Wal-Mart = empregos
O impasse entre a prefeitura de Londrina e a rede de hipermercados Wal-Mart demonstra outra vez a dificuldade que empresas multinacionais têm em encontrar condições propícias para realizar seus investimentos neste município. Comparando-se a região de Londrina com outras regiões do Paraná, observamos que poucos incentivos para a vinda de novos investidores foram dados, novos empregos deixaram de ser criados, outras empresas nacionais e multinacionais desconsideram vir par Londrina. Será que a vinda de um hipermercado coloca em risco postos de trabalho, como tem sido comentado? Não acredito. Vamos ter uma economia mais competitiva, geração de novos empregos diretos e indiretos e contribuindo num desencadeamento de novos investimentos - aproveitando o efeito sinergético - colocando Londrina como cidade que hospeda global players e chamando cada vez mais a atenção de novas empresas.
GERHARD WALLENOEFFER (professor) - Londrina

Teatro por 50 anos
Não posso deixar passar em branco o atual imbróglio sobre o teatro municipal. Ninguém mais que os administradores públicos do PT sabem da crise por que passa o caixa da administração pública. Praticamente 80% da arrecadação é destinada para honrar a folha de pagamento dos ativos e inativos. Aplicando o custo financeiro da desapropriação do terreno, mais o valor da obra e estrutura funcional (funcionários, manutenção, telefone, água e luz) daria para investir mensalmente cerca de R$ 150 mil em projetos culturais nos aparelhos já disponíveis na cidade, inclusive os privados. Sem contar que o terreno desapropriado, por se tornar público, não gerará IPTU. Imagino que as intenções do prefeito Nedson Micheletti são as melhores. O grande problema são os próximos 50 anos.
JOSELITO TANIOS HAJJAR (estudante) - Londrina

Concorrência
Que venha o Wal-Mart para Londrina. Assim como veio a GOL e os preços das passagens áreas para Curitiba foram reduzidos de R$ 320 para R$ 80. Isso equivale a uma diferença de 300%. Se o preço da passagem área atual é real e verdadeiro o valor antes cobrado era assalto, um abuso oligopolizado. Londrina que tem estado à frente em muitas coisas, tem um centro médico avansadíssimo com as melhores aparelhagens, universidades de primeira linha, não pode deixar de abrigar os maiores e melhores concorrentes, em qualquer ramo de negócio, a despeito de que vai quebrar outros da mesma área. Se não aceitarmos a competitividade, Maringá está aí bem próximo de nós, e é o nosso maior concorrente.
ANTÔNIO PEREIRA (contador) - Londrina

Teatro & Wal-Mart
As eleições municipais estão chegando e várias pessoas pensam como vão se reeleger. Aí, para buscar apoio têm que usar de suas artimanhas para conseguir dinheiro para suas campanhas. Este jogo imobiliário imposto ao terreno do antigo Colossinho é um dos casos. De um lado, o prefeito quer construir um teatro municipal que será um grande feito cultural para a cidade, mas de outro lado tem vereadores querendo trazer a rede de supermercado Wal-Mart para o mesmo local argumentando que o supermercado trará mais emprego para a cidade. Mas será que ela também não quebrará os mercados menores tirando o dobro de emprego que estão oferecendo? O que é mais importante para a cidade: um mercado ou teatro?
CRISTÊNIO RODRIGUES GAZOLLA (estudante) - Londrina

Teatro por quase nada
Senhor prefeito, por favor, não gaste dinheiro à-toa! A Prefeitura é a maior proprietária de terrenos de Londrina e, melhor, tem os melhores e bem localizados lotes urbanos da cidade. O senhor não precisa pôr a mão no cofre público e pegar R$ 2 milhões ou R$ 6 milhões para comprar um terreno particular e nele construir o sonhado teatro municipal! Use esse dinheiro, se é que tem, e compre remédios para os postos de saúde, equipe as escolas municipais, asfalte ruas e até construa casas populares. Ou dê um abono salarial para os servidores, construa novas unidades básicas de saúde, combata a dengue e invista uma parte na capacitação profissional dos desempregados. Não estamos numa situação de opção, tendo que escolher entre o teatro ou o supermercado. Para enxergar isso não é preciso fazer nenhum sacrifício. Envide esforços pelo teatro municipal em terreno público e libere o supermercado para o terreno particular. São ações simples que não demandariam grandes polêmicas nem mesmo imensas fortunas.
OSVALDIR GOMES DE OLIVEIRA (presidente da Federação das Associações de Moradores e demais entidades civis organizadas de Londrina)

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