CARTAS
Lar das vovozinhas
Pareceu até propositada a forma como foram dispostas as duas matérias publicadas na capa na edição de ontem do Caderno Folha Cidade. As matérias ''Aprovada doação para Fundação Galvão Bueno'' e ''Lar das Vovozinhas pede ajuda'' foram colocadas lado a lado mostrando claramente a disparidade havida no tratamento da coisa pública em relação às entidades assistenciais de Londrina. Não que a proposta da Fundação não seja boa ou não deva ser viabilizada. Entretanto, o referido Lar das Vovozinhas é entidade séria e há muito tempo vem sobrevivendo a duras penas com parcos recursos.
É preciso que os responsáveis (neste caso projeto de iniciativa do Executivo), e também os representantes legislativos, voltem os olhos para as necessidades daqueles que vêm, de forma real e comprovadamente séria, prestando serviços de grande importancia à comunidade. Assim, com o valor do terreno doado, R$ 489 mil, o lar sobreviveria por mais de 4 anos, cobrindo todas as suas despesas. Isso sem contar que, se aplicado, tal valor poderia suprir metade dos seus gastos mensalmente. Não faço críticas ao projeto da Fundação e sim ao Legislativo e Executivo para que efetivamente ajudem as entidades assistenciais.
GIANCARLO LOPES BRANDÃO (estudante) - Londrina
Na contramão do turismo
Muito me estranha a direção do Londrina Convention & Visitors Bureau não querer a instalação do hipermercado Wal-Mart no terreno do antingo Colossinho/(Colégio Londrinense, mesmo em se tratando o local de uma área particular. Pelo que se viu num anúncio publicado domingo nos jornais, o LC&VB prefere ver a Prefeitura gastando milhões de reais para indenizar os proprietários de um imóvel que, ao longo de 30 anos, perdeu completamente seu valor histórico e hoje só serve para abrigar pessoas desocupadas, entulhos e lixo. Se aquele lote é motivo de especulação imobiliária, problema dos empreendedores privados! O poder público, e muito menos o Bureau, não têm nada com isso! O bom-senso diz que a Prefeitura deveria destinar uma das suas áreas municipais para a construção do importantíssimo teatro municipal, e deixar o resto para a iniciativa privada gerar empregos, renda e arrecadação fiscal para o município.
WILSON VIEIRA (fotógrafo) - Londrina
Wal-Mart x teatro
Cheguei em Londrina em 1953 com 9 anos de idade. Nesse mesmo ano fui matriculado no Colégio Londrinense, imponente, com suas instalações modernas, salão nobre, ginásio de esporte majestoso de nome sugestivo ''Colossinho'', grande espaço interno para lazer e excelentes professores, os melhores para cada matéria. De repente tudo virou ruína, e nestes últimos 30 anos passamos em frente do antigo colégio com o coração apertado, vendo o mato crescer atrás dos muros e pedaços de concretos do nosso antigo Colossinho que teimam em não cair. Esperamos que o atual prefeito não seja responsável para que este espaço continue vazio por mais décadas. Que consulte a comunidade e procure ficar impermeável a interesses de quem possa ter medo da concorrência que uma multinacional forte possa trazer. É triste ver uma foto em uma edição recente da Folha o presidente da Codel sentado na cabeceira de uma mesa e criando dificuldades para investimento na cidade.
ANTÔNIO CARLOS COTRIM (comerciante) - Londrina
Hippies
Os hippies, que todos maravilham com seus trabalhos artesanais, são de paz e amor. Os hippies vivem, às vezes maus arrumados, cabelos desalinhados e, geralmente, ostentando tatuagens. São contra o acúmulo de coisas e em sua visão de futuro não há fronteiras. São da geração paz e amor, não à guerra e sim à paz. Muitos são casados, têm filhos e esposas para sustentar. Fazem seu artesanato e o que ganham, fruto de um trabalho honesto, gastam para sua alimentação. Em Londrina, infelizmente, está havendo falta de entendimento com a prefeitura que não quer permitir que eles trabalhem nas praças. Tenho certeza que se o prefeito Nedson for bem assessorado encontrará o caminho de paz e amor para que os hippies também tenham um lugar ao sol e possam viver através de seu trabalho. Os administradores não devem sonhar com obras faraônicas como teatro municipal que será útil para uma minoria que tem condições financeiras de pagar ingressos caros para assistir peças teatrais, mas pensar na maioria e fazer obras que a beneficie.
OSVALDO CARDOSO RIBEIRO (professor) - Londrina
Universidade em crise?
O governo brasileiro divulgou que iria disponibilizar vagas em faculdades privadas para estudantes vindos da escola pública. Mas agora o governo do Paraná decidiu suspender 43 cursos de universidades estaduais. Será que com a falta de docentes esta foi a solução encontrada? Está certo que alguns cursos não têm muita qualidade, mas deve-se investir e qualificar a universidade pública para que o País tenha mais pessoas com nível escolar superior.
RUY OSÓRIO CARVALHO DE OLIVEIRA (estudante) - Londrina
Correção
- Diferentemente do que foi publicado ontem na matéria ''Seca dá prejuízo de R$ 1,27 bi a produtores de soja do PR'', Seisuke Ito é gerente da regional Londrina da Cooperativa Integrada.





