Tributo a Estelio
Cheguei à Folha em 1969, ele já estava. Jornalismo, o curso de Direito, cinema, humanidades em geral, a repulsa à ditadura, tudo a favor para uma convivência harmoniosa. Com ele aprendi muito sobre a profissão. E sobre a vida e suas adversidades. Estelio foi um desses heróis da resistência, sempre à sua maneira muito peculiar. A maior lição foi a luta pública e diária contra a doença, que combatia de igual para igual, sem nunca se deixar abater.
CARLOS EDUARDO LOURENÇO JORGE (jornalista) - Londrina

Adeus amigo
Estelio, meu primeiro amigo nesta cidade nova aonde decidi viver. A força e a coragem que, às vezes, me faltavam, vinham nas tuas palavras, na tua paciência de ouvir minhas dores. Até breve, amigo. Um dia gente se encontra de novo. Esta noite o céu de Londrina vai ter mais uma estrela, você.
NINA CARDOSO (psicóloga) - Londrina

Genuíno londrinense
Temos dito e repetido, por este Paraná afora, que Londrina é uma cidade linda e generosa, porque acolheu gente de garra e espírito cosmopolita. Como esse bravo guerreiro do jornalismo londrinense Estelio Feldman. O trabalho e a postura de Estelio sintetizam o que de melhor se pode deixar para todas as gerações de londrinenses: nossa história moldada no relato cotidiano de seus editoriais, suas colunas e reportagens. Por tudo o que plantou, produziu e construiu, o espaço ocupado por esse grande jornalista para sempre ficará em nossa memória e na história desta Folha e da cidade de Londrina. O título de cidadania honorária concedido a Estelio e que seria entregue na data de seu falecimento, não é apenas uma justa e merecida homenagem. Conferiu a ele a certidão de genuíno cidadão londrinense.
LUIZ EDUARDO CHEIDA (secretário de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos) - Curitiba

Outro Igapó
Convido o governador Requião, os deputados que sempre o acompanham nas viagens, os secretários envolvidos no meio-ambiente, vereadores que não conhecem os bairros, os companheiros de plantão para defesa da natureza, a imprensa sempre vigilante e os cidadãos que gostam de Londrina para conhecerem outro Lago Igapó: a ''beleza'' dos vales que dão origem ao nosso bonito cartão postal. Ficarão ''encantados'' com o cuidado que os órgãos públicos estão tratando seus parques. Façam o seguinte roteiro turístico: descendo a Av. Castelo Branco em direção à UEL, entre no sinaleiro de acesso à Rua Juiz de Fora, Rua Cabo Frio contornando o Córrego Baroré, se conseguir passar, vá pela Rua Joseph Asphdin, Rua Samuel Morse, Av. Dr. João Nicolau (cuidado com os mosquitos, lixo e mato) e ''dê um pulo'' passando pela Rua Acylino do Nascimento admirando o Ribeirão Cambé. Senhores não se esqueçam dos moradores dos bairros mais simples, eles estarão lembrando dos políticos de hoje.
PEDRO VANDERLEI PAULINO (autônomo) - Londrina

Polícia Federal
O Brasil ainda tem muitos problemas de ordem gerencial e política, mas possuímos órgãos de defesa que não ficam atrás de outros serviços de inteligência espalhados pelo mundo. Só não temos o devido reconhecimento por falta de interesse político. Nossos políticos fazem mau uso desses serviços, não investindo em equipamentos, recursos humanos, salários e, principalmente, intervindo em apreensões que envolvem colarinhos mais do que ''brancos''. Parabenizo nossos policiais federais que com tão poucos recursos e riscos diversos, fazem com esmero intervenções que sabemos não vão acabar com a criminalidade, mas diminuem bastante o poder de fogo desses meliantes.
FLÁVIO SIQUEIRA (técnico segurança do Trabalho) - São Paulo

Carta social
A carta social sobreviveu heroicamente a dois mandatos de FHC, mas sofre agora novas restrições dos Correios que atuam na contramão do social e do discurso de união contra a pobreza que o presidente Lula faz no exterior. O selo de um centavo, usado na carta social, foi extinto e o de dois centavos não pode se usado porque equivaleira a um aumento abusivo de 100% na tarifa.
PAOLO MARANCA (pintor) - São Paulo

Correção
- A prova do concurso para o preenchimento de 1.213 vagas para agentes penitenciários de segundo grau será realizada no dia 21 de março, como consta no edital do governo do Estado. Em sua página na internet, o governo informa que a prova seria realizada no dia 21 de abril, o que induziu a Folha ao erro na matéria sobre o assunto publicada ontem na página 3.
- Diferentemente do informou a reportagem ''ALL prevê crescimento de 25% em 2004'', publicada na página de Economia no último domingo, o volume mínimo de transporte de grãos aceito pela ferrovia América Latina Logística é de 250 toneladas, que corresponde ao preenchimento de cinco vagões com 25 toneladas cada um.

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