Papo-furado
Crescimento econômico, retomada do crescimento, o País precisa crescer, aumento do PIB, superávit, balança comercial, etc. Nunca ouvi um presidente e sua equipe pronunciarem tanta ''abobrinha'' ao mesmo tempo, como esta que aí está. O povo está de saco cheio de tantas pronúncias infundadas que mal entende ou sabe que nunca vai acontecer. A linguagem que todos compreendem e realmente interessa é emprego para todos e salários dignos. Isto só será possível quando o governo se tocar que ninguém aguenta mais a carga tributária deste país e tanta corrupção.
SÉRGIO TORETO (escriturário) - Goioerê

CPIs dos interessados
O cenário político advindo da vontade dos legisladores para instalação de CPIs a fim de desestabilizar o governo de situação é o mesmo efetuado por este governo contra o anterior. Ora, por que nós temos que aturar tal ingerência em que os interesses pessoais ultrajam a vontade nacional de reformas urgentes para desemperrar a máquina chamada governo? Até parece que as recentes denúncias são novidades no campo político. Faz-se um estardalhaço de corrupção e corruptos como se ninguém fizesse caixa de campanha, como se todos utilizassem caixa próprio para se eleger. Até parece que as liberações de verbas ocorrem automaticamente, sem interferência de ninguém. Até parece que não é necessário negociar tal montante de recurso. Até parece que os legisladores, às vezes, não trocam de partido para terem seus objetivos alcançados. Os meios como esses recursos chegam às caixas de campanha são e sempre serão uma incógnita. Em vista disso, são urgentes as reformas, não somente na área tributária e previdenciária, mas também na política.
YOCHIHARU OUTUKI (engenheiro agrônomo) - Itambaracá

Combustíveis
Em mais uma viagem profissional fui recentemente até São José do Rio Preto (SP). Logo na primeira parada em Assis (SP) observei o preço do álcool em vários postos de combustíveis. Foi inevitável a comparação com os preços praticados em Londrina. Vejamos: gasolina comum variando de R$ 1,85 a 1,95; álcool variando de R$ 0,68 a 0,79. Aí pensei: deve ser alguma promoção dos postos de Assis. Ledo engano. Seguindo viagem notei que em Marília, Lins e Promissão os preços também estavam nesses patamares e não se tratava de nenhuma promoção.
Em São José do Rio Preto os preços estavam ainda mais baixos, especialmente, do álcool. Havia postos oferecendo o álcool a R$ 0,58. Isso é metade do que é cobrado pela quase totalidade (será cartel?) dos postos de Londrina. Quem duvidar é só fazer a viagem e ir olhando os preços dos combustíveis.
O que será que faz o custo dos combustíveis subir tanto de preço aqui em Londrina? Seguramente não é o custo do transporte porque não estamos tão mais distantes das fontes fornecedoras do que as cidades paulistas citadas. Será o custo de manutenção dos postos? Também isso é algo duvidoso porque seguramente naquelas cidades não é menor. Até quando prevalecerá esse cartel em Londrina? Onde está a chamada economia de mercado? E, pior, onde estão os promotores de defesa do consumidor e o Procon? É uma vergonha!
EDGAR BAER (advogado) - Londrina

Poluição
Chega doer o coração quando passo por córregos e riachos que cruzam as nossas cidades. É um festival de lixo e de descaso, tanto por parte das administrações como da população em geral que parece não ter consciência de que vive neste planeta. Mas a minha indignação não pára por aí: outro dia fui visitar a ''Gruta do Arco de Pedra'', aqui em Ibaiti, um lugar especialmente mágico, maravilhoso, quase indescritível. (Dizem os antigos que era uma parada dos índios nômades que habitavam a região Norte Pioneira do Paraná). Apesar do lugar ser afastado da cidade e da boa conservação das trilhas, mais uma vez fiquei decepcionado: dentro da gruta, por onde corre um rio subterrâneo, encontrei nada menos que 15 garrafas PET que demoram em torno de 50 anos para se decomporem, além de outras 22 latas de cerveja e refrigerante, e ainda as ''maravilhosas'' inscrições, nomes e datações que tanto degradam, enfeiam e desvalorizam qualquer ponto turístico.
Chamar a isso de falta de educação seria o mesmo que tentar se cobrir da chuva usando uma peneira. Isso é o cúmulo do desrespeito com aqueles que ainda hão de vir a habitar essa casa, que é cedida para nós todos e por muito pouco tempo.
DAVRISON DE ABREU ANSELMO (professor) - Ibaiti

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