200 Waldomiros

O presidente Lula e o PT sepultaram a CPI dos bingos. A Ética foi para a mesma cova. Assim, a Nação não ficará sabendo os nomes dos mais de 200 Waldomiros que, segundo o senador Magno Malta, estão espalhados pelo Brasil. Usaram a esperteza, mais que a experiência, dos dois novos gurus que encantam o Palácio do Planalto: os senadores José Sarney e Antônio Carlos Magalhães. Não haverá desgaste porque nenhum político será responsabilizado. Os líderes partidários não indicam os membros para a CPI e o regimento interno do Senado justifica a falcatrua. Estamos em plena crise. Não será a arrogância e a propalada auto-suficiência do PT, aliadas aos interesses de Sarney e de Toninho Malvadeza que apagarão a desconfiança que o caso Waldomiro suscita. Não adianta varrer a sujeira para debaixo do tapete. As ramificações da corrupção começam a aparecer em vários Estados, inclusive Minas Gerais. Os brasileiros querem saber o que existe por trás do flagrante de corrupção de Waldomiro Diniz, exibido centenas de vezes em todas as TVs, e as razões que levam o PT e o governo federal a brigarem tanto para impedir a apuração.

GILBERTO ARAÚJO (estudante) - Belo Horizonte (MG)


Caso Diniz

A crise Waldomiro Diniz deflagrada por denúncias de corrupção e divulgadas pela mídia arranham a imagem do governo continuísta de Lula. Detalhe: assim como na época do neoliberal FHC, Lula tem feito das tripas coração para barrar a instalação da CPI no Congresso. Essa atitude do governo, assim como a punhalada na própria carne que resultou na expulsão dos chamados ''radicais'' do partido, obscurecem a história de um partido político de caráter democrático que sempre lutou pela seriedade, honestidade e lisura no trato da coisa pública. Mas parece que resolveu esquecer tudo isso e governar o Brasil à moda fernandista: fazendo de conta que não existem denúncias de corrupção, juros altos, desemprego, sem crescimento econômico e, pior, submisso aos mandos e desmandos do FMI e Cia. O consolo de tudo isso é um só: o cidadão não é bobo. E de enganação em enganação o povo se espreita e um dia a casa cai.

ANTÔNIO SÉRGIO NEVES DE AZEVEDO (engenheiro) - Curitiba


Jogo da oposição

Nos últimos dias o caso Waldomiro Diniz provocou grandes transtornos no governo do presidente Lula. A oposição, que se acostumou durante séculos a mandar e desmandar em tudo, não tem tradição nem competência para ser oposição. Nesta função é um desastre. Sempre foi competente na arte de manipular, enganar, direcionar tudo para proveito próprio, porém como oposição ainda não conseguiu provar nada. A derrota esmagadora de Lula nas eleições de 2002, a aula como se governa um País dada por ele neste um ano de governo, mais a reforma ministerial, deixaram os adversários furiosos. Desde, então, estas pessoas buscam formas de atrapalhar o governo. Estas pessoas não têm moral nem credibilidade para colocar em dúvida a idoneidade do atual presidente e de sua equipe que tem o firme propósito de contribuir para um Brasil mais justo.

DAVID TEIXEIRA DE SOUSA (professor) - Colorado


Plano Diretor

O Plano Diretor de um município funciona como norma para as prefeituras evitarem problemas com insuficiência parcial ou total de recursos. A execução de projetos deve obedecer critérios prioritários e dentro de enquadramentos legais em seus orçamentos, uma vez que os municípios são obrigados a respeitar a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Daí porque lhes fica mais fácil obedecer as normas técnicas no plano de obras que segue então uma linha mestra. Parabéns ao governador Roberto Requião ao determinar que município algum que deixe de ter seu Plano Diretor receba recursos do Estado, especialmente em ano eleitoreiro. Medida salutar que gerará frutos em curto prazo e em benefício coletivo.

JOÃO DIAS AYRES (médico) - Londrina


Deputado esclarece

Na matéria ''Cinco deputados do PR têm ações no STF'', no subtítulo ''Deputados rebatem as denúncias'', publicada na edição de ontem da Folha, ocorreu um erro de informação que precisamos corrigir: 1- Em nenhum momento dissemos que ''(...) as marmitas foram 'doadas' para a minha campanha pelo proprietário da empresa Praticomida (...)''. As marmitas, na verdade, foram ''compradas'' junto à empresa Praticomida, cujas notas fiscais foram descritas e constam da prestação de contas devidamente entregue, em tempo hábil, ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e de acordo com o que prevê a legislação; e 2- Toda a documentação e notas fiscais referentes à aquisição de marmitas para a minha campanha de 1998 fizeram parte da mencionada Prestação de Contas.

ALEX CANZIANI (deputado federal do PTB do Paraná) - Brasília (DF)

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