Lição de cidadania

A cidadania de um povo pode ser observada nas pequenas ocorrências do dia-a-dia. Infelizmente o que vemos em nossa cidade é desanimador. A comunidade ainda não adquiriu o hábito da cidadania. Muitos londrinenses acham que a cidade inteira é um verdadeiro lixão. É comum vermos pessoas jogando lixo nas calçadas e bueiros; não raro vemos pessoas jogando todo tipo de lixo (garrafas, latas e papéis) pelas janelas dos carros.
A consequência direta destes atos irresponsáveis e ignorantes se manifesta quando chove. O lixo jogado nas ruas entope os bueiros, causando inúmeros transtornos para a comunidade. Além disso, nossa cidade fica com uma aparência decadente.
O primeiro exemplo deveria vir dos pais. As crianças aprendem observando os adultos. Infelizmente, muitos pais são desatentos, irresponsáveis e mal-educados, jogando lixo nas ruas. Não raro essa prática é passada de pai para filho. Chegamos ao ponto onde talvez o melhor caminho seja o inverso: as crianças deveriam ensinar os adultos. No momento que as crianças começarem a aprender e compreender o conceito de cidadania, elas vão corrigir e educar os pais e demais adultos.
O poder público, a prefeitura, poderia criar um projeto para ensinar as crianças lições de cidadania e meio ambiente. Assim, as crianças teriam a oportunidade de crescer com uma mentalidade diferente da atual geração, que suja e polui. Se a sociedade não mudar este comportamento destrutivo, dentro de pouco tempo, com qualquer chuva, as ruas de nossa cidade ficarão intransitáveis.
TOCHITANE MITSI (aposentado) - Londrina


Bibliotecas universitárias

Concordo plenamente com a estudante que escreveu uma carta na última semana, manifestando seu descontentamento com a atitude das universidades particulares de nossa cidade de vetar o acesso da população às suas bibliotecas.
Gostaria que estas universidades esclarecessem o porquê desta atitude, visto que recebem muitos benefícios do município. Abrir suas bibliotecas para a comunidade e aos estudantes interessados em ampliar seus conhecimentos, seria uma maneira de retribuir esses benefícios.
MARINILCE FERREIRA DOS SANTOS (professora aposentada) Londrina


Editoriais esclarecedores

Bastante oportunos os editoriais publicados pela Folha de Londrina nos dias 17 (Ostentação Prejudicial) e 18 de fevereiro (Descontentamento no Campo) que abordaram de forma clara as dificuldades enfrentadas pelos produtores rurais no Brasil. A Sociedade Rural do Paraná e o Conselho das Sociedades Rurais do Paraná agradecem a Folha de Londrina por esclarecer aos seus leitores a realidade dos fatos.
EDSON NEME RUIZ (presidente do Conselho das Sociedades Rurais do Paraná e da Sociedade Rural do Paraná) Londrina
O jornalista e a poetisa
O jornalista Walmor Macarini, no dia 19, em prosa, exorta o leitor a ser ''uma boa pessoa''. Coincidentemente, no mesmo dia, ao ler Helena Kolody, nossa poetisa paranaense recém-falecida, encontrei, em verso, semelhante exortação. Assim diz a poetisa: ''Concede-me, Senhor, a graça de ser boa, de ser o coração singelo que perdoa, a mão solícita que espalha, sem medidas, estrelas pela noite escura de outras vidas e tira d'alma alheia o espinho que magoa''.
Disse o frei Aloíso Fragoso, ao se referir a D. Helder: ''O que caracteriza um profeta (e eu diria um pensador) é que a sua morte faz germinar mais forte a sua idéia''. Por isso, convido os professores a ler com seus alunos, os textos da poetisa e também do jornalista. É um bom momento para que as escolas e as famílias oportunizem a leitura de Helena Kolody. Não se pode deixar passar em branco.
Aproveito para expressar a minha admiração pelos textos de Walmor, que comumente encontramos no Espaço Aberto, da Folha. São textos que falam de relacionamento humano, de sentimentos, de espiritualidade, de atitudes e valores morais, enfim, que nos conduzem a uma reflexão muito positiva e enriquecedora. Algumas idéias, às vezes, nem são novidades em sua totalidade, mas muito do que diz, embora saibamos, esquecemos de colocar em prática.
MARY NEIDE DAMICO FIGUEIRÓ (psicóloga) - Cambé

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