Salve Cuba
Quando a deputada Elza Correia foi para Cuba, atendendo a um convite, viu coisas programadas. Estive em Cuba. O povo cubano é dócil e solidário, mas é um povo subordinado a um regime de medo que não acaba nunca e sobrevive da capacidade de auto-ajudar-se, diante de tanta miséria. A ilha é um encanto, mas não me encantaram a sorte de crianças pedintes (disfarçadas pelas mães), das prostitutas que abordavam meu marido na minha frente e nem me livrei dos olhares maliciosos dos cubanos. Usam a prostituição para obter míseros dólares dos turistas, pois um médico altamente especializado não recebe mais que 18 dólares mensais.
Os cubanos recebem os menores salários do mundo, vivem na penúria, na maioria são ateus e conformam-se com a própria sorte. Não vêem solução a curto prazo. Fidel é imortal. Não falam mal de Fidel, por medo, pela delação, a repressão é enorme e há muitos presos políticos que discordam da postura do governo. Se isto fosse aplicado no Brasil, eu não estaria escrevendo este texto agora. Não há analfabetos, mas como um povo tão culto pode ser tão submisso?
Levei algumas camisas brasileiras para o ministro da Saúde que tinha estado em Curitiba para uma conferência. Dividia a casa com a filha e netos, um cubículo de 4 cômodos, mas muito confortável, diante da moradia dos demais. Esta é a ilha de Fidel. Um motorista de van nos contou que tem sorte por trabalhar no turismo, conseguindo juntar durante um ano inteiro US$ 80 para comprar uma bicicleta para o filho, mas tinha um grande problema: não tinha espaço para guardá-la. Mas, que sendo o seu cunhado médico, felizmente estava com sapatos novos que o cunhado havia ajudado a comprar. Salve Cuba!
IZAURA VARELLA (professora) - Cianorte

Biblioteca da UEL
No dia 28/02, o sr. Vanderlei Estalianon enviou à Folha carta intitulada ''Biblioteca da UEL'', sobre o qual é necessário fazer alguns esclarecimentos. Primeiro, em todas as bibliotecas da UEL (do Campus, do Escritório Aplicação de Assuntos Jurídicos, da Clínica Odontológica e do CCS/HU), o cidadão sempre teve e terá acesso livre e gratuito. Quanto ao empréstimo de obras para pessoas de fora da comunidade universitária, informamos que estabelecemos convênios com incontáveis instituições para que um número maior de pessoas possa usufruir o nosso acervo. É preciso ressaltar também que as bibliotecas da UEL realizam uma série de ações de intercâmbio, não só com a Biblioteca Pública de Londrina, mas também com a Secretaria da Cultura e a Secretaria de Educação. Para finalizar, tivemos um projeto aprovado em uma agência de fomento, que possibilita ampliações de acervo e área física na Biblioteca da UEL, e que também estará aberta a todos os cidadãos.
SUELI BORTOLIN (diretora do Sistema de Bibliotecas da UEL) - Londrina

A opção Teatro Municipal
A Opinião da Folha dessa terça-feira jogou luz sobre a polêmica que envolve a instalação do Wal-Mart em Londrina, ao afirmar que ''instalando-se nessa área ou não, o Wal-Mart virá porque já pesquisou a região e a achou conveniente para o seu propósito''. É isso. A empresa americana vai se instalar em Londrina de acordo com suas conveniências de mercado, e não por causa dessa ou daquela área, como querem os especuladores envolvidos no caso.
A prefeitura decretou o terreno de utilidade pública atendendo reivindicação da comunidade cultural e por considerar que o mesmo reúne as melhores condições para uma obra dessa natureza: tamanho adequado; localização estratégica, de fácil acesso para a população; valorização da região central, cuja vocação, sob a ótica da moderna gestão urbana, é a convivência humana, o lazer, a cultura. A prefeitura, portanto, está atendendo ao interesse público, que não pode ser preterido por interesses da especulação imobiliária.
Em nenhum momento a prefeitura afirmou que irá construir o teatro apenas com recursos próprios. É evidente que uma obra dessa importância requer recursos estaduais, federais e até mesmo privados - não esqueçamos das PPP (Parcerias Público-Privadas). Londrina, que recuperou o respeito no cenário político estadual e federal, tem força para conseguir esses recursos.
A afirmação, por sua vez, de que as salas de espetáculo de Londrina estão às moscas não procede. Três exemplos: o Teatro Zaqueu de Mello está com sua agenda tomada até novembro; o Ouro Verde e o Marista, nossas maiores salas, já estão com mais de 60% da agenda de 2004 tomada.
Não podemos subestimar os artistas e produtores da cidade. Os projetos culturais financiados pela prefeitura geram perto de mil postos de trabalho todo ano. O Teatro Municipal vai consolidar Londrina como um pólo cultural brasileiro, valorizar nosso espaço urbano e potencializar a capacidade do setor na geração de emprego e renda.
NÚCLEO DE COMUNICAÇÃO DA PREFEITURA DE LONDRINA

mockup