CARTAS
Zoológico de São Paulo
No último dia 25, o Sr. Rogério Nogueira (economista) fez duras críticas ao tratamento dado aos animais intoxicados do zoológico de São Paulo, animais muito bem tratados, bem alimentados e com toda assistência de médicos veterinários, biólogos e nutricionistas. Segundo ele, como muitos brasileiros morrem na miséria, desnutridos, sem assistência hospitalar e sem dignidade, o tratamento dado aos animais seria uma verdadeira inversão de valores.
O assunto merece reflexão. É muito triste vermos velhos e crianças, famílias vivendo em condições subumanas. No entanto, quero acreditar que o erro não está no bom atendimento dispensado aos animais, pelo contrário, quero enaltecer todos os profissionais envolvidos no zoológico de São Paulo porque os recursos chegaram no destino final, com boa alimentação e assistência veterinária. O problema está com aqueles que desviam o dinheiro público. Quase diariamente temos notícias de milhões roubados dos cofres públicos. Esse sim é o problema.
Foi criado a CPMF para dar dignidade ao tratamento médico no Brasil. A carga tributária a cada ano é mais pesada e consequentemente nunca se arrecadou tantos recursos como agora, mas mesmo assim, estes recursos não chegam na ponta sofrida e amargurada que muitos brasileiros vivem. A inversão de valores está aí.
Nossos governantes e seus funcionários deveriam se espelhar no trabalho realizado no zoológico, com o respeito e o carinho que o funcionário alimentava a cobra-cega. Animais só estão para servir os homens, são cobaias em todas as pesquisas e técnicas de tratamento para o homem. No zoológico estão presos para não serem extintos e eliminados pelo homem. Animais que nos alimentam, nos dão carinho e só querem carinho e respeito em troca. Existem momentos que eu não sei quem é mais irracional, se nós ou eles.
GEORGES FILLIS (presidente da Associação dos Médicos Veterinários de Londrina e região)
Cartão eletrônico
Li dias atrás uma matéria sobre a implantação do cartão transporte. O que hamou minha atenção e a de muitos usuários foi o fato de que o tempo para integralização fora do terminal será contado a partir do momento do desembarque e não do momento que é feito o registro no cartão. Com qual magia eles vão saber o horário que o usuário desembarcou?
O fato é que existe variação de tempo em cada linha no itinerário bairro-centro, por exemplo; a linha 305 (Colúmbia) leva em média 35 minutos até o centro e a 104 leva em média 15 minutos (isso contado os dois extremos). Então se utilizarmos a linha 305 vamos obter um tempo de 1h35 para integralização, enquanto na outra vamos ter 1h15. Sabemos que o sistema é uniforme para todas as linhas, deduzimos então que: a partir do momento em que registramos o cartão na catraca temos aproximadamente 1h35 para efetuar a integração? E se eu embarcar em outro coletivo no terminal e gastar mais 30 minutos, ainda assim vou ter 1 hora após o desembarque?
Segundo informações de terceiros, este tempo é contado a partir do registro na catraca, pois não existe outro ponto de checagem, mas que é um segredo ''de estado''. Seria bem melhor para todos usuários se fosse divulgado o tempo a partir do momento que se registra o cartão na catraca. Afinal, não há magia que faça o ''sistema'' saber se o usuário vai desembarcar no ponto x ou y.
VALTER CARLOS OLIVEIRA (técnico segurança virtual) - Londrina





