SOS animais

A recente intoxicação e morte de animais do zoológico de São Paulo teve grande repercussão. Noticiários e outros programas citaram diversas vezes o ocorrido - realmente um absurdo. Em reportagem exibida há alguns meses, mostrou-se como os bichinhos deste zoológico são bem cuidados. Toneladas de alimentos (carnes e vegetais) são consumidas diariamente, com cardápio balanceado para cada animal - até nutricionista eles têm. Uma cobra-cega era alimentada pacientemente por um funcionário com uma pinça. Que inversão de valores...
Em um país tão cheio de miséria, onde crianças morrem de fome ou acometidas por doenças oriundas da desnutrição, bichos recebem tratamento VIP, ou melhor VIA (Very Important Animal). Muitos sofrem em filas de hospitais ou morrem sem atendimento por falta de estrutura digna. Recentemente, muitas pessoas ficaram com o auxílio-doença atrasado (dinheiro que seria usado para comprar comida - arroz e feijão mesmo) porque os médicos peritos do INSS estavam em greve. Se os veterinários e biólogos do Zoo de SP estivessem em greve durante o período de intoxicação, muitas entidades protetoras de animais fariam veementes protestos.
É indubitável que a proteção/cuidado de animais é legítima e necessária, no
entanto, o ser humano deve estar em primeiro lugar. Enquanto houver seres
humanos vivendo (vegetando) sub-humanamente, todo e qualquer tipo de proteção
a outras formas de vida pode esperar. Ou há quem ache que um gorila ou
dromedário valem mais que gente ?!
ROGÉRIO LUIZ NOGUEIRA (economista) - Londrina

Estélio Feldman

Estélio Feldman nos deu uma lição de vida, ao lutar por ela com valentia, e de ética profissional. Sua passagem pela Folha de Londrina e outros órgãos de imprensa contribuiu para o aprimoramento profissional de centenas de novos jornalistas. A defesa que ele fazia do fortalecimento dos municípios foi uma das muitas causas que abraçou - causas que enchem de orgulho aqueles que, como eu, acompanharam sua trajetória profissional e sua luta corajosa, e muitas vezes bem-humorada, contra uma doença implacável.
LUIZ CARLOS HAULY (deputado federal- PSDB/PR)

Fomos logrados

Há poucos dias as empresas de ônibus que operam em Londrina ganharam mais 15 anos de concessão dos serviços, prorrogáveis por mais 15 anos, mas elas ganharam bem mais que isso. Para citar um exemplo, na Vila Brasil (linha 200) o tamanho do ônibus diminuiu (menos cobustível, menos gastos com pneus e menor custo do veículo), o cobrador de ônibus sumiu e o motorista tem salário menor. Por baixo essa diminuição de custos e encargos representa mais ou menos 30%.
Se o objetivo era melhorar o serviço, o lógico seria que o ônibus trafegasse com intervalos menores ou então que a passagem fosse reduzida nos mesmos 30%. A Prefeitura, que é o poder concedente, deveria ter exigido da empresa uma das duas opções, mas não vi nenhuma manifestação da CMTU ou do prefeito nesse sentido.
Os vereadores, que muito pouco andam de ônibus, têm como tarefa principal legislar e fiscalizar os erros e omissões do Poder Executivo e também se calaram. A nós, usuários, cabe apenas espernear e reclamar com a certeza de que não seremos ouvidos, nem pela empresa, nem pelo prefeito e nem pelos veradores que virão pedir nosso voto em outubro.
Se houvessem pessoas interessadas no bem-estar da população nos órgãos públicos, poderíamos ligar para a CMTU, para o prefeito ou para os vereadores e cobrar a volta dos ônibus antigos, o aumento de microônibus na linha ou então a reducação imediata do valor da passagem.
CESAR JOSÉ HARTUAN (marceneiro) - Londrina

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