Conhecimento negado
As universidades privadas de Londrina estão impossibilitando o acesso de alunos não-matriculados que desejam realizar consulta em seu acervo bibliográfico. O motivo carece de qualquer fundamentação plausível. Alegam que só é permitida a consulta de livros àqueles que pagam mensalidades, estando os alunos de outras instituições cerceados do direito de livre acesso ao conhecimento. Se há embasamento legal para que se permita tal restrição e com isso atribua-se caráter de legalidade à vedação, o impedimento, contudo, não deixa de ser antiético. Afinal, onde está a função social da universidade privada? É realmente surpreendente que em pleno século XXI o acesso ao conhecimento continue sendo privilégio de poucos e mecanismo de exclusão dos menos afortunados economicamente.
DANIELE CREMA ROCHA (estudante) - Londrina

Sorriso de Helena
Nada se compara ao sorriso de Helena (Kolody). Helena-flor, açucena. Céu Azul nos olhos doces, expressão de paz, franqueza rara. Helena neve na maciez dos cabelos, no dorso, eterno colar. Calor no olhar de sol da tarde, aquecendo-lhe a larga face. Por ela não há quem passe, sem deixar de sentir a explosão de vida que lhe transborda da alma, verdadeira e rica. Helena a inspiração a envolve em terno abraço, e com ela passeia pelos caminhos de sonho e poesia. Beleza e magia na pena simples, sem mistérios, que nos mostra, em pequenos e preciosos frascos, a maravilha do pensar, a sublimidade do existir. Poeta habilidade em captar a essência das coisas, como da flor o mel o singelo colibri. Quando sorri Helena, o mundo inteiro sorri!
LEONILDA YVONNETI SPINA (poetisa) - Londrina

Ufanismo
Há um erro na propaganda do Governo do Estado na imprensa anunciando que o Paraná em outubro de 2003 assumiu a liderança da produção industrial no Brasil. O líder na produção industrial no país é São Paulo, com quase metade do PIB brasileiro. Pode ser que o Paraná seja o campeão em crescimento da produção, 7,6%, mas para passar São Paulo na produção industrial, precisamos de algumas décadas. Atenção marqueteiros do governo Requião, não exagerem. Aliás a rádio e TV Educativa estão se tornando veículo exclusivo do governador para seus pronunciamentos, tamanha é a frequência de suas aparições.
FRANCISCO CARLOS BÉRGAMI (engenheiro) - Curitiba

Aids e prevenção
A campanha do Ministério da Saúde para o Carnaval deste ano é razoável. O comercial veiculado nas TVs mostra dois amigos conversando em um bar a respeito de usar ou não o preservativo, quando um coloca a camisinha em uma latinha de refrigerante e abre o lacre e o líquido não vaza. O slogan, que ao contrário do ano passado em que a cantora Kelly Key foi utilizada para dar enfoque maior aos jovens, deste ano é ''Com camisinha não passa nada''. Não sei realmente até que ponto estas campanhas ajudam mesmo. Tudo é válido é claro, mas fiquei sabendo que um casal de baixa renda usava sacolinha de mercado para prevenir doenças, sendo que nos postos de saúde é entregue de graça. Isto é que tem ser frisado às populações menos esclarecidas.
GUSTAVO HENRIQUE DE GODOY (estudante) - Londrina

MST e legitimidade
No frescor desta modernidade fantástica que é o ar-condicionado, de que eu e meus pacientes nos beneficiamos, respondo a alguns pontos pertinentes da carta-resposta do empresário Maurício Andrei Rotta, de Mamborê. O empresário perdeu excelente oportunidade de discutir com mais profundidade este valioso espaço que o jornal nos oferece. O pedágio, as taxas cobradas, seu funcionamento e as práticas estabelecidas na sua implantação não estavam em discussão. Aliás, estas pendências estão sub judice e nosso governador está questionando item por item nos tribunais apropriados. Devo confessar que o que me motivou a votar no atual governador foram justamente estas promessas de campanha. Prova disto é que a mesma justiça que autorizou o aumento dos pedágios o revogou dias após. Portanto, não haveria necessidade alguma de alguém que tem mais ou menos ''peito'' depredar coisa alguma.
Ao contrário do sr. Maurício, que não ''morre de amores'' pelo MST, eu morro, quanto à sua existência como movimento social legítimo. Na minha autoclave, se fosse possível, eu guardaria a Constituição de nosso país, para que nunca ninguém - de Presidente da República a militante do MST - a desrespeitasse.
WALTER COSTA BARROSO (dentista) - Londrina

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