CARTAS
Teatro Municipal
O Conselho de Cultura da Região Oeste de Londrina, reunido no II Fórum de Cultura da Região Oeste, nos dias 1º, 2 e 6 deste mês, envolvendo moradores de 31 bairros, também se posicionou a respeito do Teatro Municipal. Achamos acertada a conduta da administração municipal e da maioria dos vereadores no sentido de responder onde deveria se localizar o Teatro Municipal. De fato a área do Colossinho é indiscutível o lugar ideal para o teatro. Nossa produção cultural já merecia um lugar como este. Agora só falta responder à comunidade londrinense as seguintes perguntas: quando o Teatro Municipal começará a ser feito? Quem irá fazê-lo? Como será feito? Por que será feito? Qual será a política cultural adotada para a ocupação do teatro? Para responder estas perguntas sugerimos uma audiência pública, aproveitando que em março se comemora no dia 21, o dia Universal do Teatro, e no dia 27, o dia Nacional do Teatro.
JUAREZ REZENDE ARAÚJO (presidente do Conselho de Cultura da Região Oeste de Londrina)
Cartórios distritais
Pelo que li na seção de cartas da Folha (dia 21/02), a estudante Cristiane Montanucci alegou que o veto governamental à emenda que traz para a sede os cartórios distritais faz com que o projeto novamente retorne ao Judiciário, onde deve ser rediscutido. Acho que existiu um equívoco da referida estudante, pois publicada a lei, seus efeitos começam a ser sentidos imediatamente não comportando quaisquer outras discussões das que já existiram, tanto antes como quanto após a derrubada do veto do Executivo, por qualquer dos poderes constituídos.
Ao contrário do que alegou a leitora, pela lei autorizatória podem e devem os cartórios distritais se instalar desde logo na sede da Comarca, comunicando a quem de direito seus novos endereços e passar a funcionar onde bem entenderem.
Só esperamos, nós londrinenses, que também os novos tabelionatos removidos dos distritos para a sede da Comarca não imponham ao povo o péssimo costume de instalaram-se no quadrilátero dos 500 metros quadrados da Catedral Metropolitana, colocando-os em áreas que efetivamente atendam a necessidade de seus usuários com a finalidade de acabar com a ditadura imposta ao povo pelos cartorários da sede que agem com descaso para as agruras daqueles que têm de usar seus serviços, impondo a todos horas de espera na fila.
ADOLFO TURQUINO (vice-presidente da Associação dos Produtores Rurais da Região de Londrina)
Igreja e eleições
Nós, eleitores, em momento algum podemos prescindir dos nossos sonhos e do interesse pela política. É da política que depende toda nossa vida: o leite das crianças, o emprego, a conta de luz e de água, etc. No entanto, precisamos estar muito atentos com políticos desumanos que só sabem fazer da política trampolim para subir na vida, defender seus interesses e de seu grupo, etc. É muito comum em período eleitoral, como é o caso deste ano, vermos políticos inescrupulosos dando emprego para muita gente, às vezes pagam luz, água, provomem festinhas nas vilas mais pobres, etc. E assim parece um sujeito bonzinho. Até dizem que padre não deve se meter em política, deve ficar na sacristia, enquanto isso eles prejudicam o povo. Mas esses que agem assim, quando eleitos se acham de dever cumprido com a sociedade. E aí não se deixam guiar pela ética, pela transparência e sobretudo pelo bem comum. Enfim, não lutam para defender definitivamente a cidadania e dignidade dos mais pobres. No fundo, reduzem política somente ao momento do voto.
ANTÔNIO PEREIRA ANCHIETA (padre) - Jacarezinho
Futuro de quem?
O Projeto de Olho no Futuro, parceria entre o Instituto Novo Horizonte, de Curitiba, e a Universidade Estadual de Londrina, que visa oferecer à sociedade cursos rápidos (informática, montagem e manutenção de micros, inglês, espanhol, e outros) não teve acesso fácil e as dificuldades começaram na matrícula. Não tínhamos informações referentes aos horários e locais onde estes cursos seriam oferecidos e até mesmo os horários de funcionamento para que fizéssemos a matrícula. No meu caso, tive que insistir três vezes para me matricular. Finalmente, a UEL tomou frente às reclamações e me encheu de ânimo. Mas no sábado, dia 28, nós, alunos do curso de inglês, recebemos a triste notícia de que os professores (já formados por nossa tão cobiçada universidade), estão sendo obrigados a deixar o projeto, por não estarem recebendo dignamente suas remunerações. Registro a minha indignação face ao ocorrido e também algumas perguntas: De olho no futuro de quem? E quanto aos professores, quanto tempo de suas vidas se dedicaram à graduação? Como vão sobreviver? Que futuro será oferecido se não valorizarmos nossos professores?
LEANDRO FERMINO PEREIRA (estudante) - Londrina





