Cartórios e cartel
Felizmente, graças à sensibilidade e à sapiência de 29 deputados da Assembléia Legislativa do Paraná, no dia 18 foi posto fim ao ''Cartel dos cinco Tabelionatos de Notas de Londrina'', que há muito tempo vem causando grandes transtornos aos cidadãos londrinenses que têm que enfrentar filas enormes, com senhas, aguardando horas a fio para serem atendidos, muitas vezes de forma indigna. Para aqueles que desconhecem a regra para a criação de novos cartórios, a cada 40 mil habitantes já é possível que haja concurso para a abertura de novos cartórios e, Londrina com cerca de 500 mil habitantes (população fixa) e em torno de 150 mil (população flutuante), num total de aproximadamente 650 mil habitantes, já poderia contar com 16 Tabelionatos, mas conta com apenas cinco que estão confinados num quadrilátero da região central da cidade.
Infelizmente passaram-se muito anos para que esta ''reserva de mercado'' ou monopólio fosse desfeita.
Porém, algumas atitudes nos deixam perplexos, como a da deputada estadual Elza Correia que deveria conhecer melhor a situação dos distritos. Hoje a reduzida população que habita os distritos já se utiliza de todos os serviços públicos na sede da comarca, pelo fato de que os mesmos não dispõem de hospitais, repartições da Receita Estadual e Federal, INSS, Prefeitura, Fórum, agências bancárias, enfim tudo aquilo que se refere a serviço público. Com exceção do transporte coletivo integrado, o cidadão que reside nos distritos acaba tendo que vir até a sede da comarca para realizá-los. A ilustre deputada também se esquece que a população da sede (centro), onde existe uma demanda reprimida de serviços, acaba sofrendo com o péssimo atendimento em razão da pequena quantidade de cartórios existentes.
Como cidadã londrinense espero que o Tribunal de Justiça do Paraná acompanhe a decisão da Assembléia Legislativa, e decida em favor da nossa população.
CRISTIANE MONTANUCCI (estudante) - Londrina

Desemprego
Às vezes a dor é no braço e tratamos a perna. O governo cobra empregos dos empresários, mas não trata das causas que o inibe. Hoje ao abrir uma empresa, a Junta Comercial demora mais ou menos 60 dias para analisar o processo. Se estiver errado é mais um tempo deste. Quando registra a empresa tem que contar com a demora e burocracia do corpo de bombeiros. Ora será que o empresário terá o descuido de queimar seu patrimônio? Quando consegue terminar o processo de abertura, terá que enfrentar a indústria da ação trabalhista, outro tema que ninguém tem coragem de debater. Quando se conversa com políticos e autoridades, dão explicações e não soluções. Se não tratar a causa, não adianta tratar o efeito.
SEBASTIÃO NUNES DA ROSA (empresário) - Cornélio Procópio

Linha Maringá-Litoral
Apesar de pequena extensão territorial, o Litoral do Paraná oferece muitos atrativos turísticos. Entretanto, muitas pessoas do interior têm dificuldade para desfrutar destas atrações devido ao pedágio extorsivo, alto custo do combustível, risco de acidentes nas estradas, pouco tempo disponível ou pela necessidade atual de pegar dois ônibus, o primeiro até Curitiba e o segundo de Curitiba ao Litoral, o que pode acarretar problemas de conexão. A implantação de uma linha de ônibus, Maringá a Paranaguá (duplo sentido), passando por Arapongas, Rolândia, Cambé, Londrina e chegando em Guaratuba, Matinhos, Praia de Leste e Paranaguá, com certeza atenderia à necessidade de muitos paranaenses.
LAURO AKIO OKUYAMA (engenheiro agrônomo) - Londrina

Clonagem humana
Nessas últimas duas semanas foi muito falado a respeito da clonagem humana. O primeiro clone da ovelha Dolly para uns foi um sucesso, mas para outros foi uma comprovação que ainda não estamos preparados cientificamente para esse tipo de pesquisa. A clonagem humana é um estudo que tem que ser aceito pela sociedade, mas apenas para estudos. Se a clonagem partir para este lado poderemos descobrir a cura e tratamento com mais eficácia de muitos tipos de doenças. Para que isso seja colocado em prática deverá haver uma fiscalização rígida a fim de garantir que a clonagem seja apenas para estudos e não para ''fabricar cópias''.
RODRIGO NOBUMASSA FUKUDA (estudante) - Sertaneja

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