Teatro x Wal-Mart

Nasci em Londrina em 1954 em morei na Rua Paranaguá esquina c/ Rua Mossoró. Isto é o outro lado da rua do antigo Ginásio do Colossinho. Estudei desde a pré-escola até a formatura em técnico em contabilidade (1961/1972) no antigo Colégio Londrinense. Neste período tive o prazer e a honra de ter estudado com professores como Zaqueu de Melo, Enio Romagnole, Ana Kiel, Samuel de Moura e muitos outros. A administração pública deveria ter preservado as instalações do Londrinense visto que, na época, eram as melhores para esta destinação. Porém, deixaram vender para a construção de um hipermercado e não construíram. Agora, o Município desapropria e que construir um Teatro Municipal. Vejo uma solução ainda não cogitada que agradaria a todos. O Município cede o terreno ao grupo Wal-Mart em troca da construção de um Teatro Municipal em outro terreno ainda com contrato de patrocínio de eventos culturais por 10 anos. Esta solução representa emprego na construção dos dois empreendimentos, emprego no hipermercado, arrecadação de impostos, emprego no teatro e, finalmente, a utilização dos terrenos de forma útil para os londrinenses.

CELSO IOSHIMI KAGAWA (administrador de empresas) - Londrina


Teatro dos horrores

Londrina tem 70 anos de idade e muita história. Mas ao longo desses anos pouco ou nenhum interesse houve quanto à construção do Teatro Municipal. Tão pouco que, até hoje, não se escolheu sequer um local para ele. O que causa estranheza é que justamente num ano político aparecem tantos interessados nessa polêmica. Como se Londrina tivesse que escolher entre um teatro ou um hipermercado, como se o terreno do antigo Colossinho fosse a peça mais importante nessa pendenga. Londrina comporta muitos teatros e muitos mercados. Mobilizar a população para que ela escolha entre um ou outro é, no mínimo, um engodo, uma ofensa à inteligência de qualquer londrinense. O que está claro é que o município não tem verba para construir o Teatro Municipal. E suas lideranças não têm preparo nem político e nem moral para defender sua cultura e sua história. Os envolvidos preferem criar toda essa encenação que tem como protagonistas o Wal-Mart, a Prefeitura e muitos coadjuvantes. Acontece que ela está mal ensaiada e não tem roteiro. Só tem direção: enganar os londrinenses. A mim, portanto, só resta vaiar.

ROBERTO TEIXEIRA (empresário) - Londrina


Teatro e Wal-Mart juntos

Infelizmente, a mentalidade provinciana do londrinense não o deixa pensar de maneira inovadora e racional, capaz de aproveitar os espaços urbanos de acordo com as características culturais e econômicas da cidade. Temos além de uma vasta população jovem, uma grande massa de estudantes e universitários que movimenta cifras consideráveis com diversão, entretenimento e gastronomia . São inúmeros barzinhos, lanchonetes, danceterias, restaurantes, cinemas, teatros e muitas outras casas noturnas que atraem gente de toda a região, trazendo dinheiro, gerando divisas e empregos para Londrina. Na Inglaterra, existem shoppings centers 24 horas onde funcionam hipermercados, lojas variadas, grandes teatros, danceterias, pubs e vários outros atrativos geradores de cultura e emprego, tudo em um só local. Por isso, não acho digno uma cidade do porte de Londrina estragar um terreno bem localizado para construir só um hipermercado ou um teatro. Vamos nos espelhar nas novidades bem-sucedidas, como o exemplo inglês, e unir emprego, lazer e cultura. Faça-se ali um grande shopping que abrigará o teatro, o hipermercado, lojas, danceterias, barzinhos e vários outros serviços de lazer e entretenimento, acompanhando dessa forma uma das características predominantes de uma cidade-pólo como a nossa.

ALEXANDRE SERRANO LUPPI (desenhista industrial) - Londrina


Ensino superior

Tenho 23 anos, sou nascido e criado no Paraná, e apesar da pouca idade já rodei o País. Por onde passei tinha o prazer de me vangloriar de meu Estado amado. Mas desde que o excelentíssimo senhor Roberto Requião assumiu o governo do Estado pela segunda vez, infelizmente já não tenho mais este prazer. A impressão que tenho de nosso governador é de que ele tem um único intuito: destruir o que foi feito na gestão passada e atrasar o Estado. O exemplo último está nas medidas tomadas com relação ao ensino superior, que é ou era conhecido pela qualidade. Mas o governo faz questão de barrar contratações emperrando-as em burocracia, prejudicando os alunos que tiveram que esforçar-se para conseguir uma vaga nestas instuituições. Isto para não falar nos cursos fechados por pura mesquinharia. Me admira uma pessoa que aparece na mídia dizendo ser defensor dos direitos dos cidadãos paranaenses tenha a capacidade fazer tamanha injustiça.

ALLAN JAMES DE CASTRO BUSSMANN (estudante) - Londrina


Censura a filme

Chama a atenção que o advogado Jacob Pinheiro Goldberg se preocupe tanto com as possíveis consequências para os menores de 18 anos ao assistirem ao filme ''Paixão de Cristo'', de Mel Gibson, que ainda nem estreou no Brasil, como noticiou esta semana o jornal ''Estado de S. Paulo''. Ficaríamos muito mais agradecidos se também se movesse para protegê-los da agressão moral que sofrem diariamente nas propagandas, novelas, filmes e até campanhas de saúde pública, com seu forte apelativo sexual.

RENATA MACIULIS DIP (médica) - Londrina

mockup