Colossinho I
A polêmica gerada em relação à destinação do terreno do antigo Colossinho, envolvendo interesses da Wal-Mart, PML e imobiliária me fez lembrar um caso que ocorreu na minha infância: Meu irmão e eu disputávamos a posse de uma maçã. Para tanto, travamos uma homérica briga, provocando gritos e discussões. Meu pai, ao deparar com a situação e de saco cheio, simplesmente pegou a fruta e jogou-a no lixo. Esta atitude de um ex-combatente da Segunda Guerra Mundial, na guerra da Mandchúria, não beneficiou a nenhum dos dois, mas cessou o conflito. Espero que a Wal-Mart não perca a paciência e acabe engavetando o projeto. Educação e teatro são bons para a população, mas antes de mais nada, ela necessita de empregos. Sem dinheiro ninguém vai ao teatro!
PAULO KIYOSHI NISHITANI (professor universitário) Londrina

Colossinho II
No mínimo ridícula a atitude dos administradores da prefeitura nessa questão do terreno do Colossinho. Com a cidade precisando de empregos, uma empresa do porte do Wal-Mart resolve se instalar em Londrina e o prefeito pensando em construir teatros... Só para lembrar o exmo. senhor prefeito, temos em Londrina os Teatros Marista, Filadélfia, Ouro Verde e Zaqueu de Mello, entre outros espaços disponíveis para tal. Todos sub-utilizados. Quem reside nas proximidades do terreno do antigo Colossinho está dando graças a Deus que um hipermercado se instale ali, já que tal terreno vazio serve de esconderijo para toxicômanos e marginais de toda sorte, além de deixarem a vista ''linda''. Parece que o sr. prefeito resolveu adotar a política do ''Pão e Circo'', só que está dando só o Circo, porque o Pão fica cada vez mais inacessível.
BRUNO GALOPPINI FELIX (cirurgião-dentista) Londrina

Bingos e caça-níqueis
Ao que me consta vivemos num Estado democrático, num País onde impera a liberdade de expressão, de trabalho e de cumprimento de seu ofício. O País é resguardado pela Constituição Federal, promulgada em 5 de outubro de 1988, com garantias de inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, assim como são garantidos aos cidadãos deste mesmo Estado democrático os direitos sociais, a educação, a saúde e o trabalho.
Venho expressar minha indignação sobre a Medida Provisória assinada por nosso ilustríssimo presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva. Resultado esta, da abertura de um dossiê pelo Ministério Público Federal (MPF) sobre a bombástica descoberta de falcatrua que denuncia o esquema de financiamento de campanhas eleitorais em troca de propinas e contribuições mensais do então presidente da Loterj, Waldomiro Diniz.
No que tange a Medida Provisória, em virtude do escândalo, o presidente de forma autoritária e coercitiva proíbe o exercício de bingos e das chamadas máquinas de caça-níqueis. Que geram direta e indiretamente um grande número de empregos, garantindo a estes empregados uma renda de subsistência lícita e moral. Isto sem mencionar o direito de propriedade dos proprietários destas máquinas e de estabelecimentos como o bingo. Já o fato da existência desta Medida Provisória, de forma alguma, vem a coibir a incidência de corruptos e o exercício de atos ílicitos pelos mesmos. Esta atitude ao meu ver, só vem atestar as falhas dos representantes do governo federal para com o povo. O ato do presidente caiu como um remédio paliativo, e não como um antibiótico que busca sanar as raízes do problema.
Louríni Stock Paschoal (estudante de Direito) Londrina

Juros
A economia mundial está mais para o matemático do que para o economista. São tantos ajustes numéricos e percentuais que deixa o homem comum desorientado. Ora tem que subir os juros, ora tem que baixar os juros. Ora tem que baixar a cotação da moeda, ora tem que subir a cotação da moeda. Exportar é preciso, mas também tem que importar. O que devemos exportar e o que devemos importar?
Produtividade e tecnologia são duas coisas preponderantes, mas que exigem capital. Diante de tudo isso não podemos esquecer, que a moeda é apenas um denominador comum das trocas. Mas até parece que isso não tem a menor importância. Enquanto achamos que tanto mais forte a moeda, mais forte seria a Nação, o governo alemão pede a desvalorização do euro para melhorar as exportações daquele País.
ANTONIO PEREIRA (contador) - Londrina

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