet'' e se intitular inovador. Pior é a imprensa não ter o cuidado de verificar que tal novidade não é tão nova assim e que sua autoria não é minha e muito menos da Plaenge. Com tanta originalidade, não será surpresa daqui uns dias a Plaenge lançar mais uma novidade no mercado: ''Plaenge In Concert''.

RENATO MANTTOVANNI (publicitário) - Londrina

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