Radicalismo

Considero de extremo radicalismo a opinião do professor universitário Gilberto Jordão publicada ontem no Espaço Aberto. Condenar o que hoje é o maior partido do país por causa de um indivíduo é hipocrisia. Até por considerar-se o tamanho do PT e a impossibilidade de se saber detalhadamente das ações de cada um e de seus anseios. Evidencia a ausência de criticidade e a atuação massificante dos meios de comunicação que nos vêem como máquinas, nos doutrinando a pensarmos todos numa mesma linha.
Enxergar todos os filiados sendo como Waldomiro Diniz é vontade de julgar antes de se observar as particularidades, condenando o todo antes de se analisar as especificidades e do término da apuração das provas. Ora, não estamos na inquisição! Não sou filiada nem estou a defender o partido por carisma, longe disso. Só quero mostrar que nem tudo está perdido, apesar da decepção popular e generalizada, e que devemos lutar por justiça social, pela concretização de nosso acordo democrático firmado em 1988. A busca é constante, não devemos desanimar.

EMMANUELLA DENORA (estudante) - São Jerônimo da Serra


Uso de veículos

O presidente da Assembléia Legislativa, deputado Hermas Brandão, pediu recentemente, que os deputados devolvessem os veículos daquela Casa devido aos abusos no uso de carro público. Essa atitude - mesmo que tardia - é louvável e digna de elogios. Nós do PPS (Partido Popular Socialista) sempre nos posicionamos contrários a esta questão e outras que causam vergonha ao Poder Legislativo Estadual.
Importante lembrarmos que protocolamos na Assembléia Legislativa, em 9 de setembro de 2003, uma carta onde fazíamos algumas indagações e uma delas era justamente sobre os critérios adotados para a cessão de veículos. Não obtivemos resposta do presidente e agora vemos a exploração do assunto na mídia estadual demonstrando oportunismo eleitoral em uma questão que já poderia ter sido resolvida há muito tempo.
Outro assunto que deve ser revisto imediatamente é a concessão da licença médica. Quais os critérios adotados em termos médico-hospitalar definidores da licença, qual o seu período, acompanhamento e renovação? Se, efetivamente, a doença diagnosticada é causa para afastamento? Os deputados estaduais, representantes legítimos do povo precisam prestar esclarecimentos à população e nós, representantes de um partido político, temos o direito de cobrar.

FRANCISCO DE ASSIS LOPES PEQUITO (presidente do PPS de Campo Mourão)


TCGL responde

Em atenção à carta de Cesar José Hartuan, publicada na edição de ontem, ficaríamos muito agradecidos se o missivista entrasse em contato com a TCGL ([email protected] ou 3329-2520) para que pudesse obter mais informações sobre o serviço prestado pela empresa.
Em atenção aos leitores, a TCGL informa que a utilização de microônibus em algumas linhas é fundamentada em pesquisa de fluxo que aponta baixa demanda de usuários. A empresa está monitorando essas linhas e vem fazendo as adequações necessárias sempre que verificada qualquer tipo de dificuldade para o usuário.
Novamente a empresa lembra que nas vias (corredores de tráfego) onde passam mais de uma linha, o usuário pode optar por aquela atendida pelo ônibus convencional, deixando o microônibus para transportar moradores dos bairros onde circula e evitando possível lotação.
Por outro lado, não procede o comentário sugerindo que o uso de microônibus significa redução de custo operacional. A utilização deste tipo de veículo no sistema de transporte segue uma tendência verificada em diversas cidades do País, contribuindo inclusive com o trânsito, por ocupar menos espaço nas ruas, e com a qualidade do ar, pelo avançado controle de emissão de poluentes.
A TCGL está sempre aberta a sugestões e opiniões de usuários, pelo serviço de atendimento 0800-4007020. Mas vai continuar desconsiderando manifestações de caráter político-eleitoral.

ASSESSORIA DE IMPRENSA DA TRANSPORTES COLETIVOS GRANDE LONDRINA

Homem x natureza

O economista Rogério Luiz Nogueira fez ontem, neste espaço, um infeliz comentário sobre o tratamento dispensado aos animais mantidos em cativeiro no zôo de São Paulo. A indignação do leitor se deve aos ''exagerados'' bons tratos dispensados a esses animais, mas esbarra no egocentrismo quando coloca o humano em primeiro lugar esquecendo qual dos animais (humano ou não) criou este contexto. O leitor, com certeza, não se lmebrou que muitos animais são mantidos em cativeiro para que não sejam extintos. Também se equivocou colocando o homem como um animal superior, já que foi ele mesmo que iniciou a exploração desenfreada. Inteligente é o humano que cria as mais complexas armas, e desnecessário é o animal que não o sabe fazer.

RUY OSÓRIO CARVALHO DE OLIVEIRA (estudante) - Londrina


Correção

- As palavras asfalto e sambar foram grafadas incorretamente na nota ''Debaixo do toró'' (página 10) publicada na edição de ontem da Folha.

mockup