Editorial

Tenho acompanhado a recente polêmica envolvendo o projeto do Teatro Municipal e o Wal-Mart, vendo alguns absurdos que não tinham a devida explicação, notadamente por pessoas que teriam que ter os princípios éticos e morais como objetivo maior, por terem sido indicados a essa função pela confiança popular, através dos respectivos votos. A leitura do editorial da Folha do dia 12/03 foi a motivação para externar algo que acredito que as pessoas de bem já se aperceberam: a mediocridade daqueles que em nosso nome são pagos para nos dirigir, isto não eximindo nossas responsabilidades pelas escolhas. O prefeito, apesar de suas boas intenções, não consegue ser convincente. O caso do teatro só vem corroborar isso. Outro exemplo, a polêmica acerca da instalação das escadas rolantes e elevador no Terminal Urbano. O que vem sido divulgado pela imprensa é um verdadeiro jogo de empurra (CMTU, comerciantes, TCGL, construtora), quando a população deveria ser o objeto principal.

ANTÔNIO ARTUR DA CONCEIÇÃO MARTINS (securitário) - Londrina

Cumprimentos à Folha

Foi com satisfação que li na edição de ontem (anteontem) o editorial da Folha ''Poder Público como moderador'', o que classifico como mostra de uma imprensa livre e ética, necessária para o amadurecimento da nossa ainda jovem democracia. O texto conseguiu expressar de forma simples e resumida a indignação de muitos londrinenses sobre a polêmica que envolve o investimento da rede Wal-Mart em Londrina e a pretensa construção do Teatro Municipal.
O editorial da Folha foi feliz ao afirmar que o pretenso teatro foi o ponto de apoio para toda esta discussão, até porque, como se sabe, o decreto de utilidade existe apenas no papel. Nada foi pago e não existem recursos orçamentários previstos. O editorial acertou também ao afirmar que o poder público deveria ser mediador da questão, garantindo os dois empreendimentos, no caso o grupo Wal-Mart e o Teatro Municipal.
Parabéns à Folha pelo discernimento e a imparcialidade ao abordar o fato.
SEBASTIANA MARIA LIZ - (Taveri Participações) - Londrina

Taveri esclarece

Estranhei a consideração publicada anteontem (12/03) na coluna ''Informe Folha'' onde o autor afirmou que a publicidade paga por nós elencava fatos ''que a imprensa está careca de publicar'' sobre a polêmica instalação do hipermercado Wal-Mart em Londrina. Como comunicador o senhor sabe que este tipo de publicação serve para dar a versão de um fato, até porque entidades que inclusive ninguém conhece como a ''Sociedade Amigos do Teatro Municipal fizeram o mesmo dias antes. O que buscamos foi mostrar com fatos não novos, mas sem dúvida importantes neste momento que existem outros interesses. Ademais a coluna não estampou ou questionou os anúncios feitos no último domingo que se posicionavam favoráveis ao teatro. O que espero é que a imprensa cumpra o seu dever de relatar e questionar tudo e todos. E que os fatos sejam abordados sem paixão. Ganha o leitor, ganha a sociedade.

SEBASTIANA MARIA LIZ (Taveri Participações) - Londrina





Terrorismo

Mais uma vez o dia 11 choca o mundo. O que aparentemente parecia estar sob controle na visão norte americana, que terrorismo se acaba com guerra, serviu de combustível para os terroristas, que já tinham avisado que os atentados aconteceriam novamente. O mundo, então, deu um tempo para ocidente e, calados, eles mais uma vez surpreenderam e, em outro dia 11, cumpriram com a palavra. O mundo mais uma vez se volta para ocidente, eles mais uma vez são focos das atenções. E agora? Mais uma intervenção militar? Mais sangue? Tropas? Armas? Até quando? A resposta tem que ser dada na reconstrução da vida, na união de força interior, de luta pela paz. Certamente algumas medidas devem ser tomadas de maneira drásticas de uma política social a nível mundial, pois uma política militar nos moldes americanos não contribuu com o declínio terrorista, só iria alimentá-los até um próximo dia 11. Que a paz esteja como todos nós.

GERMANO JORGE RODRIGUES (advogado) - Loanda


Policiais militares

Há alguns anos, policiais militares do Paraná executaram dois jovens evangélicos que oravam num morro da Cidade Industrial de Curitiba, local de bolsões de pobreza. Atiraram sem perguntar, executando inocentes ''pensando'' que fossem marginais e ainda ocultaram os corpos! Dias atrás, PMs tocaram fogo em um jovem em pleno módulo policial no setor histórico da capital paranaense. Será que estes criminosos da lei são punidos?

CÉLIO BORBA (artista plástico) - Curitiba

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